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Região: O fim da era das licenças? Por que empresas começam a trocar softwares por agentes de inteligência artificial

Em vez de adquirir softwares para que profissionais executem tarefas, organizações começam […] O post O fim da era das licenças?

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 11:56
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Região: O fim da era das licenças? Por que empresas começam a trocar softwares por agentes de inteligência artificial
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Pesquisa aponta que 32% dos entrevistados relatam desistência de compras de softwares ou funcionalidades após o desenvolvimento de soluções com IA; mudança coloca em discussão os custos e o futuro do mercado corporativo

A forma como as empresas investem em tecnologia está mudando. Em vez de adquirir softwares para que profissionais executem tarefas, organizações começam a apostar em agentes de inteligência artificial (IA) capazes de realizar processos com autonomia supervisionada. O movimento coloca em discussão o modelo tradicional de licenciamento e abre espaço para contratações baseadas na execução de atividades e na entrega de resultados.

Segundo pesquisa global da McKinsey, divulgada em 2026, 32% dos entrevistados afirmaram que suas organizações deixaram de adquirir pelo menos um produto ou funcionalidade de software porque conseguiram desenvolver soluções internamente com o apoio de agentes de programação. A Gartner também estima que até US$ 234 bilhões dos gastos com aplicações empresariais estarão expostos à chamada arbitragem agêntica até 2030, o equivalente a aproximadamente 20% dos gastos projetados com softwares empresariais por assinatura (SaaS).

Para Fábio Tiepolo, CEO da StaryaAI, a transformação está relacionada à busca por produtividade e maior retorno sobre os investimentos em tecnologia. “A pressão é por produtividade, capacidade de crescimento e retorno sobre o investimento em tecnologia. Ter ferramentas disponíveis não significa que os processos estejam funcionando bem. Uma empresa pode ter CRM, sistema financeiro e plataforma de atendimento e ainda depender de pessoas para transportar informações e coordenar cada etapa do trabalho”, explica.

Na prática, a mudança está na forma de executar as atividades. Enquanto os softwares tradicionais geralmente dependem da interação de profissionais com diferentes plataformas, os agentes podem interpretar solicitações, consultar informações e realizar ações entre sistemas, dentro de limites previamente estabelecidos.

“SaaS é um modelo de disponibilização de software. Um agente é uma capacidade tecnológica que também pode ser oferecida como SaaS. Portanto, essas categorias não são necessariamente concorrentes”, esclarece Vinícius Reis, CTO da StaryaAI. Segundo o executivo, a implementação exige integração entre sistemas, definição de permissões e mecanismos de supervisão para garantir a segurança das operações.

Quais áreas devem sentir os primeiros impactos?

Atendimento ao cliente, vendas, tecnologia e áreas administrativas estão entre os setores com maior potencial de adoção, especialmente em atividades repetitivas, com regras definidas e grande volume de demandas. Entre as aplicações estão agendamentos, atualização de cadastros, classificação de solicitações e acompanhamento de processos.

“Minha avaliação é que aplicações isoladas, dedicadas a tarefas como classificar solicitações, preencher registros e encaminhar demandas, ficam mais expostas quando essas atividades podem ser incorporadas a um fluxo maior”, avalia Danilo Godoy Moreira, CGO da startup.

Apesar das possibilidades de ganho de produtividade, a substituição de licenças por agentes não representa necessariamente uma redução de custos. A análise deve considerar despesas com implantação, integração, processamento, manutenção e supervisão humana, além dos resultados efetivamente alcançados.

O avanço também não significa o desaparecimento dos softwares tradicionais. Sistemas de gestão, plataformas de relacionamento com clientes e bancos de dados devem continuar relevantes, mas poderão funcionar como infraestrutura para agentes que executam parte das atividades.

Para os próximos anos, a expectativa é de convivência entre os dois modelos, com empresas avaliando não apenas o acesso às ferramentas, mas também a capacidade de execução. Nesse cenário, o principal critério de investimento tende a deixar de ser somente o custo da licença e passar a incluir o valor de cada processo concluído, sua qualidade e o retorno financeiro gerado.

#Belém#Economia#Negócios
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