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Região: Ministros do TSE e STF descartam anular eleição após Flávio Bolsonaro contestar resultado

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 16:35
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Região: Ministros do TSE e STF descartam anular eleição após Flávio Bolsonaro contestar resultado
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ministros do TSE e STF descartam anular eleição após Flávio Bolsonaro contestar resultado Por Redação 26 de Outubro de 2026 às 13:04 Ministros do TSE e STF descartam anular eleição após Flávio Bolsonaro contestar resultado | Leobark Rodrigues Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) não veem fundamentos para anular o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A avaliação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciar que pretende recorrer à Justiça para contestar o resultado que garantiu a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O principal questionamento envolve a prorrogação do horário de votação até as 19h, após relatos de dificuldades no transporte público em algumas cidades. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que a decisão judicial não alterou a apuração dos votos e que a Justiça Eleitoral adotou as medidas necessárias para conduzir o processo.

O tribunal também classificou como falsa a declaração de Flávio de que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre durante a apuração. Segundo o TSE, o espaço não é aberto à visitação, enquanto outras áreas permitem o acompanhamento da totalização por fiscais partidários e observadores autorizados.

Lula recebeu aproximadamente 64,2 milhões de votos, o equivalente a 51,79% dos válidos. Flávio Bolsonaro obteve cerca de 59,8 milhões, correspondentes a 48,21%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Um levantamento do g1, com base nos registros de 497.897 seções eleitorais, identificou 35.521 votos registrados após as 17h de domingo (25). O número representa cerca de 0,81% da vantagem de Lula. Os dados foram extraídos dos arquivos de registro das urnas eletrônicas, conhecidos como logs.

Outro ponto mencionado por integrantes dos tribunais é que a própria campanha de Flávio Bolsonaro havia solicitado a ampliação do horário de votação em 17 municípios de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, afetados por fortes chuvas.

A prorrogação do horário também gerou críticas nos bastidores do Judiciário. A decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, foi vista por integrantes da Justiça Eleitoral como uma interferência nas atribuições do TSE. Em contrapartida, ministros do Supremo questionaram a demora na análise dos relatos sobre dificuldades no transporte de eleitores.

A determinação de Zanin foi divulgada às 17h03, após o horário inicialmente previsto para o encerramento da votação. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida não se aplicava às urnas que já haviam encerrado a votação e emitido seus boletins.

Às 17h49, Nunes Marques orientou os tribunais regionais a manter abertas as seções que ainda estavam em funcionamento. A votação foi encerrada às 19h, quando a divulgação dos resultados foi retomada.

O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu o respeito à vontade dos eleitores e afirmou que eventuais divergências devem ser resolvidas dentro dos limites constitucionais.

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também reconheceram a vitória de Lula e telefonaram para parabenizá-lo.

Alcolumbre declarou que a democracia saiu vencedora do processo eleitoral, enquanto Motta destacou a segurança e a rapidez da apuração.

Até o momento, os questionamentos anunciados por Flávio Bolsonaro não resultaram na anulação do segundo turno. A eventual contestação deverá ser analisada pelas instâncias competentes, conforme os procedimentos legais.

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