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Panorama: Ibovespa sobe e dólar recua com mercado atento a pesquisas e reta final das eleições

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 19 de outubro de 2026 às 14:06
Via Exame
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Ibovespa sobe e dólar recua com mercado atento a pesquisas e reta final das eleições Magazine Luiza, MRV, Cogna e Azzas lideram os ganhos, enquanto Petrobras limita o índice B3: pesquisas eleitorais e recuperação de Wall Street movem o pregão.

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 11h01 .

Última atualização em 19 de outubro de 2026 às 11h04 .

Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa opera em alt a nesta segunda-feira, 19, apoiado por bancos, varejistas e ações ligadas à economia doméstica, enquanto investidores acompanham a reta final da eleição presidencial e a recuperação das ações de tecnologia em Nova York. Por volta das 11h (horário de Brasília), o principal índice da B3 avançava 0,68%, aos 206.818 pontos. O dólar comercial recua 0,53%, cotado a R$ 5,047.

A Vale (VALE3) contribui para o índice, com alta de 1,24%. Petrobras , por outro lado, limita o avanço: PETR4 cai 1,46% e PETR3 recua 1,19%. Marfrig/BRF (MBRF3) perde 3,06%, Caixa Seguridade (CXSE3) cai 1,94% e Vibra (VBBR3), 1,61%.

Na B3, a alta é puxada principalmente por papéis que haviam sofrido nas sessões anteriores. Vamos (VAMO3) sobe 6,35%, Azzas 2154 (AZZA3) avança 6,28%, Magazine Luiza (MGLU3) ganha 5,67%, MRV (MRVE3) sobe 5,54% e Cogna (COGN3), 5,19%.

Entre os bancos, BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) sobe 2,74%, Banco do Brasil (BBAS3) avança 1,99% e Itaú (ITUB4), 0,81%.

A disputa eleitoral continua no centro do mercado brasileiro. A Pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada hoje mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na AtlasIntel/Bloomberg , Flávio aparece com 51,1% e Lula, com 48,9%. Os dois levantamentos mostram redução da vantagem do candidato do PL a menos de uma semana do 2º turno, marcado para 25 de outubro.

O mercado também repercute o primeiro debate entre os candidatos no 2º turno, realizado no domingo, 18. Flávio e Lula protagonizaram uma discussão marcada por acusações e ataques pessoais, enquanto as propostas econômicas tiveram espaço mais limitado.

O estrategista-chefe da Avenue Securities LLC, William Castro Alves, vê que o mercado brasileiro continua ajustando posições à medida que novas pesquisas e informações sobre a disputa presidencial são divulgadas.

Depois do 1º turno, os ativos locais tiveram forte valorização, acompanhada por entrada de capital estrangeiro, queda dos juros e fortalecimento do real, mas parte desse movimento perdeu força nos últimos dias.

Para o estrategista, o debate do fim de semana não foi suficiente para mudar de forma definitiva a precificação. "Na minha avaliação, o encontro não trouxe elementos suficientes para provocar uma mudança definitiva nas expectativas eleitorais ou na precificação dos ativos brasileiros."

Alves ressalta ainda que o desempenho da bolsa não deve ser explicado apenas pela eleição. O mercado internacional também acompanha inteligência artificial (IA), juros americanos, balanços corporativos e riscos geopolíticos.

As bolsas de Nova York operam majoritariamente em alta, com investidores voltando às empresas de tecnologia depois da forte correção da semana passada. O S&P 500 sobe 0,57%, enquanto o Nasdaq avança 1,06% e o Nasdaq 100 ganha 1,33%. O Dow Jones oscila perto da estabilidade, com queda de 0,03%.

Intel sobe mais de 3% após receber recomendação mais favorável do JP Morgan, enquanto CoreWeave avança cerca de 6% após upgrade do Goldman Sachs. Advanced Micro Devices (AMD) e Micron também ganham cerca de 3%.

A temporada de balanços ganha força nesta semana, com resultados de Meta, Tesla e fabricantes de chips no radar.

Os preços do petróleo recuam hoje. O West Texas Intermediate ( WTI ), referência americana, cai 0,93%, a US$ 100,47 por barril, enquanto o parâmetro global de preços Brent perde 1,79%, a US$ 107,89.

Apesar da queda no dia, o mercado continua atento aos riscos de oferta no Oriente Médio após novos ataques contra navios no Golfo Pérsico. As tensões na região mantêm as cotações em patamares elevados.

As bolsas europeias operam em forte queda, pressionadas pela instabilidade política e fiscal na França após uma onda de protestos violentos no fim de semana. O Stoxx 600 cai 1,09%, enquanto o DAX recua 1,38%. O FTSE 100 perde 1,31%, o CAC 40 cai 1,66% e o FTSE MIB recua 1,75%.

A crise francesa também pressiona os títulos públicos do país e o euro. Bancos franceses estão entre os papéis mais afetados, em meio às preocupações com dívida, déficit e capacidade do governo de avançar no ajuste fiscal.

Na Ásia, os mercados encerraram a segunda-feira predominantemente no campo positivo. O Kospi , da Coreia do Sul, subiu 1,76%, enquanto o Kosdaq avançou 1,78%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 ganhou 0,44%. O Nikkei 225 , do Japão, destoou e caiu 0,62%, enquanto o Topix ficou praticamente estável. Na China continental, o CSI 300 teve pouca variação.

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