Região: Nasa recorre a empresas para tentar salvar telescópio Hubble de queda na Terra
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Consulte formatos e valores disponíveisNasa recorre a empresas para tentar salvar telescópio Hubble de queda conforme apuração dos redatores da Empire Cidades Após mais de 35 anos no espaço, observatório perde altitude e pode precisar de uma missão comercial para continuar em operação Telescópio Hubble: Nasa avalia alternativas para elevar a órbita do observatório e prolongar sua vida útil (Nasa)
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Nasa Saiba mais A Nasa está buscando alternativas para evitar a queda do Telescópio Espacial Hubble conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, prevista para os próximos anos. Após mais de 35 anos de descobertas científicas, o observatório perde altitude gradualmente e pode reentrar na atmosfera terrestre entre 2033 e 2034.
Para tentar prolongar sua operação, a agência espacial americana abriu na última quinta-feira, 29, uma consulta ao setor privado. O objetivo é identificar tecnologias capazes de elevar a órbita do telescópio, realizar reparos ou garantir o encerramento seguro de sua missão.
Segundo comunicado Nasa, empresas interessadas poderão apresentar propostas até 30 de novembro. A iniciativa ainda está em fase de avaliação e não representa a aprovação de uma missão.
O principal problema está na perda gradual de altitude. Atualmente, o Hubble orbita a aproximadamente 470 quilômetros da superfície terrestre, onde ainda existe uma pequena quantidade de gases atmosféricos.
Embora a atmosfera seja extremamente rarefeita nessa região, o atrito com essas partículas reduz lentamente a velocidade e a altitude do telescópio. Como o Hubble não possui um sistema de propulsão capaz de corrigir sua própria órbita, o processo pode levar à sua reentrada na atmosfera.
Para evitar esse cenário por meio de uma elevação orbital, a agência considera necessário realizar uma missão até 2032.
Uma das possibilidades é enviar uma espaçonave para impulsionar o observatório até uma órbita mais alta, elevando sua altitude dos atuais 470 quilômetros para pelo menos 600 quilômetros.
A mudança reduziria os efeitos do atrito atmosférico e poderia permitir que o telescópio continuasse realizando observações científicas por mais alguns anos.
Outra alternativa combina a elevação orbital com serviços de manutenção. Nesse caso, uma missão poderia corrigir problemas técnicos e melhorar o desempenho dos sistemas do Hubble.
A terceira opção considera o encerramento de suas operações. Uma espaçonave seria utilizada para conduzir o telescópio a uma reentrada controlada na atmosfera terrestre, reduzindo os riscos associados à sua queda.
As propostas ainda serão analisadas quanto à viabilidade técnica, aos custos e aos possíveis benefícios científicos.
A possibilidade de uma missão comercial para o Hubble já havia sido discutida pela Nasa. Em setembro de 2022, a agência firmou um acordo com a SpaceX para estudar o uso de uma cápsula Crew Dragon em uma operação de manutenção. A iniciativa também envolveu Jared Isaacman, atual administrador da Nasa.
Naquele ano, outra consulta ao setor privado recebeu oito propostas de empresas interessadas em participar de uma possível missão. Entretanto, em junho de 2024, a agência decidiu não avançar com nenhuma das alternativas apresentadas.
A decisão considerou riscos técnicos que poderiam comprometer o funcionamento do telescópio e provocar a perda prematura de dados científicos.
Na mesma época, problemas em um dos giroscópios do Hubble levaram o observatório a operar com apenas um desses componentes, responsáveis por auxiliar no controle de sua orientação.
Apesar das limitações técnicas, o telescópio continua produzindo dados científicos. Sua última missão tripulada de manutenção ocorreu em 2009, com o uso de um ônibus espacial.
Segundo Jared Isaacman, a agência deve avaliar oportunidades economicamente viáveis para manter o observatório em funcionamento pelo maior tempo possível.
A administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, Nicky Fox, também destacou os avanços recentes da indústria comercial em tecnologias de captura e manutenção de satélites.
A nova consulta busca identificar quais dessas capacidades poderiam ser aplicadas ao Hubble antes que sua órbita diminua ainda mais.
As empresas têm até as 15h de 30 de novembro, no horário do leste dos Estados Unidos, para apresentar suas respostas. A Nasa utilizará as informações para avaliar os próximos passos, sem compromisso de contratar uma missão.
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