URGENTE
Voltar para a página inicial

Panorama: Lula e Flávio concordam em mínimo acima da inflação e em mais 6 temas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 18:20
588 visualizações
Panorama: Lula e Flávio concordam em mínimo acima da inflação e em mais 6 temas
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) convergiram em temas econômicos no debate da “TV Globo”; leia quais

--> copiar link --> O presidente eleito terá de conciliar esses consensos, que podem ter custo fiscal elevado, com as restrições do endividamento público e a necessidade de estabilidade macroeconômica no mandato de 2027 a 2030; na imagem Flávio (à esq.) e Lula (à dir.) Fernando Frazão/Agência Brasil Gabriel Lopes de Brasília 24.out.2026 (sábado) - 15h20 Priorize o Poder no Google O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) convergiram em 7 temas econômicos no debate da TV Globo , nesta 6ª feira (23.out.2026). Foi o último confronto antes do 2º turno, marcado para domingo (25.out.2026). São eles: Bolsa Família, ferrovias, MEIs e alívio fiscal, renegociação de dívidas, salário mínimo e aposentadorias, tarifa zero aos finais de semana e veto às privatizações.

Flávio vetou a privatização das estatais Petrobras, Caixa e Banco do Brasil. Seu plano de governo registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cita o “Programa Nacional de Desestatização” na página 70, que contemplaria a retomada do programa de desestatizações e privatizações avaliando “caso a caso onde a presença do Estado deixou de fazer sentido” . Em outros 3 temas, alterou parcialmente sua proposta inicial. Leia a íntegra (PDF – 19 MB).

Já Lula tem todos os temas de convergência com Flávio contemplados em seu plano de governo. A principal adaptação feita pelo atual presidente durante o debate foi parcial, e na pauta da Tarifa Zero no transporte público. No plano oficial registrado no TSE, na página 44, seção “Fortalecer o Direito à Cidade — Mobilidade Urbana” , o texto tratava originalmente do combate ao “elevado custo das tarifas” , com ênfase em investimentos em frotas de BRT, VLT, metrôs e renovação de veículos. Leia a íntegra (PDF – 20 KB).

No palco da TV Globo , o petista avançou na proposta. Defendeu explicitamente a implementação da tarifa zero aos finais de semana para os trabalhadores —articulando a gratuidade tarifária nos sábados e domingos como um direito social ao lazer e à convivência familiar no contexto do fim da escala de trabalho 6 X 1. Flávio, em resposta, disse concordar.

Lula destacou a reconstituição e a expansão dos programas de proteção social em seu governo.

Flávio reafirmou a manutenção do piso de R$ 600. Reivindicou para a gestão de Jair a autoria desse patamar. Propôs regra de transição: quem conseguir emprego com carteira assinada ou abrir negócio próprio continuará recebendo o benefício por um período, com retorno imediato ao programa se perder o vínculo formal.

Os 2 defenderam concluir e ampliar ferrovias de integração:

Lula defendeu os investimentos do PAC. Disse que foram executados R$ 800 bilhões do total de R$ 1,7 trilhão estimados. A carteira inclui ferrovias, rodovias (como a BR-319), hidrovias, a transposição do Rio São Francisco, o Túnel de Santos e o VLT de Salvador.

Flávio prometeu “rasgar o Brasil de ferrovias”. Citou um eixo ferroviário ligando o Centro-Oeste ao oeste do Paraná e de Santa Catarina, para baratear o transporte de grãos e proteínas animais aos portos do Sul.

plano de Lula – contemplado originalmente, com obras de integração logística vinculadas à carteira do Novo PAC e com trechos em execução;

plano de Flávio – contemplado originalmente nas seções “Logística e transporte” (página 50) e “Ferrovias” (página 51), enfatizando corredores ferroviários de escoamento da produção do agronegócio.

Lula citou a criação de 17,5 milhões de MEIs (Microempreendedores Individuais), a Lei Geral da Pequena e Média Empresa e os incentivos à formalização do trabalho autônomo.

Flávio defendeu direcionar crédito público a favelas e periferias. Usou as expressões “Itaú das Favelas” e “Bradesco da Periferia” para descrever o papel da Caixa. Propôs o programa “Ganha, Ganha” : conclusão de cursos e pagamento em dia geram pontos, convertidos em juros menores, cashback e facilitação de crédito.

Lula defendeu o Desenrola. Citou leilões de dívidas com deságios de 90% a 95% junto a bancos privados e a remissão de cerca de R$ 15 bilhões em dívidas ativas, que beneficiou 4,5 milhões de devedores.

Flávio propôs que a Caixa Econômica Federal compre carteiras de dívidas de bancos privados e as refinancie a taxas menores. Haveria carência para pessoas físicas de 6 meses sem pagamento e para pessoas jurídicas (PMEs e MEIs) 1 ano sem cobrança de parcelas. Falou em “banco da prosperidade” .

Lula citou a política de valorização do salário mínimo dos governos do PT, que vincula o reajuste acima da inflação ao crescimento do PIB. Disse que, sem ela, o piso seria hoje de R$ 900, valor que decorreria de regras adotadas nas gestões de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). Perguntou se Flávio reajustaria o mínimo com ganho real, isto é, acima da inflação. O candidato do PL respondeu: “Com certeza eu vou reajustar sim salário mínimo acima da inflação, aposentadoria acima da inflação”.

Flávio estendeu a garantia a aposentados da ativa, pensionistas, trabalhadores rurais e beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Prometeu ainda usar tecnologia “na palma da mão” para eliminar filas no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Lula propôs Tarifa Zero no transporte público aos fins de semana. Associou a medida ao lazer, à convivência familiar e à circulação cultural dos trabalhadores. A discussão se conectou à mobilização pelo fim da escala de trabalho 6 X 1.

Flávio aderiu: “Bom candidato, eu sou a favor da tarifa zero para os ônibus nos finais de semana. Sou super a favor disso”.

Na pauta sobre empresas públicas e infraestrutura, Flávio foi questionado por Lula sobre o risco de desmonte do patrimônio estatal. Respondeu: “Eu não vou privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras. São essas as fake news que ele tá contando” .

Em seguida, ao abordar o financiamento da produção e a agricultura, Flávio criticou a escassez de crédito e o custo das linhas oficiais, afirmando que “na hora de tomar um financiamento para comprar semente ou maquinário (…) o juro real chega próximo de 20%” e que a taxa Selic elevada encarece as dívidas das famílias.

Lula rebateu afirmando que falta conhecimento do adversário sobre o funcionamento do crédito estatal, ressaltando que Banco do Brasil e Caixa não operam cobrando a taxa Selic no fomento produtivo. O atual presidente enfatizou que o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa aplicam juros subsidiados para apoiar a agricultura familiar, o agronegócio e a construção civil.

plano de Lula – contemplado originalmente. Com a defesa do patrimônio público, fortalecimento das estatais e uso dos bancos públicos como indutores do desenvolvimento nacional;

plano de Flávio – ajuste parcial de campanha. O documento oficial traz a “retomada do Programa Nacional de Desestatização” e a aplicação da “Lei das Estatais” (página 70), abrindo espaço para alienação de ativos sem vetos explícitos.

Neste caso, deu-se a mudança mais forte de Flávio, que respondeu acenando ao eleitorado moderado e de baixa renda em estados populosos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde a venda de estatais que oferecem crédito barato e subsídios energéticos é rejeitada.

Enquanto Flávio, ao adotar pautas de renda e salário mínimo e Tarifa Zero e rejeitar privatizações, buscou se afastar do rótulo de “candidato do corte de direitos” e do “tesouraço” , além de reduzir a rejeição entre eleitores dependentes de programas sociais no Sudeste e no Nordeste, Lula citou PAC, Desenrola, expansão universitária e valorização do salário mínimo para defender seu legado e mostrar que a oposição incorporou publicamente pautas historicamente associadas ao PT.

O debate consolidou um centro econômico e social pragmático. O eleitorado exige a preservação do poder de compra dos mais pobres, a manutenção das transferências de renda e dos bancos estatais e o socorro às famílias endividadas.

A candidatura de Lula manteve maior coerência com seu programa e com as ações em andamento, enquanto Flávio fez movimentos que podem ter sido percebidos pelo eleitorado como contraditórios, especialmente ao rejeitar privatizações.

O presidente eleito terá de conciliar esses consensos, que podem ter custo fiscal elevado, com as restrições do endividamento público e a necessidade de estabilidade macroeconômica no mandato de 2027 a 2030. O 2º turno será realizado no domingo (25.out).

#Política#Economia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas