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Panorama: Sem título

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 18:25
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Panorama: Sem título
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Palmeiras não é réu, e só entrou no caso porque precisa, por contrato, repassar parte da venda ao Figueirense. Esse dinheiro já está penhorado em cobrança aberta contra o clube catarinense.

Allan foi vendido, segundo o Alviverde no processo, por cerca de R$ 210 milhões - o Figueirense tem direito a receber 10% disso, em torno de R$ 21 milhões.

Três credores disputam o valor recebido pelo Figueirense, um deles outro clube, o Athletico Paranaense. A decisão passa por dois contratos que o Palmeiras descreveu à Justiça, mas não anexou, alegando confidencialidade: um de janeiro de 2019, com a Figueirense Ltda., e outro de maio de 2025, com a Figueirense SAF e o jogador.

Em 2018, o fundo Sport Partners emprestou R$ 3 milhões à Figueirense Ltda. Em garantia, recebeu todas as receitas do futebol do clube, inclusive a venda de atletas. O empréstimo não foi pago. Em 2022, o crédito foi vendido à M&F Investimentos, que hoje cobra R$ 36,6 milhões. A SAF contesta o valor.

Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça paulista incluiu a associação e a SAF como devedoras. Segundo o acórdão, a SAF herdou a garantia dada em 2018.

Em 25 de agosto, um dia depois de o Palmeiras aceitar a proposta do City, a M&F conseguiu penhorar a parte do Figueirense na venda. O Palmeiras informou que receberá 37,4 milhões (R$ 210 milhões) em quatro parcelas anuais. Ao Figueirense cabem 10% do valor líquido, mais um bônus de R$ 750 mil.

Além da M&F, o Athletico Paranaense também reivindica o dinheiro. Em abril, o Figueirense deu ao clube paranaense recebíveis de Allan como garantia de uma dívida de R$ 7,4 milhões. O contrato foi registrado em julho, antes da penhora.

Credores trabalhistas, com R$ 41,9 milhões a receber, também pleiteiam o valor, e chegaram a obter um arresto, depois suspenso.

Um anexo do contrato do Athletico tem um campo de "ciência e anuência" do Palmeiras em nome da presidente Leila Pereira. Na cópia juntada ao processo, está em branco.

Por ora, a penhora está limitada a R$ 5,96 milhões e o Palmeiras deve reter os valores, sem pagar ninguém. Além dos contratos, o clube terá de informar se já recebeu a primeira parcela do City e quanto mantém retido.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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