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por que o clima pode definir o resultado da safra — Dia da Agricultura

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 17 de outubro de 2026 às 10:15
Via Exame
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Um conteúdo Bússola Dia da Agricultura: por que o clima pode definir o resultado da safra Clima, escala de produção e máquinas paradas tornam o planejamento do tempo decisivo para o resultado de cada safra Máquinas, dados e planejamento ajudam o produtor a aproveitar as janelas de trabalho e usar melhor o tempo na agricultura (CRS PHOTO/Shutterstock)

Publicado em 17 de outubro de 2026 às 07h00 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A mecanização e o uso de dados ajudam a agricultura brasileira a aproveitar as janelas de plantio e colheita. Rodrigo Junqueira, vice-presidente da fabricante de máquinas agrícolas Massey Ferguson América Latina, defende que a tecnologia deve atender às necessidades de cada propriedade, com mais precisão e melhor uso do tempo.

Existe um recurso no campo que não pode ser armazenado, comprado ou recuperado: o tempo.

Uma chuva que chega antes da colheita, uma janela de plantio que se fecha ou algumas horas de máquina parada podem mudar o planejamento de uma propriedade.

Em uma atividade cada vez mais profissionalizada e de maior escala, saber aproveitar o momento certo é parte importante do resultado de uma safra.

A agricultura brasileira conhece bem essa realidade. A Conab estima que a produção de grãos alcance 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/26, enquanto a área plantada chega a 83,5 milhões de hectares.

São números que mostram a dimensão da produção nacional e, também, das operações que precisam acontecer dentro de períodos cada vez mais determinados.

Quando uma propriedade cresce, o relógio passa a ter outro peso. Uma operação que leva algumas horas em uma área menor pode representar dias de trabalho em grandes extensões.

E quando as condições climáticas definem uma janela estreita para plantar ou colher, não basta ter capacidade de produção, é preciso conseguir executar a atividade no momento adequado.

Essa realidade ajuda a explicar a evolução das máquinas agrícolas .

A discussão sobre mecanização costuma ser associada a potência, tamanho e produtividade, mas existe uma dimensão menos visível nessa evolução: a capacidade de aproveitar melhor as horas disponíveis sem abrir mão da qualidade da operação.

Uma plantadeira que trabalha com precisão em diferentes condições, um sistema que reduz sobreposições ou uma máquina que permite acompanhar seu desempenho durante a atividade têm algo em comum: ajudam o produtor a administrar melhor o período disponível para realizar cada operação.

Esse aspecto ganha ainda mais relevância diante das mudanças no perfil da agricultura brasileira . A experiência de quem vive o campo continua sendo essencial para as decisões, agora acompanhada por um volume maior de informações.

Mapas, sensores, dados de desempenho, informações meteorológicas e sistemas de monitoramento ajudam o produtor a ampliar sua visão sobre cada operação e a tomar decisões mais precisas ao longo da safra.

Isso não significa que o produtor precise transformar sua propriedade em uma operação totalmente automatizada. A tecnologia tem valor quando responde a uma necessidade concreta.

Em uma propriedade, pode estar em um sistema de orientação que ajuda a manter o espaçamento entre as linhas; em outra, em uma ferramenta de gestão da frota ou no monitoramento do consumo de combustível.

Há situações em que o principal ganho está na capacidade operacional e outras em que previsibilidade e controle fazem mais diferença.

Essa diversidade é uma das características mais interessantes da agricultura brasileira. Um país que produz soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar, arroz, feijão, frutas e dezenas de outras culturas não pode pensar em mecanização a partir de uma única realidade.

Mesmo dentro de uma mesma cultura, as necessidades mudam conforme a região, o relevo, o tamanho da propriedade e o modelo de produção.

É justamente por isso que inovação no campo não deveria ser medida apenas pela quantidade de tecnologia embarcada em uma máquina.

Uma solução inovadora é aquela que consegue resolver um problema real de quem produz e contribuir para que uma operação seja realizada de maneira mais precisa, no momento adequado e com melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.

Cada hora de operação precisa ser planejada, uma parada não prevista, um deslocamento desnecessário ou uma sobreposição podem representar custos adicionais.

Ao mesmo tempo, a informação precisa chegar no momento certo para apoiar as decisões, especialmente em operações que dependem de janelas cada vez mais estreitas para o plantio, a aplicação de insumos e a colheita.

Quando esses fatores são analisados em conjunto, fica mais fácil entender por que a mecanização passou a ocupar um espaço que vai muito além da execução de uma tarefa. As máquinas também passaram a fazer parte do planejamento da propriedade.

Essa transformação coloca uma responsabilidade importante sobre a indústria.

Não basta desenvolver equipamentos mais potentes ou incorporar novas funções. É preciso entender como essas soluções se encaixam na rotina do produtor e se, de fato, ajudam a resolver os desafios que aparecem durante a safra.

Na agricultura, o avanço tecnológico pode assumir diferentes formas. Pode estar na automação de uma operação, na conectividade entre equipamentos ou em uma solução que permita reduzir o tempo necessário para realizar uma tarefa.

O ponto central é que a tecnologia precisa estar a serviço de uma necessidade concreta. No fim, ela é meio, não finalidade.

O que importa é o que acontece depois que ela chega à lavoura: uma operação bem planejada, uma decisão tomada no momento adequado, uma máquina que permanece mais tempo trabalhando ou um recurso utilizado de maneira mais precisa.

O Dia da Agricultura , comemorado em 17 de outubro, é uma oportunidade para reconhecer justamente essa capacidade de adaptação. O campo brasileiro mudou porque os produtores mudaram.

Aprenderam a trabalhar em maior escala, incorporaram novas técnicas, passaram a utilizar mais informação e encontraram formas de produzir em diferentes condições.

A próxima transformação deverá seguir esse mesmo caminho. Não estará em uma única máquina ou tecnologia , mas na combinação de diferentes ferramentas para responder aos problemas concretos de cada propriedade.

Em uma agricultura que cresce em produção e área, saber aproveitar cada janela de trabalho continuará sendo fundamental.

O tempo, afinal, não é apenas aquilo que passa entre o plantio e a colheita. É um dos recursos que o produtor administra todos os dias. E entender como utilizá-lo melhor pode ser uma das chaves para produzir com mais precisão, planejamento e eficiência.

O tempo é importante porque as operações agrícolas dependem de janelas de trabalho definidas pelas condições climáticas. Chuvas e máquinas paradas podem alterar o planejamento da propriedade e o resultado da safra.

A mecanização ajuda o produtor a aproveitar as horas disponíveis sem abrir mão da qualidade da operação, segundo Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson América Latina. Precisão, redução de sobreposições e monitoramento de desempenho contribuem para planejar o trabalho.

Mapas, sensores, dados de desempenho, informações meteorológicas e sistemas de monitoramento ajudam o produtor a tomar decisões mais precisas. Essas ferramentas ampliam a visão sobre as operações ao longo da safra.

Não é necessário transformar toda a propriedade em uma operação automatizada. Para Rodrigo Junqueira, a tecnologia tem valor quando atende a uma necessidade concreta, como orientação de plantio, gestão da frota ou monitoramento do consumo de combustível.

A Conab estima uma produção de grãos de 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/26 e uma área plantada de 83,5 milhões de hectares.

As necessidades de mecanização mudam conforme a região, o relevo, o tamanho da propriedade e o modelo de produção. A diversidade de culturas da agricultura brasileira também exige soluções adaptadas a diferentes realidades.

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