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Região: Ex-Flamengo e Vasco, Hugo Moura comenta fase artilheira na Arábia e dá palpite para o clássico

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 12:05
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Região: Ex-Flamengo e Vasco, Hugo Moura comenta fase artilheira na Arábia e dá palpite para o clássico
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Favorite o Lance! no Google Hugo Moura tem contrato com o Al-Fayha até junho de 2028 Em entrevista exclusiva ao Lance!, o volante Hugo Moura, atualmente no Al-Fayha, da Arábia Saudita, abriu o jogo sobre seu momento no futebol exterior, a adaptação à cultura local e a parceria com o técnico Fábio Carille. Com passagem marcante pelo futebol carioca, o jogador relembrou a convivência no histórico elenco do Flamengo de 2019 e analisou a trajetória do Vasco na Copa do Brasil de 2025.

Tendo atuado pelos dois lados do Clássico dos Milhões, Hugo abordou as particularidades de cada torcida e deu o seu palpite para o confronto decisivo desta quinta-feira (29), lembrando que seu último gol com a camisa cruz-maltina foi justamente contra o Rubro-Negro.

Questionado sobre a adaptação na Arábia Saudita e sobre o auxílio de Fábio Carille, comandante da equipe, Hugo ressaltou a confiança no treinador e atribuiu a ele grande parte do mérito pelas boas atuações e pelos gols marcados na temporada. Desde a sua estreia pelo Al-Fayha, em agosto, o meio-campista soma cinco gols em 12 jogos disputados.

Eu já trabalhei com o Carille duas vezes no Brasil e devo essa adaptação aqui não só a ele, como a toda a comissão que vem me ajudando dia após dia na Arábia. Sabemos que é um país de uma cultura totalmente diferente e que temos que nos adaptar o mais rápido possível, então eles estão sendo fundamentais. Tenho que agradecer muito a eles, porque não é fácil chegar a um país diferente do que estamos habituados e, em tão pouco tempo, fazer gols e boas atuações. Isso vem muito do trabalho do Carille — disse Hugo.

Ele ( Carille ) sempre conversou comigo e me deu total liberdade (para buscar fazer gols). Como eu sou um primeiro volante, me deu liberdade para chegar bastante à área do adversário e me deu toda a confiança. Isso fica um pouco mais fácil dentro de campo quando a gente tem a confiança do treinador. Graças a Deus, estou conseguindo fazer meus gols. Agora é focar para a nossa equipe também sair vitoriosa nos jogos, que é o que está faltando, porque estamos jogando bem muitas das vezes e deixando o resultado escapar nos últimos minutos — completou.

Ao comentar sobre o nível da Liga Saudita, Hugo Moura afirmou que a presença de atletas de nível mundial tem elevado a qualidade da competição. Além disso, o ex-jogador do Vasco apontou o ponta Summerville, do Al-Hilal e da seleção da Holanda, como o adversário mais difícil que enfrentou.

A Arábia está ficando cada vez mais difícil de jogar por causa do nível do campeonato. Sabemos que tem jogadores muito talentosos que, mundialmente falando, são jogadores de Copa do Mundo. Tem o Martinelli agora no Al-Hilal, tem o Cristiano Ronaldo, o Ríos também no Al-Ittihad e vários outros jogadores muito bons de se enfrentar, que deixam o campeonato competitivo e aumentam muito o nível — iniciou.

Eu joguei contra um pontinha do Al-Hilal ( Summerville ), que é uma fumaça. É um nome meio complicado, mas, quando joguei contra ele, fiquei muito surpreso. Gostei muito do futebol dele e acho que está fazendo muita diferença no Al-Hilal — afirmou.

Relembrando o início de carreira, Hugo Moura comentou a sua subida da base para o profissional do Flamengo e o privilégio de dividir momentos com os jogadores do elenco estrelado de 2019. De acordo com o volante, o aprendizado com estrelas como Filipe Luís e Arrascaeta foi essencial para o seu desenvolvimento posterior.

Eu falo que fui muito feliz de poder viver tudo aquilo em 2019. Fui a muitos jogos, mas acabei entrando pouco. Joguei pouco, mas o que aprendi com aqueles jogadores foi fundamental para a minha carreira, de entendimento do jogo e de ver o que eles faziam dentro de campo. Estamos falando de Rafinha, Filipe Luís, Diego Ribas, Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique, Willian Arão, Gerson — lembrou.

Tive a minha estreia em 2018 e às vezes ficava me perguntando por que não subi antes, mas creio que Deus tinha preparado algo muito importante para a minha carreira. Quando subi em 2019, tivemos esse ano que vai ficar para sempre na memória do torcedor flamenguista e da Nação. Fico feliz de poder estar no meio de jogadores tão talentosos. Foi uma experiência muito boa que vou levar para a vida toda. Minha família e eu temos muito orgulho do que vivemos em 2019 — completou.

A Copa do Brasil de 2025 foi outro ponto importante da carreira de Hugo Moura. Segundo o jogador do Al-Fayha, o vice contra o Corinthians em 2025 foi doloroso, principalmente pelo resultado conquistado na Neo Química Arena na partida de ida e, de acordo com ele, seria uma maneira de coroar o merecimento daquele grupo. Além disso, afirmou que segue acompanhando o clube e que torceu muito nos jogos contra o Boca Juniors na Sul-Americana.

É um momento difícil de falar porque fizemos um bom resultado e depois fomos para a nossa casa, com a nossa torcida, e acabamos perdendo o jogo. Creio que demos o nosso melhor e fizemos tudo o que tínhamos para fazer. O Corinthians foi melhor nas decisões e conseguiu achar dois gols. Aquele grupo merecia muito aquele título e merece chegar longe — disse o volante.

Faltou pouco agora na Sul-Americana e eu estava torcendo demais por eles, porque sei do dia a dia e do que passaram e passamos: pressão, perigo de rebaixamento, ver o Vasco lá embaixo na tabela... Já passamos por muitas coisas que exigem dar uma resposta — analisou Hugo.

Teve um gosto amargo (a eliminação), pois conseguiram um excelente resultado contra o Boca e acabaram sofrendo a virada. Mas ainda tem o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil — encerrou.

Sobre o confronto na semifinal da Copa do Brasil entre Palmeiras e Vasco, que se inicia no próximo domingo (1º) no Nubank Parque, Hugo avaliou a dificuldade de enfrentar o time de Abel Ferreira em seus domínios. Apesar de crer em uma ansiedade dos ex-companheiros, disse que torce para que cheguem à final.

Creio que estão muito ansiosos para o jogo. Sabemos que é uma partida muito difícil, ainda mais na casa do Palmeiras, pois sabemos como é jogar lá. Mas creio que estão motivados. Que eles possam fazer um excelente jogo na ida e também na volta. Não sei onde será, se no Maracanã ou em São Januário, mas que possam fazer uma grande partida e avançar para essa final — afirmou.

Para aquecer o duelo entre Vasco e Flamengo nesta quinta-feira (29), pelo Brasileirão, Hugo Moura comentou, com a propriedade de quem já vestiu as duas camisas, o que espera da atuação das torcidas e deixou claro o resultado que deseja.

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A gente sabe que o apoio da torcida é fundamental. Sabemos da grandeza do Flamengo e da torcida que tem. O Vasco também tem uma torcida gigantesca e um elenco que está cada vez mais se qualificando. Creio que vai ser um grande jogo de se assistir e que vença o melhor. Como disse, no meu palpite, quero que seja um empate, até para não ficar ruim para nenhum lado, mas que a torcida vá ao estádio apenas para apoiar e incentivar o seu time. Tenho a certeza de que vai ser um grande jogo e um grande espetáculo — encerrou.

#Esportes#Belém
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