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Panorama: PF agrupa informações de Lulinha em um único inquérito

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 19:05
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Panorama: PF agrupa informações de Lulinha em um único inquérito
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A Polícia Federal agrupou todas as informações relacionadas a Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, em um único inquérito. A medida foi adotada como estratégia para acelerar as investigações sobre suposto tráfico de influência no governo federal.

"Como as informações estavam meio jogadas, a PF diz que agrupou tudo em um caso só, o caso Lulinha", explicou o analista de segurança pública Elijonas Maia durante o Live CNN desta quarta-feira (21).

Elijonas lembrou que os casos do INSS e do Master estão paralisados em um limbo jurídico, enquanto os inquéritos sobre suposto tráfico de influência, distribuídos entre os ministros André Mendonça e Flávio Dino, não enfrentam o mesmo obstáculo.

Flávio impõe condições para aceitar desafio de Lula sobre sigilo O Grande Debate: CPMIs sobre Lulinha e Flávio Bolsonaro vão sair do papel? Lulinha entregou sigilos a Mendonça e pode prestar depoimento, diz advogado Lulinha é investigado por suposto tráfico de influência, com o caso sob relatoria do Supremo Tribunal Federal. As investigações tiveram origem no inquérito sobre descontos associativos irregulares contra aposentados e pensionistas do INSS.

A partir das informações coletadas naquele processo, incluindo a quebra de sigilo de Lulinha e mensagens encontradas durante as diligências, a PF reuniu novos elementos para abrir investigações separadas no STF.

Além de agrupar os processos, a PF pediu ao STF uma prorrogação do prazo de 60 dias para continuar as investigações.

Entre os elementos centrais da investigação está a figura da empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista que teria atuado para garantir contratos no governo federal para seu grupo e para Lulinha. Segundo as apurações, Lulinha seria a pessoa responsável por "abrir portas" para esse grupo.

Um dos beneficiados pela influência de Lulinha seria Antônio Camilo Antunes , o "careca do INSS", empresário com quem o filho do presidente teria mantido parceria em uma empresa de produtos à base de cannabis e realizado viagens, incluindo uma a Portugal.

A PF já havia solicitado internamente ao setor de inteligência um levantamento completo de todas as viagens de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, além de informações sobre pagamentos, hospedagens e movimentações financeiras.

Esse levantamento seria feito em paralelo à análise da conta bancária de Lulinha, cuja quebra de sigilo foi autorizada pelo STF no início do ano.

Em resposta ao pedido de prorrogação, a defesa de Lulinha divulgou nota classificando as novas medidas requeridas pela Polícia Federal como "a mais clara e genuína expressão do fishing expedition ".

"É pesca probatória, você tentar buscar alguma prova em uma situação que já está aberta, mas que não tem nada, segundo a avaliação dos advogados", explicou Elijonas.

Os advogados afirmaram ainda que, mesmo após a quebra de sigilo de Lulinha, nada foi encontrado que justificasse a continuidade das investigações.

A investigação começou a apontar para Lulinha quando uma testemunha afirmou à Polícia Federal que ele teria recebido uma mesada de R$ 300 mil de Antônio Camilo Antunes por meio da empresária Roberta Luchsinger.

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