Voltar para a página inicial

“Primeiro vou ganhar eleição” — Lula desconversa sobre indicação ao STF

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Poder360 20 de outubro de 2026 às 08:46
Via Poder360
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Presidente minimiza derrota política na indicação de Messias e diz que quem perdeu foi “quem não aprovou”

Durante entrevista ao SBT News , Lula evitou responder se voltaria a indicar o nome do advogado-geral da União e disse que a prioridade é vencer as eleições antes de decidir sobre futuras indicações à Corte.

A rejeição de Jorge Messias pelo Senado foi considerada uma derrota para o petista, que busca a reeleição para o seu 4º mandato à frente do Planalto.

“Primeiro, eu não tive desgaste nenhum com a indicação do Messias. Quem teve desgaste foi quem não aprovou, não fui eu” , disse Lula. Segundo o presidente, ele está focado em ganhar o 2º turno contra Flávio Bolsonaro (PL) e depois irá pensar sobre a indicação à Corte.

“Eu vou ganhar as eleições e depois vamos saber o que vamos fazer. Eu tenho mais 3 para indicar se eu for eleito presidente da República” , acrescentou . Segundo o petista o critério da escolha do nome é “profissional”.

Lula também defendeu uma reforma no Poder Judiciário e afirmou que quer ampliar a participação da sociedade no processo de escolha dos ministros do STF, com a criação de mandatos para os magistrados. Atualmente, os ministros ocupam o cargo até os 75 anos.

“Eu acho que para ser ministro da Suprema Corte a gente vai ter que discutir outro critério para escolher. Não pode ser só o presidente da República, eu quero ver se a sociedade participa disso. Eu quero que tenha mandato. Aí tem que ter uma reforma no Poder Judiciário. Que não sou eu que faço, é o Congresso Nacional. Mas nós vamos ter que fazer uma reforma no Judiciário” , declarou.

O petista reafirmou que mantém uma relação ética com os ministros do STF e que nunca pediu favorecimentos a nenhum deles, inclusive aos que ele próprio indicou.

“Nunca pedi um favor ao ministro da Suprema Corte. Nunca pedi e não vou pedir. Porque quando eu indico uma pessoa com cargo, é para ele cumprir o que está na Constituição e não para atender os interesses do presidente da República. Então, eu sempre vou escolher um critério de notório saber jurídico, de competência política” , destacou.

O próximo presidente terá a prerrogativa de indicar 3 novos nomes ao STF, em razão das aposentadorias previstas nos próximos anos.

#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas