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Região: Casas Bahia negocia empréstimo de R$ 300 milhões para não parar as operações

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 12:45
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Região: Casas Bahia negocia empréstimo de R$ 300 milhões para não parar as operações
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Depois da aprovação do processamento do pedido de recuperação judicial, na última quarta-feira, a Casas Bahia (BHIA3) espera fechar em até três semanas um empréstimo de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões para manter o dia a dia das operações, disseram ao GLOBO fontes próximas à varejista.

O empréstimo seria do tipo DIP, do inglês debtor in possession, que, na prática, significa um tipo especial de financiamento a empresas em recuperação judicial.

O crédito estaria em fase final de negociação com um grande banco que integra a lista de credores da Casas Bahia.

Esta seria uma primeira rodada de financiamento da companhia, que tenta reestruturar dívidas de R$ 17,3 bilhões. O objetivo da empresa é alcançar um valor total de financiamento de R$ 1 bilhão.

As negociações do crédito DIP acontecem desde que a Casas Bahia levou à Justiça o pedido de recuperação, em agosto. Desde então, a empresa tem negociações com bancos e fundos de investimento, mas a liberação dos empréstimos estava emperrada com a falta de aprovação do pedido de reestruturação.

Agora, com o aceite da juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, a expectativa é que os acordos avancem.

A varejista informou nesta sexta-feira que contratou Camille Faria, sócia da Althia Partners, consultoria que atua na reorganização de empresas em crise, para comandar a negociação com os credores e conduzir o plano de recuperação judicial.

Camille participou da reestruturação da Oi e liderou a recuperação judicial da Americanas. Ela assumiu as diretorias Financeira e de Relação com Investidores da varejista após vir à tona um escândalo de fraude nos balanços financeiros da companhia.

#Belém#Justiça
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