Panorama: Quem é o Evil Ryu de Street Fighter?
Contudo, esta não é a primeira vez que o herói cede ao mal que há em seu coração e isso foi muito explorado nos jogos da saga.
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Consulte formatos e valores disponíveisPor Diego Corumba • Editado por Jones Oliveira | 18/10/2026 às 12:00
Chamado de Evil Ryu , o lado maléfico já causou muita confusão e destruição por onde passou. Seja na série principal ou até mesmo em crossovers, seu alter ego é movido pela violência e pela ferocidade que as lutas trouxeram ao longo dos anos.
No longa-metragem, ele surge durante o primeiro torneio que antecede a trama da obra. No meio do embate contra Sagat, o protagonista desperta a contraparte e vence o campeonato — a um custo extremamente alto e sem honra.
Para saber onde essa história vai parar, nós do Canaltech trazemos quem é o Evil Ryu nos jogos da franquia Street Fighter e como ela se desdobra ao longo dos anos. Será que o filme seguirá o mesmo caminho ou escolheu um rumo diferente?
Ele praticou artes marciais com Gouken, mestre que ensinou técnicas como o Hadouken, Shoryuken e outros movimentos que se tornaram emblemáticos nos videogames. Enquanto isso, dentro de si, nascia o Satsui no Hado — uma energia maligna que surge da vontade de lutar, o que torna o herói mais violento.
Nos games, tudo isso surgiu pela primeira vez em Street Fighter Alpha 2 (1996). Akuma consegue sentir a energia maligna no protagonista e sugere um treinamento para dominá-la (e tornar o personagem um rival mais apropriado para lutarem). Ainda assim, Ryu recusa o poder e se nega a alimentá-lo.
Na experiência, ele se mostra mais agressivo e não possui qualquer resguardo, nem mesmo com seus aliados. Sakura ouve que a luta dos dois é apenas um degrau em seu caminho e que não terá misericórdia. Porém, ao derrotar Akuma, um trecho deixa claro que não foi de forma “limpa”:
Em Street Fighter Alpha 3 (1998), ele é desafiado por Sagat e M. Bison , que tentam resistir ao poder de Evil Ryu, mas sucumbem diante de sua fúria. No Modo História, ele derrota Shin Akuma e acaba no mesmo lugar que o furioso guerreiro: com tantas vitórias em mãos que lhe resta esperar por um desafiante poderoso o bastante para encará-lo.
Sua jornada não se encerra por aí. Ele é um elemento muito importante de Ultra Street Fighter II: The Final Challengers (2017), onde a vitória sobre M. Bison faz o lutador perceber que seu fim será em uma batalha até a morte contra Akuma — algo que apenas ele enxerga deste modo.
O mestre de Ryu, Gouken, consegue selar o Satsui no Hado em Street Fighter IV (2008), mas o poder maligno sempre dá um jeito de ressurgir. Visões e sonhos percorrem a mente do lutador, que sabe que nunca estará de fato “livre” desta versão de si mesmo.
Em Street Fighter V (2016), a rejeição do personagem ao mal fez a energia sombria criar vontade própria e reencarnar em Kage — que tenta mostrar ao herói que ele nunca será nada sem sucumbir às trevas que existem dentro de si mesmo.
Apesar de Evil Ryu não ter aparecido mais nos capítulos centrais da franquia, ele é uma marca registrada que surge em várias histórias paralelas. Em Street Fighter EX (1996), por exemplo, ele tem uma presença maior dentro da história e da experiência.
Ele também fez participações em Tekken X Street Fighter , Marvel vs. Capcom , Namco x Capcom e nos crossovers da SNK com a Capcom. Seja pela presença da figura propriamente dita ou com um esquema de cores próprio, ele não hesita ao encontrar novos desafios.
O mesmo pode ser visto em mídias como as animações, mangás e outras que a franquia está inclusa. A presença de Evil Ryu já está intimamente entrelaçada com o crescimento do personagem e se tornou uma das duas marcas registradas — como temos em animes e até com super-heróis.
Além da coloração de sua roupa e faixa, que se tornam mais escuras, as pupilas dos olhos de Ryu se avermelham com um aspecto brilhante. Isso destaca que ele é controlado pelo poder maligno e não age com seu modus operandi.
Isso se reflete também em seus movimentos. Apesar de manter o estilo de luta Ansatsuken, ele claramente adota mais da postura de Akuma — com combos mais agressivos e a adição de mais dano a cada golpe. Em Super Street Fighter IV: Arcade Edition (2014), ele ganha um movimento único: o Ryusokyaku.
A figura de Evil Ryu ganhou uma grande importância no longa-metragem, por ser construída desde o princípio para integrar a narrativa. A vitória contra Sagat dependeu do seu lado sombrio, assim como ela foi decisiva no combate contra Akuma.
Abaixo, há spoilers do longa-metragem . Caso não tenha assistido ou pretende fazer isso posteriormente, salve o link para ler depois .
Na obra, Evil Ryu foi vencido de “supetão” pelo despertar de Ken Masters. Ao encontrar a fonte de seu próprio poder, ele consegue desferir um Hadouken e derruba o vilão — o que fez sua consciência voltar ao normal.
O problema é que este foi apenas um respiro momentâneo. Mesmo com Akuma derrubado, Ryu terá de encontrar um modo de vencer seu instinto agressivo sozinho. Com o retorno de Sagat e a ameaça crescente de M. Bison, essa pode ser uma tarefa complexa.
Nos videogames, a série Alpha mostra que ele se isola para conter o poder. Na prática, vemos ela posicionar o herói no mesmo lugar em que o encontramos no início do filme de Street Fighter. Isso pode mostrar que veremos figuras como Kage e outros nas futuras sequências.
Ainda assim, a Capcom e a Paramount Pictures podem desejar seguir outro caminho. Como Street Fighter 6 (2023) continua a receber pacotes de lutadores e crossovers, é possível adicionar uma história nova que as obras poderão adaptar nos cinemas.
Seja por uma rota inédita ou pela inclusão de elementos diretamente dos jogos, o futuro de Evil Ryu terá um papel muito importante no universo cinematográfico e nos videogames. Será que o veremos novamente em breve?
Veja também a nossa crítica de Street Fighter e confira o que é uma vitória no ringue e nos cinemas.
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