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Região: Lula e Flávio chegam ao final da campanha com redes 'empatadas', diz Datrix

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 20:35
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Região: Lula e Flávio chegam ao final da campanha com redes 'empatadas', diz Datrix
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula e Flávio chegam ao final da campanha com redes 'empatadas', diz Datrix Levantamento exclusivo da Datrix mostra que vantagem de 49 pontos do senador no sentimento das redes desapareceu; presidente lidera em publicações, buscas e novos seguidores, enquanto Flávio mantém maior presença entre influenciadores Flávio e Lula: vantagem do senador caiu nas últimas semanas

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 17h24 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta final do segundo turno das eleições de 2026 com saldos de sentimento praticamente empatados nas redes sociais, segundo levantamento da Datrix. A vantagem de 49 pontos registrada pelo senador após o primeiro turno caiu para menos de dois pontos entre 19 e 22 de outubro. O presidente lidera em volume de publicações, buscas e novos seguidores, enquanto Flávio mantém vantagem entre perfis influentes.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam à reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 com um cenário de equilíbrio no sentimento das redes sociais, segundo levantamento da Datrix divulgado nesta sexta-feira, 23, com exclusividade à EXAME.

O estudo analisou a repercussão dos dois candidatos nas redes sociais entre 27 de setembro e 22 de outubro, dividindo o período em cinco fases. O levantamento considera o volume de publicações, o sentimento das mensagens, as interações, o crescimento de seguidores, a atuação de perfis influentes e o interesse de busca no Google.

Apesar da aproximação no sentimento, os candidatos apresentam vantagens em indicadores diferentes. Lula registra 2,1 vezes mais publicações diárias, 3,6 vezes mais interesse nas buscas e ganha 1,2 vez mais seguidores por dia. Flávio, por sua vez, mantém maior presença entre perfis com pelo menos 10 mil seguidores, com 100 perfis publicando sobre ele para cada 65 que publicam sobre Lula.

O resultado representa uma mudança em relação aos primeiros dias depois do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na ocasião, Flávio registrava saldo positivo de 28,5 pontos, enquanto Lula tinha resultado negativo de 20,3 pontos. A diferença diminuiu ao longo da campanha, especialmente durante a semana de mobilização de influenciadores, as sabatinas e o debate da Band.

O saldo de sentimento corresponde à diferença entre a proporção de publicações positivas e negativas sobre cada candidato. A métrica não representa intenção de voto e não permite antecipar o resultado da eleição, marcada para domingo, 25 de outubro.

Para João Paulo Castro , CEO e cofundador da Datrix, o acompanhamento da eleição evidencia a relevância das redes e dos criadores de conteúdo na disputa política.

Segundo o executivo, Lula conseguiu melhorar seu desempenho digital ao longo do segundo turno, mas Flávio preservou uma estrutura de influenciadores com grande alcance.

“A campanha de Lula ainda não consegue ter mais perfis influentes ativos que o concorrente”, afirma Castro na análise que acompanha o relatório.

Na avaliação dele, a capacidade de mobilização desses perfis será um dos principais elementos a serem observados pelas campanhas eleitorais.

A principal mudança identificada pela Datrix ocorreu no sentimento das publicações. Na primeira semana após o turno inicial, entre 5 e 6 de outubro, Flávio Bolsonaro tinha uma vantagem de 48,8 pontos sobre Lula.

Na semana seguinte, entre 7 e 13 de outubro, a distância caiu para 14,4 pontos. Entre 14 e 18 de outubro, período marcado pelas sabatinas na TV Globo e pelo debate da Band, a diferença diminuiu para 3,8 pontos.

O movimento ocorreu dos dois lados. Em comparação com o período anterior ao primeiro turno, o saldo de Lula passou de −9,9 para −3,6 pontos, enquanto o de Flávio caiu de +14,5 para −5,4 pontos.

No último dia completo de monitoramento, em 22 de outubro, os indicadores ficaram ainda mais próximos: −5,5 pontos para Lula e −5,3 para Flávio.

A principal diferença diária na reta final foi registrada em 20 de outubro, quando Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de abertura de seus sigilos e dos cinco filhos. Naquele dia, o presidente teve saldo positivo de 5,9 pontos, enquanto o senador registrou −11,8 pontos.

A Datrix ressalta que a coincidência entre acontecimentos da campanha e mudanças no sentimento digital não estabelece, isoladamente, uma relação de causa e efeito.

O levantamento também identificou mudanças nos principais assuntos associados aos candidatos durante o segundo turno.

Para Lula, o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1 ganhou destaque durante a semana das sabatinas e do debate. Entre 14 e 18 de outubro, o tema representou 7,5% das publicações analisadas sobre o presidente e apresentou saldo de sentimento positivo de 70 pontos.

Após a aprovação da proposta no Senado, em 14 de outubro, o assunto perdeu espaço nas conversas monitoradas. Entre 19 e 22 de outubro, passou a representar apenas 0,2% das publicações sobre Lula.

O tema dos sigilos ganhou protagonismo. Na reta final, apareceu em 21% da conversa analisada sobre o presidente, com saldo positivo de 24 pontos. Segundo os cálculos da Datrix, o assunto contribuiu com 4,9 pontos para o indicador geral de Lula.

Para Flávio Bolsonaro, discussões relacionadas a dinheiro, patrimônio, processos e investigações tiveram maior peso negativo.

O debate sobre os sigilos respondeu por outros 4,7 pontos negativos no saldo do candidato, segundo o estudo.

O relatório reúne, nessa categoria, menções a desvio de recursos, patrimônio, familiares, processos judiciais, foro e ao Banco Master. A classificação mede a repercussão dessas discussões e não comprova as acusações mencionadas nas publicações.

No início do segundo turno, outro assunto havia contribuído para o desempenho positivo de Flávio: os apoios políticos recebidos após a votação de 4 de outubro.

As declarações de apoio de Romeu Zema, Michel Temer e Ronaldo Caiado chegaram a representar 14,8% da conversa analisada sobre o senador nos dias 5 e 6 de outubro, com saldo positivo de 80 pontos.

Segundo a Datrix, as publicações relacionadas a esses apoios acompanharam 10,1 pontos dos cerca de 14 pontos de melhora registrados pelo senador imediatamente após o primeiro turno. O tema perdeu participação nas fases seguintes.

O presidente manteve a liderança no volume de publicações durante todas as fases analisadas pela Datrix, embora a diferença em relação ao adversário tenha diminuído.

Na semana anterior ao primeiro turno, Lula registrava uma média de 643 mil publicações por dia, contra 267 mil sobre Flávio Bolsonaro, uma relação de 2,4 vezes.

Entre 19 e 22 de outubro, a média diária passou para 914 mil publicações sobre Lula e 443 mil sobre Flávio, reduzindo a relação para 2,1 vezes.

Na comparação entre os dois períodos, as publicações sobre Lula cresceram 42%, enquanto as relacionadas a Flávio aumentaram 66%.

O alcance potencial também permaneceu maior para Lula, em uma proporção de 1,3 vez na reta final, abaixo da relação de 1,8 vez registrada antes do primeiro turno.

O comportamento foi diferente nas interações, que incluem manifestações de engajamento com os conteúdos. Entre 19 e 22 de outubro, Flávio registrou média diária de 4,8 bilhões de interações nas publicações que o mencionavam, contra 3,9 bilhões sobre Lula.

A vantagem, porém, ficou concentrada em 19 e 20 de outubro. Nos dois dias seguintes, Lula voltou a registrar mais interações.

O levantamento também mostra que as interações não representam necessariamente manifestações favoráveis ao candidato citado. Entre as cinco publicações sobre Flávio com mais interações nos dias 19 e 20, havia conteúdos publicados por perfis oficiais de Lula.

A disputa pelos seguidores também mudou durante a campanha.

Nos dois primeiros dias após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro ganhou, em média, 473 mil seguidores por dia em seus perfis oficiais, contra 174 mil de Lula.

Na última fase analisada, a relação se inverteu. Entre 19 e 22 de outubro, o presidente ganhou 231 mil seguidores por dia, enquanto o senador registrou média de 186 mil.

Apesar da proximidade no crescimento, o presidente mantém uma base total maior. Em 22 de outubro, os perfis oficiais de Lula somavam 43,8 milhões de seguidores nas plataformas monitoradas, contra 25,5 milhões de Flávio.

O estudo também aponta uma diferença no desempenho das publicações individuais. Entre 19 e 22 de outubro, a mediana de interações por publicação de Lula foi de 9.309, aproximadamente três vezes as 3.107 registradas por Flávio.

Na mesma fase, Lula publicou cerca de 60 conteúdos por dia nas redes monitoradas, enquanto Flávio fez aproximadamente 21 publicações diárias.

Embora tenha perdido a vantagem no saldo de sentimento e no ritmo de crescimento de seguidores, Flávio Bolsonaro continuou à frente na presença entre perfis influentes.

A Datrix considera nessa categoria veículos de comunicação, políticos, influenciadores e páginas com pelo menos 10 mil seguidores que publicam conteúdos sobre os candidatos.

Antes do primeiro turno, Flávio tinha o dobro dos perfis desse grupo publicando sobre ele em comparação com Lula.

Na reta final, a diferença diminuiu. Entre 19 e 22 de outubro, a proporção passou a ser de 100 perfis publicando sobre Flávio para cada 65 sobre Lula.

Na divisão entre os dois candidatos, o senador concentrava 61% dos perfis influentes monitorados, contra 39% do presidente.

A vantagem de Flávio também aparece no número de publicações produzidas por esses perfis, embora tenha diminuído de 2,2 vezes antes do primeiro turno para 1,6 vez na reta final.

O levantamento também analisou o interesse pelos candidatos no Google Trends , ferramenta que mede a popularidade relativa de termos pesquisados no buscador.

Entre 19 e 22 de outubro, o índice médio de buscas por Lula ficou em 36 pontos, contra 10 de Flávio Bolsonaro, uma relação de 3,6 vezes.

A diferença permaneceu elevada durante praticamente todo o segundo turno. A maior aproximação ocorreu nos dois dias seguintes ao primeiro turno, quando a relação entre os candidatos caiu para 2,2 vezes.

Segundo a Datrix, as buscas relacionadas a Lula concentraram assuntos como pesquisas eleitorais, debates, entrevistas na televisão e a discussão sobre sigilos.

No caso de Flávio, apareceram consultas sobre pesquisas, o desempenho nos debates e assuntos relacionados a acusações e investigações, incluindo referências à rachadinha e ao caso Ana Clara.

O aumento do interesse de busca não indica, necessariamente, apoio ou rejeição. Os dados mostram apenas os assuntos que despertaram maior procura dos usuários.

O relatório da Datrix aponta que Lula e Flávio Bolsonaro chegam aos últimos dias de campanha com vantagens digitais distribuídas entre diferentes indicadores.

O presidente aparece à frente no volume de publicações, no alcance potencial, no ritmo de novos seguidores, no desempenho mediano das publicações oficiais e no interesse de busca.

Flávio Bolsonaro mantém maior presença entre perfis influentes e registrou mais interações na média dos últimos quatro dias analisados, resultado concentrado em 19 e 20 de outubro.

A principal mudança, porém, ocorreu no sentimento das publicações. O senador saiu de uma vantagem de quase 49 pontos imediatamente após o primeiro turno para uma diferença inferior a dois pontos na última fase analisada.

Para chegar aos resultados, a Datrix dividiu o monitoramento em cinco períodos: a semana anterior ao primeiro turno, os dois dias após a votação, a semana de mobilização dos influenciadores, os dias das sabatinas e do debate e a reta final marcada pela discussão sobre os sigilos.

Na classificação de sentimento, a empresa utilizou uma amostra ponderada de publicações de portais, páginas e perfis com pelo menos 10 mil seguidores, excluindo perfis oficiais dos candidatos e respostas. A margem de erro estimada é de aproximadamente cinco pontos por candidato em cada dia e de dois a três pontos por fase.

Os dados de publicações, interações e alcance consideram conteúdos públicos que mencionam os candidatos. Já o acompanhamento dos perfis oficiais inclui Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok.

O levantamento retrata o comportamento das redes sociais até 22 de outubro, último dia completo da análise, e não deve ser interpretado como uma pesquisa eleitoral. O equilíbrio no sentimento das publicações não significa empate na intenção de voto nem permite projetar o resultado das urnas.

Segundo a Datrix, os dois candidatos apresentam saldos de sentimento estatisticamente próximos na reta final do segundo turno. Entre 19 e 22 de outubro, Lula registrou −3,6 pontos e Flávio, −5,4. Isso não significa que estejam empatados em todos os indicadores digitais.

Lula lidera em volume de publicações. Entre 19 e 22 de outubro, foram 914 mil publicações diárias, em média, sobre o presidente, contra 443 mil sobre Flávio, segundo a Datrix.

Entre 5 e 22 de outubro, Lula ganhou 3,52 milhões de seguidores nas plataformas monitoradas, enquanto Flávio Bolsonaro ganhou 3,44 milhões. Na reta final, Lula também registrou maior crescimento diário.

Flávio Bolsonaro mantém vantagem entre os perfis com pelo menos 10 mil seguidores que publicam sobre os candidatos. Na reta final, a Datrix identificou uma proporção de 100 perfis sobre Flávio para cada 65 sobre Lula. A métrica considera menções, não necessariamente declarações de apoio.

Lula registra maior interesse de busca. Entre 19 e 22 de outubro, o índice médio do Google Trends foi de 36 pontos para o presidente e 10 para Flávio Bolsonaro, uma relação de 3,6 vezes.

Não. O levantamento analisa publicações, interações, seguidores, influenciadores, buscas e sentimento digital. Esses indicadores não correspondem à intenção de voto e não permitem prever o resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026.

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