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Atualização: Prêmio de R$ 171 milhões da Mega-Sena renderia até R$ 1,8 milhão por mês; simule

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por InfoMoney 18 de outubro de 2026 às 15:21
Via InfoMoney
Atualização: Prêmio de R$ 171 milhões da Mega-Sena renderia até R$ 1,8 milhão por mês; simule
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O prêmio de R$ 171,15 milhões sorteado pela Mega-Sena na manhã deste domingo (18) pode render entre R$ 1,1 milhão e R$ 1,84 milhão por mês se aplicado em renda fixa, segundo simulação feita com a calculadora de renda fixa do InfoMoney. O valor do concurso 3071 entrou na lista dos dez maiores prêmios já sorteados pela Caixa na loteria.

A simulação considera a aplicação de todo o prêmio por um ano, de 19 de outubro de 2026 a 18 de outubro de 2027, sem novos aportes. Como o valor divulgado pela Caixa já tem o Imposto de Renda descontado, os R$ 171,15 milhões correspondem ao que estaria de fato disponível para investir.

As debêntures incentivadas têm o maior retorno da simulação. Com a taxa de IPCA + 8,08% ao ano, média de 213 papéis negociados em 8 de outubro segundo a Vitrify, e a isenção de IR para pessoas físicas, o ganho chegaria a R$ 22,13 milhões em 12 meses, cerca de R$ 1,84 milhão por mês. O retorno maior remunera riscos que as demais aplicações não têm, já que esses papéis não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dependem da capacidade de pagamento da empresa emissora e costumam ter vencimentos longos, o que expõe à marcação a mercado quem precisar vender antes do prazo.

A LCI/LCA vem em seguida. Mesmo pagando 85% do CDI, o papel também é isento de IR e renderia R$ 19,48 milhões em 12 meses, o equivalente a cerca de R$ 1,62 milhão por mês.

O CDB que paga 100% do CDI rende 13,39% brutos no período. Com o desconto de R$ 4,01 milhões em IR, porém, o ganho líquido cai para R$ 18,90 milhões, e a renda mensal fica em R$ 1,58 milhão.

O CDB prefixado chega a um resultado próximo. A simulação usa a taxa de 13,35% ao ano, média dos CDBs prefixados de 12 meses emitidos entre agosto e o início de setembro, segundo levantamento da Quantum Finance. Depois de R$ 3,96 milhões em IR, o ganho líquido seria de R$ 18,69 milhões, ou R$ 1,56 milhão por mês.

Um título privado tributado com a mesma taxa das debêntures incentivadas fica logo atrás. Com a inflação projetada de 4,59%, o retorno bruto chega a 13,04% ao ano, mas o desconto de R$ 3,87 milhões em IR reduz o ganho líquido para R$ 18,26 milhões, cerca de R$ 1,52 milhão por mês.

A poupança, isenta de IR, fecha a lista com rendimento de 7,72% em 12 meses e renda mensal de R$ 1,1 milhão.

O FGC, que cobre CDBs e LCI/LCA, protege até R$ 250 mil por CPF em cada instituição. Diante de um prêmio de R$ 171 milhões, a garantia cobre só uma fração pequena do valor aplicado em cada banco.

Os títulos públicos poderiam compor parte da estratégia, mas esbarram em um limite operacional. O Tesouro Direto permite compras de até R$ 2 milhões por mês por investidor, e, nesse ritmo, o ganhador levaria 86 meses, ou pouco mais de sete anos, para aplicar todo o prêmio em títulos do Tesouro.

A simulação considera taxas constantes ao longo da aplicação, com CDI de 13,50% ao ano, IPCA projetado de 4,59%, LCI/LCA remunerada a 85% do CDI e poupança com rendimento de 0,5% ao mês mais TR de 0,1212% ao mês. Como a aplicação dura 364 dias, o IR segue a alíquota de 17,5% da tabela regressiva. Debêntures incentivadas, LCI, LCA e poupança são isentas para pessoas físicas.

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