Região: Congresso do Paraguai suspende votação da renúncia de Santiago Peña, que continua no cargo
Com isso, a renúncia não foi aceita, e ele continua no cargo.

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Consulte formatos e valores disponíveisO Congresso do Paraguai interrompeu nesta quinta-feira (5) a sessão que decidiria sobre a renúncia do presidente Santiago Peña. Com isso, a renúncia não foi aceita, e ele continua no cargo. Senadores disseram à TV paraguaia ABC Color que a sessão será retomada na sexta-feira (6).
A votação foi suspensa depois que parlamentares do Partido Colorado, partido de Peña, deixaram o plenário, derrubando assim o quórum necessário para a continuidade da sessão. A saída ocorreu após um longo debate entre governistas e oposicionistas sobre o futuro do presidente. Quando perceberam que não tinham votos suficientes para aprovar a renúncia, os integrantes da base governista abandonaram a sessão.
A renúncia de Peña, anunciada no início da tarde desta quinta-feira, ocorre em meio à crise política provocada pela quebra do Ueno Bank, instituição da qual Peña foi acionista até março de 2025. Horas antes, o Congresso do Paraguai deu os primeiros passos para votar um impeachment contra Peña, e contra seu vice, Pedro Alliana.
Também nesta quinta, mesmo após a divulgação da carta de renúncia, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura de impeachment contra Peña, com 78 votos favoráveis. O processo segue para o Senado, onde são necessários dois terços dos votos para a destituição.
Já o vice-presidente Pedro Alliana escapou da abertura de um processo de impeachment. A Câmara rejeitou a medida por 48 votos contrários e 30 favoráveis, permitindo que o vice-presidente avance na sucessão sem esse impedimento.
Pela Constituição, em caso de vacância definitiva da Presidência, o vice assume o cargo e conclui o mandato, previsto para terminar em agosto de 2028, sem necessidade de convocar novas eleições.
A crise começou após o Banco Central do Paraguai determinar, em 3 de novembro, a dissolução do Ueno Bank, considerado o maior banco digital do país, por insolvência. A instituição é investigada por suspeitas de irregularidades na gestão e empréstimos a empresas ligadas aos controladores.
Peña foi acionista da Ueno Holding, grupo controlador do banco, até março de 2025. O caso também levou à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia comandado o Ueno antes de assumir a autoridade monetária.
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