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Panorama: FPA cobra votação da MP após renegociação de 14% das dívidas rurais

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 21:11
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Panorama: FPA cobra votação da MP após renegociação de 14% das dívidas rurais
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lupion disse que bancada não indicará ministros para o governo Lula 4 e prenuncia dificuldades de diálogo com Marina Silva no Meio Ambiente

> copiar link --> Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, cobra mudanças na MP que trata da renegociação de dívidas rurais FPA - 27.out.2026 Juliana Alves de Brasília 27.out.2026 (terça-feira) - 18h11 Priorize o Poder no Google O presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), o deputado Pedro Lupion (PP-PR), cobra a votação da MP 1.376 de 2026, que trata da renegociação das dívidas rurais com alterações no texto. Segundo ele, dados recebidos do Banco Central indicam que só 14% das operações de renegociação foram viabilizadas, resultado que classificou como muito inferior ao esperado pelo setor. Se o Congresso não votar até o dia 11 de novembro, a MP perde a validade.

Levantamento apresentado pela FPA em 27 de outubro indica que foram renegociados R$ 14,34 bilhões em 27.260 novas operações, diante de um volume de R$ 100 bilhões anunciado para o programa.

Lupion afirmou que a FPA apresentou cerca de 140 emendas à medida provisória, mas todas foram rejeitadas pelo relator, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Segundo o presidente da frente, a votação da proposta deve enfrentar dificuldades, já que nem o presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL) nem o relator foram eleitos e ambos ainda não responderam às tentativas de contato da FPA.

Segundo o presidente da bancada, a FPA trabalha para alterar o texto antes do fim da validade da proposta ou retomar a tramitação do PL 5.122 de 2023, que libera recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a renegociação de dívidas de agricultores atingidos por eventos climáticos.

Lupion afirmou que a bancada pretende negociar alterações no relatório da medida provisória e conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a tramitação do PL 5.122. Caso não haja acordo, a FPA poderá tentar aprovar um relatório alternativo e levar o tema ao plenário.

“Caducar a medida provisória é o pior dos mundos. A gente precisa buscar esse encaminhamento”, declarou.

A FPA propõe mudanças no relatório da medida provisória que trata da renegociação de dívidas rurais. Entre os principais pontos estão:

A frente quer ampliar os limites de renegociação, reduzir os juros e aumentar os prazos de pagamento.

A bancada também propõe mudanças na documentação exigida, nas garantias e nas fontes de financiamento do programa.

Lupion afirmou que a bancada não indicará nomes para compor o 4º governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a posição é uma questão de coerência, já que a bancada não apoiou a candidatura do presidente reeleito.

O deputado disse, porém, que a FPA buscará diálogo com os ministros escolhidos pelo governo para identificar pautas de interesse comum. A frente apoiará medidas convergentes com o setor agropecuário e fará oposição às iniciativas que considerar prejudiciais aos produtores rurais.

“A Frente Parlamentar da Agropecuária não existe para atender governo nenhum. A Frente Parlamentar existe para atender os interesses dos produtores rurais”, declarou.

Ao comentar a possibilidade de Marina Silva voltar ao Ministério do Meio Ambiente, Lupion afirmou que a perspectiva é negativa para a bancada e que será necessário adotar outra estratégia de articulação política.

“Não existe o mínimo de diálogo com a Marina lá no ministério”, disse.

Lupion afirmou que a FPA sai fortalecida das eleições e projeta reunir de 320 a 330 deputados federais ligados ao setor agropecuário. No Senado, disse esperar que o número de congressistas alinhados às pautas da frente passe de cerca de 30 para mais de 47. A posse dos novos integrantes da frente será em março de 2027.

Segundo o deputado, a ampliação da representação no Senado poderá facilitar a aprovação de propostas defendidas pelo agronegócio e a manutenção de decisões tomadas pela Câmara.

Entre as prioridades da FPA, Lupion citou mudanças no Plano Safra, a regulamentação da legislação sobre seguro rural, defensivos agrícolas, bioinsumos e autocontrole, além de temas relacionados ao licenciamento ambiental e ao marco temporal das terras indígenas.

#Belém#Política#Governo#Meio Ambiente
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