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Panorama: Porto Alegre instala comportas contra cheias em galerias que ligam o arroio Areia ao rio Gravataí

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 14:11
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Panorama: Porto Alegre instala comportas contra cheias em galerias que ligam o arroio Areia ao rio Gravataí
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) concluiu, em 27 de setembro de 2026, a instalação de comportas em três galerias que conectam o arroio Areia ao rio Gravataí. As estruturas ficam no bairro Anchieta, na Zona Norte de Porto Alegre, e fazem parte das obras emergenciais de proteção contra cheias nos pôlderes 7 e 8.

De acordo com a Prefeitura de Porto Alegre, a intervenção busca impedir que a elevação do nível do rio avance pela rede de drenagem e alcance áreas urbanas. A instalação das comportas complementa uma etapa anterior, realizada em agosto, nas galerias ligadas ao arroio Passo das Pedras.

Em condições normais, as galerias permanecem abertas para permitir o escoamento da água da chuva. Quando o nível do rio Gravataí sobe e há risco de retorno da água, as comportas podem ser fechadas. O bloqueio interrompe a passagem no sentido do rio para a rede de drenagem, reduzindo a possibilidade de que a cheia alcance os bairros por esse caminho.

Com as galerias fechadas, a água acumulada no lado interno do sistema precisa ser retirada por equipamentos de bombeamento. Para essa operação, o Município prevê o uso de bombas flutuantes, responsáveis por transferir a água de volta para o rio Gravataí. O funcionamento combina, portanto, o fechamento das conexões com a retirada controlada da água da chuva.

A medida é direcionada aos momentos de risco, e não representa o fechamento permanente das galerias. Essa distinção é importante porque o sistema precisa continuar permitindo o escoamento da drenagem urbana durante a rotina. A operação das comportas ocorre de acordo com a necessidade de proteção contra a elevação do rio.

Antes da conclusão no arroio Areia, quatro galerias relacionadas ao arroio Passo das Pedras haviam recebido estruturas semelhantes. Segundo a Prefeitura, com as duas etapas concluídas, os principais pontos de conexão dos pôlderes 7 e 8 com o rio Gravataí passaram a contar com proteção contra o retorno das águas.

Os pôlderes são áreas protegidas por estruturas de contenção e sistemas de drenagem. Na Zona Norte de Porto Alegre, a proteção dessas conexões é estratégica porque as galerias ligam os cursos d’água ao sistema urbano. Quando o rio sobe, os pontos de ligação podem se tornar caminhos para a entrada da água, caso não estejam preparados para bloquear o fluxo reverso.

A obra emergencial teve investimento informado de R$ 47 milhões. O valor inclui serviços de engenharia, a instalação de eletrocentros, geradores e equipamentos de bombeamento. Esses componentes são necessários para que as comportas possam operar e para que a drenagem continue funcionando mesmo durante períodos em que as conexões com o rio precisem ser bloqueadas.

A instalação das comportas é apresentada como uma etapa emergencial da reconstrução do sistema de proteção contra cheias. Em paralelo, o Município trabalha na elaboração do anteprojeto de uma intervenção definitiva para os pôlderes 7 e 8, com estimativa de investimento de R$ 300 milhões.

Conforme informado pelo Gabinete do Prefeito de Porto Alegre, o projeto prevê duas novas Estações de Bombeamento de Águas Pluviais, além do alargamento dos canais dos arroios Areia e Passo das Pedras. A proposta também inclui a reconstrução de diques na região.

A previsão divulgada pelo Município é de que a concorrência pública para a escolha da empresa responsável pela execução seja aberta no primeiro trimestre de 2027. Até essa fase, as comportas, os geradores e as bombas integram a estrutura emergencial destinada a reforçar a segurança das áreas protegidas pelos pôlderes.

Com a conclusão das instalações no arroio Areia, Porto Alegre amplia a proteção nos pontos de drenagem que se conectam ao rio Gravataí. A medida não substitui a obra definitiva planejada, mas cria uma barreira operacional para situações de cheia enquanto avançam os projetos de longo prazo para a Zona Norte.

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