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Panorama: Flávio Bolsonaro se diz “presidente eleito do Brasil” em carta aberta nas redes sociais; leia

(Foto: Renato Pizzutto/Band) Senador afirma que deixou o Brasil para escapar de "perseguição política" e promete liderar oposição dos EUA O post Flávio Bolsonar

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 20:40
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Panorama: Flávio Bolsonaro se diz “presidente eleito do Brasil” em carta aberta nas redes sociais; leia
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou carta aberta na rede social “X”, nesta quarta-feira (28), em que se autodeclara “presidente eleito do Brasil”. Ele afirma ter deixado o país com a família para escapar do que classifica como “perseguição política” e promete fazer oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir dos Estados Unidos (leia a íntegra abaixo).

No documento, endereçado “ao povo brasileiro e à comunidade internacional”, ele questiona a legitimidade do resultado das eleições.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, escreveu Flávio Bolsonaro.

Na carta, Flávio afirma que decidiu levar a família para os EUA diante do que considera uma instrumentalização política da Justiça brasileira. Segundo ele, a mudança foi motivada pela preocupação com a segurança dos familiares e pelo receio de que a situação enfrentada pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se repetisse com ele.

“Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional”, declarou. Em seguida, agradeceu ao governo americano por recebê-los e afirmou que encontrou no país uma segurança jurídica que, segundo sua avaliação, não existe mais no Brasil.

Ao longo do documento, o senador faz acusações contra integrantes do Judiciário e afirma que há um “regime de exceção” no país. Ele também contesta o resultado eleitoral, alegando irregularidades na votação e abuso de poder político e econômico durante a campanha.

“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, escreveu, sem apresentar qualquer prova além de palavras numa tela de computador.

Na avaliação de Flávio, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teriam comprometido a lisura do processo eleitoral. Ele afirma que a extensão do horário de votação foi irregular e sustenta que a campanha teria sido marcada pelo uso da máquina pública em favor da reeleição.

“São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin”, escreveu.

O parlamentar reconhece não haver mandado de prisão contra ele, mas sustenta que é alvo de uma investigação com motivação política. “Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime”, afirmou.

Na carta, Flávio compara sua saída do Brasil à trajetória de figuras históricas que viveram no exílio por motivos políticos, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí. Ele também cita lideranças venezuelanas, entre elas Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado, como exemplos de oposição a governos que considera autoritários.

Segundo o senador, o objetivo da perseguição que atribui ao Judiciário seria silenciar opositores do governo federal e impedir a atuação política de pessoas contrárias ao atual cenário institucional.

“A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil”, declarou.

Flávio também fez um apelo à comunidade internacional para que não trate a situação brasileira como normal. “O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal”, escreveu.

Na parte final do documento, o senador afirma que pretende manter contato frequente com os brasileiros e apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição ao governo Lula. Ele diz que pretende atuar por meios que classifica como pacíficos e legítimos para impedir o que considera uma tentativa de consolidação de um regime ditatorial no país.

“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui”, afirmou.

O senador também declarou que continuará representando os eleitores que apoiaram sua candidatura e pediu que eles não desistam da mobilização política.

“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar”, concluiu.

“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma imposição matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno. Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação ao apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime. Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado. A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment. Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política.

Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização politizada da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de servidores do regime.

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York. Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e Maria Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática. Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

E a você, que votou em mim e sonha com a mudança: não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil. Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil. Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista.

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