Região: Cultura gratuita é demandas para novos governantes
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisPesquisa revela que custo do deslocamento e de ingresso, é fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais
--> copiar link --> 32% dos entrevistados querem a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas Geoffrey Moffett (via Unsplash) – 26.jul.2020 Agência Brasil 18.out.2026 (domingo) - 10h34 Priorize o Poder no Google Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espetáculos e exposições, é a principal expectativa dos brasileiros em relação às políticas públicas de cultura, segundo a pesquisa Hábitos Culturais, divulgada na 4ª feira (14.out.2026). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos próximos governantes.
O levantamento mostra que, apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso.
Os dados revelam que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por mês, R$ 100 com cultura. Outro fator é o medo da violência.
“Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros” , diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso.
“Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso” , declara.
Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que 1/3 da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.
São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos existentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%.
Pouco mais de 1 a cada 5 participantes (22%) pede o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%).
“Os dados indicam que existem caminhos para avançar, tanto no que se refere à importância de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na própria expectativa e entendimento da população sobre o direito cultural, uma vez que 32% da população dizem não saber que o acesso à cultura está garantido na Constituição e 27% afirmam não saber o que significa ter direito à cultura” , disse Cardoso.
O acesso à cultura é direito de toda a população brasileira, garantido na Constituição Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.
Apesar de garantido, esse acesso é desigual: 97% dos entrevistados das classes A e B participaram de alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.
Já entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.
Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferença cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferença de 45 pontos percentuais.
Dos entrevistados, 33% disseram que sequer há a opção de equipamentos culturais na região onde moram.
O preço, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.
Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente até R$ 100 com cultura.
Outros 14% gastam de R$ 101 a R$ 150; 15% desembolsam de R$ 151 a R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.
De acordo com o levantamento, a insegurança e a violência aparecem em 2º lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de horário (23%), cansaço e desânimo (21%), distância dos eventos (19%), lotação (19%) e falta de transporte (16%).
O medo de assaltos ou furtos na região dos eventos culturais é indicado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais é mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.
A violência contra as mulheres ou assédio nos espaços culturais é outro fator relevante. A questão foi indicada por 27%. A taxa avançou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupação é manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens.
A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais foi feita pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha. Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 municípios, de 7 a 20 de julho de 2026.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil em 14 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Em destaque: Força-tarefa repatriou mais de 1,2 mil fósseis para museu no Ceará em 5 anos
Os achados históricos vieram de sete países: Alemanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Itália, Reino Unido e Suíça.
Fique por dentro: Tecnologia usada no Coliseu de Roma vai ajudar a preservar o Museu do Ipiranga
Um escaneamento a laser, em 3D, permite antecipar possíveis riscos e problemas na estrutura.
‘Só quero ver vencer’ — Marlon Gomes mira Seleção e grandes ligas, mas não esquece o Vasco
Como contou à Trivela, o volante precisou se adaptar à vida na Ucrânia em meio à guerra, a uma nova cultura e a um futebol diferente daquele que conhecia no Vas


