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Consulte formatos e valores disponíveisEnteado de Leila Pereira, Marcos Lamacchia (foto) e seu grupo são os novos donos da SAF do Vasco Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF Em Assembleia Geral Extraordinária realizada hoje, os sócios do Vasco da Gama aprovaram, em sua maioria, a venda da SAF para a Almirante Participações, empresa que tem como sócios Mário Junqueira e Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia — dono da Crefisa — e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A etapa de hoje foi a última do processo.
A votação aconteceu das 10h às 20h em formato híbrido. Quem optou pelo modelo presencial foi à sede Náutica vascaína, no bairro da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Já a votação online ocorreu através de um link e uma senha enviados por email, Whatsapp e SMS.
A venda da SAF teve 90,6% de aprovação. Foram 4675 votos concordando com o negócio, 437 contra e 48 abstenções.
Além da venda da SAF para a Almirante Participações, os sócios também aprovaram uma alteração no estatuto que reduz de 20% para 10% a participação mínima do clube associativo na sociedade, algo que viabiliza 90% das ações ao grupo de Lamacchia.
Item 1 (reforma do estatuto para diminuir de 20% para 10% a participação da Associação na SAF) 4852 votos a favor 479 votos contra 69 abstenções 89,5% de aprovação
Item 2 (venda da SAF) 4675 votos a favor 437 votos contra 48 abstenções 90,6% de aprovação
O grupo de Lamacchia ainda não assume a cadeira da SAF de imediato. Isso porque ainda ocorre uma investigação da Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) sobre suposto conflito de interesse do empresário em função de sua relação de enteado com Leila Pereira.
O regulamento da Anresf — que é um órgão da CBF — proíbe que uma pessoa física ou jurídica tenha, direta ou indiretamente, controle ou influência significativa sobre mais de um clube.
A Almirante Participações já tem a seu favor um parecer favorável do Ministério Público em relação à homologação do leilão da SAF realizado pela Justiça no dia 25 de setembro.
Como o UOL Prime relevou, a Almirante ainda nasceu com uma participação indireta de Leila e passou pelo controle total de seu marido, José Roberto Lamacchia, antes de chegar a Marcos, filho de José Roberto.
Enquanto a investigação segue em curso, a Anresf já proibiu de Vasco e Palmeiras realizarem negócios entre si.
A Almirante Participações, por sua vez, afirma que fará qualquer tipo de adequação que a Anresf determinar na SAF enquanto perdurar o mandato de Leila Pereira no Palmeiras, que vai até dezembro de 2027.
A questão do conflito de interesses para mim é zero. Zero, zero, zero. E eu vou respeitar todos os critérios estipulados pela CBF. Porque, se a CBF determinar, vai ser feita. Mas eu não vejo problema nenhum Pedrinho, presidente do Vasco, após a aprovação do conselho
Com base nos termos do contrato, o investimento da Almirante Participações pode ultrapassar os R$ 2 bilhões considerando os valores fixos ao futebol, mais os aportes em infraestrutura e a assunção das dívidas e obrigações.
Aporte de R$ 100 milhões anuais até totalizar R$ 500 milhões exclusivamente para o futebol.
R$ 150 milhões para infraestrutura de CT do profissional e base.
A Almirante Participações assume a totalidade dos ativos esportivos e das dívidas da SAF Vasco com uma obrigação adicional: se faltar dinheiro para cumprir compromissos relacionados à recuperação judicial, dívidas tributárias, obrigações extraconcursais, fluxo de caixa ou infraestrutura, Lamacchia terá de colocar recursos adicionais sem aumentar sua participação. Daí a estimativa de aproximadamente R$ 1,5 bilhão somente neste ponto.
A Almirante Participações fica com a exclusiva de São Januário até 2030 com a contrapartida de pagar R$ 3 milhões anuais pelo uso do estádio e mais R$ 2 milhões anuais em caso de obras.
O Vasco criou um mecanismo no contrato da SAF onde está expressamente proibida a distribuição de dividendos aos acionistas durante dez anos. A ideia é que o dinheiro gerado pela operação seja reinvestido no próprio futebol.
Além disso, a Almirante Participações não poderá vender sua participação durante esse período de dez anos.
Já se a empresa não realizar um dos aportes obrigatórios, o clube terá uma procuração para executar a dívida contra a Almirante e também contra os próprios sócios da empresa.
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