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Região: Câncer foi a principal causa de mortes no Brasil em 2025

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Poder360 17 de outubro de 2026 às 11:00
Via Poder360
Região: Câncer foi a principal causa de mortes no Brasil em 2025
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As neoplasias lideraram a lista, com 269.404 mortes, seguidas por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares

--> copiar link --> Ao todo, o país registrou 1.534.588 mortes no ano passado Isadora Vila Nova de Brasília 17.out.2026 (sábado) - 8h00 Priorize o Poder no Google O câncer foi a principal causa de morte no Brasil em 2025, com 269.404 registros, segundo dados do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde, disponíveis no Datasus. As doenças isquêmicas do coração e as cerebrovasculares aparecem na sequência, com 116.962 e 106.970 mortes, respectivamente.

A pneumonia também esteve entre as principais causas, com 100.304 mortes. Outras doenças cardíacas somaram 84.137 registros. O diabetes respondeu por 72.151 mortes, e as doenças hipertensivas, por 65.799.

Entre as demais causas estão as doenças crônicas das vias aéreas inferiores, com 57.436 mortes, os acidentes de transporte, com 37.954, e os homicídios, com 35.231. Ao todo, o país registrou 1.534.588 mortes em 2025.

As mortes por pneumonia passaram de 67.063, em 2020, para 100.304, em 2025 –uma alta de 49,6%. Segundo Marcela Costa, pneumologista, especialista em infecções respiratórias e integrante da Comissão de Infecções Respiratórias da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia), a análise da evolução dos dados exige cautela porque 2020 foi um ano atípico: medidas de isolamento adotadas durante a pandemia reduziram a circulação de outros vírus e bactérias respiratórios, e parte das mortes por problemas respiratórios foi atribuída à covid.

“Com máscaras, distanciamento e escolas fechadas, outros vírus e bactérias quase pararam de circular. Ou seja, 2020 foi um ano fora da curva, com números baixos. Parte do aumento que vemos agora é a volta ao que era comum antes da pandemia” , afirmou.

Além desse efeito, o envelhecimento da população, a menor adesão à vacinação e a maior circulação de vírus respiratórios contribuem para a alta, de acordo com a pneumologista.

“Hoje temos mais pessoas vulneráveis, mais vírus circulando e menos gente vacinada. Não há indícios de que a pneumonia em si tenha se tornado mais agressiva. E há um ponto que pesa muito: a demora em procurar atendimento. Quando é tratada no início, a pneumonia tem chance muito maior de cura” , disse Costa.

A médica afirma que os números, isoladamente, não permitem concluir se houve aumento dos casos ou se a pneumonia está sendo mais letal. Para isso, seria necessário analisar também as internações e considerar o envelhecimento da população. A especialista destaca a vacinação, a busca precoce por atendimento, evitar automedicação e o cuidado com as doenças crônicas como medidas para prevenir complicações que levem a casos graves e mortes pela doença.

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