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Região: O plano do BNDES para destravar R$ 160 bilhões em novas ferrovias

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 11:45
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Região: O plano do BNDES para destravar R$ 160 bilhões em novas ferrovias
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O plano do BNDES para destravar R$ 160 bilhões em novas ferrovias Banco aposta em prazos mais longos e crédito ampliado para viabilizar projetos ferroviários, além de financiar iniciativas de mobilidade urbana BNDES: banco dobrou o limite anual por grupo econômico para financiar a fabricação e a aquisição de rodantes (Beth Santos/Secretaria-Geral da PR/Agência Brasil)

André Martins e Letícia Cassiano Publicado em 31 de outubro de 2026 às 08h00.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O BNDES ampliou os mecanismos de financiamento para projetos ferroviários no Brasil, com prazos de até 40 anos e aumento de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão no limite anual de crédito por grupo econômico para aquisição e fabricação de trens, vagões e locomotivas. Em entrevista à EXAME, o superintendente Borim afirmou que o principal desafio para viabilizar novas ferrovias é financiar os elevados investimentos iniciais, antes da geração de receitas. O banco também apoia projetos de mobilidade urbana e eletrificação do transporte, incluindo metrôs, trens e ônibus elétricos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou para 40 anos o prazo dos financiamentos para ferrovias, em uma tentativa de viabilizar novos empreendimentos no setor. Segundo Felipe Borim, superintendente de Infraestrutura do banco, os principais projetos ferroviários em estruturação somam cerca de R$ 160 bilhões em investimentos previstos.

“Uma ferrovia nova exige alguns anos de investimento muito pesado, sem gerar nenhuma receita, então o desafio é muito grande”, disse em entrevista exclusiva ao EXAME Infra.

Entre os empreendimentos estratégicos do pipeline ferroviário estão a EF-118, que prevê integrar a malha ferroviária entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro; o Corredor Minas-Rio, voltado ao transporte mineral e à integração logística; a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), que conecta a produção do Centro-Oeste à rede nacional; a revitalização da Malha Oeste; a requalificação da Malha Sul, com foco nas ligações com portos do Sul; a Ferrogrão (EF-170), entre Sinop (MT) e Itaituba (PA); e a Transnordestina, com obras entre Paes Landim (PI) e Iguatu (CE) e a retomada do ramal Salgueiro–Suape (PE).

Apesar do volume de projetos, a estruturação financeira é um dos principais desafios para tirar os empreendimentos do papel. Borim afirma que a construção de uma ferrovia exige grandes desembolsos nos primeiros anos, antes que a operação comece a gerar receita.

Segundo o superintendente, os investimentos anuais no setor praticamente dobraram nos últimos anos e estão na casa de R$ 15 bilhões. Ainda assim, ele avalia que o volume é inferior ao observado em rodovias e que o setor ferroviário precisa de mais recursos.

“São grandes projetos que estão estruturados. O desafio é fechar a parte financeira desses projetos”, afirmou. Borim também ressaltou que grandes ferrovias raramente são construídas apenas com capital privado, devido à necessidade de investimentos elevados no início dos projetos, o que gera uma grande participação pública com subsídios ou aportes do governo.

A ampliação do prazo dos financiamentos para até 40 anos é uma das medidas adotadas pelo BNDES para ajudar a viabilizar esses investimentos. Na avaliação de Borim, a combinação entre um modelo econômico-financeiro viável, financiamento de longo prazo e segurança para os investidores é fundamental para que os projetos avancem.

Durante a entrevista, Borim revelou outra medida adotada recentemente pelo BNDES: o banco dobrou o limite anual por grupo econômico para financiar a fabricação e a aquisição de trens, vagões e locomotivas, de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão.

A mudança ocorre após a inclusão do material rodante nas linhas do Fundo Clima, no início de 2026, que passou a permitir o financiamento desses equipamentos. Segundo o executivo, a medida atende a uma demanda do setor e pode beneficiar a indústria nacional e contribuir para a descarbonização do transporte.

Além das ferrovias de carga, o BNDES tem financiado projetos de mobilidade urbana, sobretudo de transporte sobre trilhos nas cidades e iniciativas de eletrificação da mobilidade. Borim citou o Trem Intercidades, que ligará São Paulo a Campinas, e a Linha 2 do Metrô de São Paulo entre os empreendimentos apoiados pelo banco.

O superintendente também destacou os financiamentos para ônibus elétricos. Segundo ele, o BNDES financiou 1.300 ônibus desse tipo em São Paulo e participou de um projeto em São José dos Campos para eletrificar 100% da frota de ônibus do município.

Outra iniciativa mencionada por Borim é o Estudo Nacional de Mobilidade, que reúne uma carteira de 168 projetos estruturantes em 21 regiões metropolitanas. O objetivo é contribuir para a estruturação de empreendimentos de transporte urbano e ampliar as possibilidades de investimento no setor. "Torcemos para que vire um novo ciclo [de investimentos]", afirmou.

Segundo o superintendente do BNDES, o principal desafio é a estruturação financeira dos projetos. A construção de ferrovias exige investimentos elevados durante vários anos, antes que a operação comece a gerar receitas. Por isso, o setor depende de financiamentos de longo prazo e, em muitos casos, da participação de recursos públicos.

Entre os projetos estratégicos estão a EF-118, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro; o Corredor Minas-Rio; a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico); a revitalização da Malha Oeste; a requalificação da Malha Sul; a Ferrogrão, entre Mato Grosso e Pará; e trechos da Transnordestina. Os empreendimentos estão em diferentes etapas de estruturação e implantação.

Segundo o superintendente do BNDES, os investimentos anuais no setor ferroviário praticamente dobraram nos últimos anos e estão na casa de R$ 15 bilhões. Apesar do crescimento, ele avalia que o volume ainda é insuficiente para atender às necessidades de expansão da malha ferroviária brasileira.

O BNDES ampliou os prazos de financiamento para até 40 anos e dobrou o limite anual de crédito por grupo econômico destinado à fabricação e aquisição de trens, vagões e locomotivas, de R$ 500 milhões para R$ 1 bilhão. A inclusão desses equipamentos nas linhas do Fundo Clima, no início de 2026, também ampliou as possibilidades de financiamento.

Segundo Borim, grandes projetos ferroviários raramente são construídos exclusivamente com recursos privados, porque exigem investimentos elevados e apresentam um período prolongado sem geração de receitas. A participação pública, por meio de aportes ou subsídios, pode contribuir para tornar esses empreendimentos financeiramente viáveis.

Entre os empreendimentos mencionados estão o Trem Intercidades São Paulo–Campinas e a Linha 2 do Metrô de São Paulo. O banco também financia a eletrificação de frotas de ônibus, incluindo 1.300 veículos elétricos na capital paulista, e participou de um projeto de eletrificação integral da frota de São José dos Campos.

É uma iniciativa que reúne uma carteira de 168 projetos estruturantes de transporte urbano em 21 regiões metropolitanas brasileiras. O estudo busca contribuir para a estruturação de novos empreendimentos e ampliar as oportunidades de investimento em mobilidade urbana.

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