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Panorama: Meta interferiu? Advogado analisa bloqueios de conteúdo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 21:22
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Panorama: Meta interferiu? Advogado analisa bloqueios de conteúdo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Marcelo Crespo, doutor em direito, diz que não é seguro resumir os cortes de alcance promovidos pela empresa a apenas falhas técnicas

Após a Meta Platforms e o Facebook Serviços Online do Brasil promover de forma generalizada a suspensão de perfis e cortes de alcance , o Ministério Público Federal (MPF) lançou uma ação civil com pedido de urgência para impedir esses bloqueios. A ação, motivada por representações de quatro organizações da sociedade civil, ocorre após a própria campanha do presidente Lula (PT) acusar a corporação de interferir nas eleições brasileiras .

A Meta, no entanto, negou ter interferido nas eleições ou ter dado um tratamento discrepante aos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) .

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Siga no Google Discover + Meta nega interferência eleitoral e pede reunião com TSE

O advogado explica que comprovar a ocorrência de manipulação eleitoral por parte da Meta não é uma tarefa simples. Para isso, seria necessário mostrar que os bloqueios seguiram um padrão de seletividade . "Em tese, só é possível comprovar com uma perícia, e a Meta não vai fazer, a não ser que haja determinação judicial ", diz.

Crespo não descarta a hipótese das ações terem sido deliberadas — já que a Meta está cada vez mais próxima do governo de Donald Trump —, e defende que a empresa assuma a responsabilidade e trabalhe para que os erros não se repitam. Ainda que a Meta não tenha agido ideologicamente, isso não minimiza a gravidade das consequências geradas, pontua.

Não é a primeira vez que a Meta se envolve em escândalos políticos. Em 2016, os jornais The New York Times e The Guardian revelaram a coleta ilegal de dados realizada pela Cambridge Analytica, empresa que trabalhou na campanha de Donald Trump e se tornou mundialmente conhecida por ter utilizado, sem consentimento, informações de 87 milhões de usuários do Facebook para influenciar as eleições presidenciais dos Estados Unidos.

+ Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões no Novo México

No caso do Brasil, Crespo avalia que a atuação da empresa foi "mais simples e menos escondida" . De todo modo, o professor ressalta que é necessário "garantir que não vai ser a Meta que vai decidir o que devemos ver de cada candidato, a democracia não pode ficar na mão das plataformas digitais " .

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