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Região: Como a Gerdau vai fortalecer operação nos EUA enquanto busca competitividade no Brasil

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 10:35
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Região: Como a Gerdau vai fortalecer operação nos EUA enquanto busca competitividade no Brasil
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Exclusivo Como a Gerdau vai fortalecer operação nos EUA enquanto busca competitividade no Brasil “É fundamental que a gente siga implantando a reforma tributária", diz Gustavo Werneck, CEO da Gerdau

Última atualização em 26 de outubro de 2026 às 07:13.

A siderúrgica Gerdau pretende fortalecer sua operação nos Estados Unidos em 2027 e concentrar os investimentos no Brasil em ganhos de competitividade, afirma o CEO Gustavo Werneck. No segundo trimestre de 2026, a América do Norte gerou R$ 2,6 bilhões de Ebitda ajustado, ante R$ 705 milhões da operação brasileira.

A Gerdau pretende fortalecer sua operação nos Estados Unidos em 2027 e direcionar investimentos no Brasil à busca por competitividade, afirma Gustavo Werneck, CEO da siderúrgica, em entrevista exclusiva ao EXAME Insight.

O executivo vê as duas geografias como importantes para a companhia, mas aponta diferenças no ambiente de negócios que influenciam a atividade empresarial. “Nos Estados Unidos, onde a gente está muito bem, vamos seguir fortalecendo a nossa operação. E aqui no Brasil, investimentos para seguir continuamente buscando competitividade”, diz.

Os resultados mais recentes ajudam a explicar essa diferença. No segundo trimestre de 2026, a Gerdau registrou receita líquida de R$ 17,9 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 3,43 bilhões, alta de 33,9% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro líquido atingiu R$ 1,47 bilhão, avanço de 69,7%. A melhora foi sustentada principalmente pela América do Norte.

A região gerou aproximadamente R$ 2,6 bilhões de Ebitda ajustado no trimestre, enquanto o Brasil contribuiu com R$ 705 milhões. A operação brasileira melhorou em relação aos três primeiros meses do ano, mas seu Ebitda ainda ficou 19,6% abaixo do registrado um ano antes. A receita no país caiu 8,6%, para R$ 6,69 bilhões, e a margem Ebitda passou de 12% para 10,5%. “O ambiente de negócios nos Estados Unidos é muito mais simples, é muito mais amigável, atrai muito mais investimento, muito mais iniciativa empresarial do que aqui no Brasil”, afirma Werneck.

O cenário americano combina demanda de setores como data centers, energia renovável e indústria com proteção à produção local. A presença industrial da Gerdau permite que a companhia atenda esse mercado com aço fabricado na região, em vez de depender de exportações brasileiras.

Em entrevista conforme apuração dos redatores da Empire Cidades em julho, Chia Wang, presidente da Gerdau Aços Longos na América do Norte, afirmou que as tarifas de até 50% sobre o aço importado reduziram a entrada de produtos estrangeiros e direcionaram demanda aos fabricantes domésticos. Segundo ele, o movimento aumentou a utilização das plantas da companhia e contribuiu para margens historicamente altas. A proteção comercial, portanto, também compõe o contexto favorável aos negócios americanos. “O que nós temos que seguir evoluindo no Brasil é reduzindo o custo Brasil, é desburocratizando”, diz Werneck.

A busca por eficiência continua mobilizando recursos no país. Dos R$ 1 bilhão investidos pela Gerdau no segundo trimestre, 80% foram destinados às operações brasileiras. O orçamento de investimentos divulgado para 2026 é de R$ 4,7 bilhões.

O executivo também defende a continuidade da implementação da reforma tributária, independentemente do vencedor da eleição. Para ele, a agenda precisa ser acompanhada de medidas que ampliem a competitividade dos produtores brasileiros. “É fundamental que a gente siga implantando a reforma tributária e que o governo continue criando alternativas para o empresário brasileiro ser mais competitivo”, afirma.

A Gerdau pretende fortalecer sua operação nos Estados Unidos e direcionar os investimentos no Brasil à busca por competitividade em 2027. Segundo o CEO Gustavo Werneck, as duas geografias são importantes, mas apresentam ambientes de negócios diferentes.

A Gerdau registrou receita líquida de R$ 17,9 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 3,43 bilhões no segundo trimestre de 2026. O lucro líquido alcançou R$ 1,47 bilhão, alta de 69,7% em relação ao mesmo período de 2025.

A operação americana é favorecida pela demanda de data centers, energia renovável e indústria, além da proteção à produção local. Segundo Gustavo Werneck, o ambiente de negócios nos Estados Unidos é mais simples e favorável ao investimento e à iniciativa empresarial.

As tarifas de até 50% sobre o aço importado reduziram a entrada de produtos estrangeiros e direcionaram a demanda aos fabricantes locais, segundo Chia Wang, presidente da Gerdau Aços Longos na América do Norte. O executivo afirma que o movimento elevou a utilização das fábricas da companhia e contribuiu para margens historicamente altas.

A Gerdau anunciou um orçamento de investimentos de R$ 4,7 bilhões para 2026. Dos R$ 1 bilhão investidos no segundo trimestre, 80% foram destinados às operações brasileiras.

Gustavo Werneck defende a redução do custo Brasil, a desburocratização e a continuidade da implementação da reforma tributária, independentemente do vencedor da eleição. Segundo o CEO, o governo também precisa criar alternativas para tornar o empresário brasileiro mais competitivo.

Jornalista com experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pela redação de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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