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Região: Flávio Bolsonaro deixa Equador em jatinho com destino a Miami após sair do Brasil

A viagem ocorre após o parlamentar sair do Brasil apesar de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o país.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 11:58
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Região: Flávio Bolsonaro deixa Equador em jatinho com destino a Miami após sair do Brasil
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Flávio deixa Equador com destino a Miami após sair do Brasil (PABLO PORCIUNCULA / AFP) BRASIL – O senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Equador na manhã desta quarta-feira (28), acompanhado de três familiares, em um jatinho particular com destino a Miami, nos Estados Unidos. A viagem ocorre após o parlamentar sair do Brasil apesar de uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibia de deixar o país.

Segundo informações do site de monitoramento aéreo FlightAware, a aeronave decolou de Guayaquil, no Equador, às 6h22, no horário de Brasília. A chegada ao aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, está prevista para as 10h40.

O avião, um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, pertence à empresa Baires Fly S.A. Antes da escala no Equador, o grupo embarcou em Puerto Iguazú, na Argentina, próximo à fronteira com o Brasil.

De acordo com os registros de monitoramento, a aeronave passou pelos espaços aéreos do Paraguai, da Bolívia e do Peru, sem sobrevoar o território brasileiro.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que Flávio Bolsonaro e três familiares entraram no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones.

Além do senador, foram identificadas Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro.

Segundo as autoridades argentinas, todos apresentaram documentos válidos e não possuíam restrições legais para entrar no país. A travessia foi registrada normalmente, sem ocorrências.

Cerca de 40 minutos depois, às 23h30, o grupo embarcou no avião particular com destino inicial a Guayaquil. Naquele momento, as autoridades argentinas não haviam informado o destino final da viagem.

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a apreensão dos passaportes do parlamentar e proibiu viagens ao exterior.

A medida foi estabelecida no domingo (25), em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. O processo apura um suposto esquema relacionado a empresas do advogado e plataformas de apostas e tramita sob sigilo judicial.

Flávio deveria ter entregado seus passaportes à Polícia Federal até as 11h de terça-feira (27), mas não cumpriu a determinação.

A ordem também abrangia o passaporte italiano do senador, obtido em 2023, além do cancelamento dos documentos brasileiros, incluindo os diplomáticos.

Antes da viagem, a Polícia Federal havia alertado o STF sobre riscos considerados concretos de fuga. Entre os elementos apresentados estavam uma declaração de Eduardo Bolsonaro recomendando que o irmão deixasse o país em caso de derrota eleitoral, a capacidade financeira do senador e a existência de estruturas no exterior que poderiam facilitar sua permanência fora do Brasil.

O governo dos Estados Unidos informou que concederá vistos a Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada do grupo no território norte-americano.

A informação foi confirmada por uma autoridade do Departamento de Estado à TV Globo.

O presidente norte-americano, Donald Trump, também manifestou apoio à ida do senador aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28).

Ao comentar o assunto com jornalistas, Trump criticou a eleição presidencial brasileira de domingo (25), na qual Flávio Bolsonaro foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente dos EUA voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro, sem apresentar provas de irregularidades.

Antes de deixar o Brasil, Flávio Bolsonaro havia publicado um vídeo nas redes sociais criticando a determinação de Alexandre de Moraes e afirmando que não havia manifestado intenção de sair do país.

O senador também declarou que continuaria atuando na oposição ao governo Lula.

A viagem aos Estados Unidos ocorre, portanto, após o descumprimento da ordem judicial de entrega dos passaportes e de proibição de saída do território brasileiro.

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