Voltar para a página inicial

Região: Após derrota de Flávio, revisão no STF vira principal aposta para Bolsonaro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 06:15
88.151 visualizações
Região: Após derrota de Flávio, revisão no STF vira principal aposta para Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Com a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT) no segundo turno, a revisão criminal em análise no STF (Supremo Tribunal Federal) tornou-se a principal aposta da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para reverter a condenação a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Flávio chegou a dizer que, caso eleito, queria o pai ao seu lado ao subir a rampa do Planalto, o que exigiria sua saída da prisão domiciliar – cenário que deixou de existir com a reeleição de Lula.

Agora, o relator da revisão, ministro Kassio Nunes Marques, deu à PGR (Procuradoria-Geral da República) dez dias para se manifestar sobre o novo pedido, etapa necessária para que o caso fique pronto para julgamento.

Congresso analisa inelegibilidade por violência contra mulher há 11 anos Lula retomará agenda internacional com ida a cúpulas do Mercosul, COP e G20 Rubens Barbosa: Brasil precisa de visão estratégica de longo prazo A decisão foi assinada na segunda-feira (26), um dia após as eleições, e era esperada. Kassio, que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), dizia que só trataria do tema depois do pleito. Em nota de 7 de outubro, seu gabinete afirmou que decidir antes poderia ser interpretado como interferência na eleição.

A petição foi apresentada no início do mês e pede, em caráter liminar, a suspensão da prisão até o julgamento. No mérito, os advogados querem anular as decisões que deram origem às investigações no inquérito das fake news e, com elas, as provas e os depoimentos colhidos desde maio de 2025, com reabertura da fase de instrução.

O pedido inclui ainda um parecer técnico inédito que, segundo a defesa, aponta falhas na coleta e na preservação de dados digitais. Um dos exemplos é o das mensagens no aplicativo Signal extraídas dos celulares de Mauro Cid, registradas por filmagem de tela, e não por extração pericial.

Este é o segundo pedido de revisão sob a relatoria de Kassio. O primeiro, de maio, já passou pela PGR, que se posicionou contra, e aguarda decisão no gabinete do ministro.

Kassio pretende levar a revisão ao plenário, e não à Segunda Turma, cabendo ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar a data.

A escolha tem peso: Bolsonaro foi condenado em 2025 pela Primeira Turma, com votos de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino (Luiz Fux votou pela absolvição). André Mendonça, Kassio, Gilmar Mendes, Fachin e Dias Toffoli ficaram de fora e terão de se posicionar.

Como mostrou a CNN, antes de levar o caso ao plenário, não está descartada uma decisão individual de Kassio sobre o pedido de liberdade, que depois seria submetida aos demais ministros.

Uma ala do STF próxima a Moraes, porém, não vê espaço para que a tentativa prospere. Ministros desse grupo rejeitam tanto a anulação da condenação quanto a soltura do ex-presidente por meio da revisão criminal.

#Belém#Política#Justiça
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas