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entenda o que são esses grupos, como atuam e de onde vem o seu poder — Milícias

No debate realizado pela TV Globo nesta sexta (23), Lula chamou o adversário de “miliciano”.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 19:17
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entenda o que são esses grupos, como atuam e de onde vem o seu poder — Milícias
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A troca de acusações trouxe para a campanha um fenômeno que vai além da segurança pública. As milícias são organizações criminosa armadas que controlam territórios e exploram economicamente a população que vive neles.

O artigo 288-A do Código Penal prevê pena de reclusão de quatro a oito anos para quem constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão com a finalidade de praticar crimes previstos no Código Penal. Os integrantes também podem responder por outros delitos, conforme as condutas comprovadas em cada caso.

No Rio de Janeiro, esses grupos se formaram historicamente com a participação de policiais, bombeiros, agentes penitenciários e outros integrantes ou ex-integrantes das forças de segurança. Diferentemente de grupos que têm no tráfico de drogas seu principal negócio, as milícias se estruturaram sobretudo a partir da cobrança ilegal por segurança e do controle de serviços, atividades comerciais e empreendimentos imobiliários.

Já os milicianos são as pessoas que integram, financiam, organizam ou ajudam a manter essas estruturas. Embora a participação de agentes e ex-agentes das forças de segurança tenha marcado a formação histórica das milícias fluminenses, os grupos também podem reunir civis, operadores econômicos e pessoas ligadas à política.

A estrutura desses grupos combina extorsão, controle de mercados e exploração de atividades legais e ilegais . As milícias costumam cobrar taxas de moradores e comerciantes e impor fornecedores de gás, internet, TV a cabo e transporte. Também podem controlar a ocupação de terrenos, a construção e a comercialização de imóveis, além de explorar outras atividades econômicas.

No entanto, a atuação das milícias não se limita à cobrança direta de dinheiro. Ao controlar quem pode oferecer produtos e serviços em determinada área, restringem a concorrência e estabelecem monopólios pela força. A diversificação das formas de atuação e as conexões com agentes públicos ajudam a explicar a capacidade de expansão e manutenção desses grupos.

Além do controle armado sobre territórios, as milícias também podem exercer forte influência política, buscando apoio eleitoral, lançando ou apoiando candidatos e estabelecendo relações com políticos, agentes públicos e integrantes das forças de segurança. Isso pode favorecer os interesses econômicos das milícias, por exemplo, por meio de decisões sobre regularização de imóveis, serviços públicos, fiscalização e segurança.

O acesso a instituições do Estado também pode dificultar investigações e contribuir para a impunidade. Em áreas sob domínio dos milicianos, a coerção sobre moradores e lideranças comunitárias pode interferir na liberdade de cada membro da comunidade.

#Economia#Belém#Política#Justiça
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