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Atualização: Derrotado por 4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro se diz 'líder do Brasil' após fugir para os EUA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 21:35
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Atualização: Derrotado por 4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro se diz 'líder do Brasil' após fugir para os EUA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Derrotado por 4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro se diz 'líder do Brasil' após fugir para os EUA Em carta, senador faz acusações de fraude sem apresentar provas e anuncia que liderará oposição do exterior; PL reconheceu vitória de Lula e elegeu 121 deputados, 19 senadores e seis governadores Flávio Bolsonaro: sem provas, o senador acusa que eleição foi fraudada (Renato Pizzutto/Band)

André Martins e Ivan Martínez-Vargas Publicado em 28 de outubro de 2026 às 17h53.

Última atualização em 28 de outubro de 2026 às 18h06.

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Derrotado por Lula nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro afirmou ser o "verdadeiro presidente eleito" em carta divulgada após deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos. O senador acusa a Justiça Eleitoral de fraude sem apresentar provas, embora o próprio PL tenha reconhecido a vitória do petista. O partido elegeu 121 deputados federais, 19 senadores e seis governadores. Flávio também questiona a prorrogação do horário de votação, medida solicitada por sua própria campanha.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026 com uma diferença de 4,4 milhões de votos, afirmou nesta quarta-feira, 28, ser o "líder do Brasil" em uma carta divulgada após fugir para os Estados Unidos.

No documento, o parlamentar faz acusações de fraude eleitoral sem apresentar provas, critica o Supremo Tribunal Federal (STF) e anuncia que pretende liderar a oposição ao governo Lula do exterior.

Em uma primeira versão, divulgada por aliados do senador à imprensa, o senador se autodeclarou "presidente eleito". Minutos depois, Flávio divulgou uma outra versão da carta em seu perfil no X, afirmando ser apenas "líder do Brasil".

As declarações contrariam o resultado oficial da eleição e a posição do próprio Partido Liberal (PL), que reconheceu a vitória de Lula em nota divulgada na segunda-feira, 26.

Apesar dos questionamentos sobre o processo eleitoral, o partido de Flávio saiu fortalecido das urnas. O PL elegeu 121 deputados federais, 19 senadores e seis governadores, além de parlamentares estaduais e distritais. Com o resultado, a legenda terá a maior bancada da Câmara dos Deputados e contará com 28 integrantes no Senado a partir de 2027, considerando os parlamentares eleitos e aqueles que ainda têm mandato.

Em nota, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas cobrou esclarecimentos sobre medidas adotadas durante a disputa.

Na carta, Flávio também questiona a prorrogação do horário de votação do segundo turno até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.

O senador classifica a decisão como irregular, mas a própria campanha dele solicitou a ampliação do horário em municípios de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, alegando dificuldades de deslocamento de eleitores provocadas por chuvas, alagamentos e interdições.

A campanha de Lula também apresentou pedidos de prorrogação, atendidos por Cristiano Zanin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o TSE, apenas 34,3 mil votos foram registrados após as 17h. Das 497.333 seções do levantamento, 473.065 concluíram os trabalhos até as 17h10. Já 24.268 seguiram abertas depois desse horário e, nelas, foram computados 8.673 votos desde as 17h.

O parlamentar chegou a Miami, na Flórida, na manhã desta quarta-feira, 28, acompanhado de familiares, após deixar o Brasil descumprindo uma decisão judicial que determinava a entrega de seus passaportes e o proibia de sair do território nacional. O senador embarcou na Argentina em um jato executivo que fez escala no Equador antes de seguir para os Estados Unidos.

"Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece", afirmou Flávio na carta.

O senador agradeceu ao presidente americano, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. Ele também afirmou que sua família está em segurança nos Estados Unidos e que não pretende se submeter ao que classifica como perseguição judicial.

Na carta, Flávio questiona a diferença de votos entre o primeiro e o segundo turno e afirma que o aumento da votação de Lula representaria uma "impossibilidade matemática".

O senador também acusa a campanha petista de abuso de poder político e econômico e de utilização da máquina pública em favor da reeleição. Segundo ele, esses fatos justificariam a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin.

Segundo os dados oficiais do TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%, uma diferença de 4.430.191 votos.

Segundo o TSE, apenas 34 mil votos foram registradas após as 17h.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio obteve 56,1 milhões de votos e Lula recebeu 53,8 milhões. No segundo turno, o petista ampliou sua votação em aproximadamente 10,4 milhões de votos.

A mudança no total de votos entre os dois turnos, por si só, não demonstra fraude eleitoral. No segundo turno, apenas os dois candidatos mais votados permanecem na disputa, e eleitores que escolheram outros concorrentes no primeiro turno podem transferir seus votos.

Após a derrota, Flávio afirmou inicialmente que buscaria a anulação da eleição. Posteriormente, anunciou a intenção de questionar judicialmente a chapa de Lula e Alckmin por suposto abuso de poder.

Um dos principais argumentos apresentados pelo senador para contestar a eleição envolve a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar a votação até as 19h no segundo turno, realizado em 25 de outubro.

A medida foi divulgada às 17h03, três minutos após o horário inicialmente previsto para o encerramento da votação, quando parte das urnas já havia sido fechada.

Flávio afirma que a determinação submeteu eleitores a regras diferentes e questiona a competência do STF para interferir no processo.

No entanto, a extensão do horário também havia sido solicitada por sua própria campanha.

Segundo a cronologia, a equipe do senador apresentou um pedido à Justiça Eleitoral às 15h50 daquele domingo, solicitando mais duas horas de votação em municípios afetados por chuvas e problemas de acesso às seções eleitorais.

A campanha de Lula também pediu a extensão do horário, inicialmente em municípios afetados por problemas de transporte público e, posteriormente, em todo o território nacional.

A decisão de Zanin determinou a prorrogação até as 19h, mas o TSE esclareceu que as urnas já encerradas não poderiam ser reabertas. A apuração foi temporariamente suspensa e retomada às 19h.

Apenas 34 mil votos foram registrados após às 17h.

As acusações de Flávio contrastam com a posição oficial adotada pelo próprio PL após a eleição.

Em nota divulgada na segunda-feira, 26, e assinada por Valdemar Costa Neto, o partido reconheceu o resultado presidencial proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral, embora tenha defendido esclarecimentos sobre medidas adotadas durante a campanha.

"Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático", afirmou a legenda.

O partido também destacou os resultados obtidos nas disputas legislativas e estaduais.

Os 121 deputados federais representarão a maior bancada de um partido na Câmara a partir de 2027. No Senado, os 19 eleitos pelo PL ocuparão parte das 54 vagas disputadas neste ano.

Na carta, o senador afirma que decidiu deixar o Brasil para evitar medidas judiciais que considera persecutórias. Ele acusa integrantes do STF de utilizar o Judiciário para silenciar adversários políticos e impedir sua atuação.

As acusações contra magistrados, incluindo alegações de corrupção e atuação criminosa, não são acompanhadas de provas no documento.

Flávio também nega ter cometido crimes e afirma que não existe mandado de prisão contra ele. O parlamentar é alvo de investigações que tramitam no STF, e a saída do país ocorreu após uma ordem judicial que restringia seu deslocamento.

O senador afirma que pretende atuar politicamente dos Estados Unidos e dirigir mensagens regulares à população brasileira.

"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", declarou.

Na manifestação, Flávio cita o senador Rogério Marinho (PL-RN) e outros parlamentares e governadores aliados. Também compara sua saída do Brasil a episódios históricos de exílio político, mencionando Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e lideranças da oposição venezuelana.

O parlamentar afirma que apresentará nos próximos dias uma estratégia de mobilização da oposição por meios que classifica como pacíficos e legítimos.

"Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro", disse.

Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.

Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno.

Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível.

E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição. São fatos graves, expressamente vedados por lei, que justificam a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A resposta do regime ao meu questionamento veio rápida. Como num plano previamente elaborado, sete minutos após essa repugnante fraude eleitoral, o juiz, implicado em um imenso escândalo de corrupção, diretamente citado no inquérito que usou para tentar sequestrar meus passaportes, e que muito provavelmente estaria preso, se eles não tivessem impedido a minha posse, pôs em andamento a máquina de perseguição política do regime.

Sendo impedido de origem e completamente suspeito para iniciar qualquer procedimento judicial contra mim, a sua mera participação em atos processuais mostra o tamanho da arbitrariedade e ilegalidade em andamento.

Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado.

A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns e até mesmo cidadãos americanos, tem um único objetivo: silenciar qualquer pessoa que não concorde com o regime de exceção instaurado no Brasil, através de uma Suprema Corte aparelhada pela organização criminosa petista.

Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment.

Eis o roteiro da perseguição: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política. Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional.

Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança. Agradeço, mais uma vez, ao Presidente Trump e ao governo americano por nos acolherem e nos darem a segurança jurídica que não temos mais no Brasil.

Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime.

Não sou o primeiro a ter que lutar pelo próprio país longe dele. Rui Barbosa foi para o exílio por enfrentar o arbítrio de Floriano Peixoto e de lá seguiu defendendo a lei e a liberdade. Charles de Gaulle liderou a França Livre a partir de Londres, condenado à morte pelo regime de Vichy, e voltou para libertar o seu país. José Martí organizou a luta pela independência de Cuba a partir de Nova York.

Na Venezuela, Juan Guaidó e Edmundo González tiveram que deixar o país por enfrentar a ditadura chavista, e María Corina Machado, mesmo perseguida, se recusou a legitimar a fraude e se tornou um símbolo mundial da resistência democrática.

Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa.

Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil.

Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação.

Às instituições brasileiras, faço um apelo: essa sandice precisa acabar. O Brasil vive hoje um caos jurídico, de corrupção e de perseguição política, em que a oposição tem medo de falar e a família de um ex-presidente é tratada como inimiga do Estado. Nenhuma nação consegue viver em paz ou prosperar assim. Ainda há tempo de restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e devolver aos brasileiros a confiança que perderam.

À comunidade internacional, peço: não normalizem o que está acontecendo no Brasil. O que acontece hoje no meu país não é normal e não pode ser tratado como normal.

Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr.

Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil.

Peço a cada um que permaneça firme e jamais desista. Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre. E esse dia vai chegar.

Flávio Bolsonaro afirmou que deixou o país com a família para evitar o que considera perseguição política e judicial. A saída ocorreu após uma decisão do STF que determinou a entrega de seus passaportes e o proibiu de deixar o território nacional.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o resultado oficial do TSE. A diferença foi de 4.430.191 votos.

Não. Na carta, o senador faz acusações de fraude e questiona o aumento da votação de Lula entre os dois turnos, mas não apresenta provas de manipulação das urnas ou da apuração eleitoral.

O Partido Liberal elegeu 121 deputados federais, 19 senadores e seis governadores. A bancada do partido no Senado chegará a 29 integrantes em 2027, considerando também os parlamentares que já tinham mandato.

Sim. Em nota divulgada após o segundo turno, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu o resultado proclamado pelo TSE, embora tenha defendido esclarecimentos sobre medidas adotadas durante a eleição.

Sim. A campanha do senador solicitou a ampliação do horário de votação em municípios afetados por chuvas, alagamentos e dificuldades de deslocamento. A campanha de Lula também apresentou pedidos de prorrogação. O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a extensão até as 19h nas seções que ainda não haviam encerrado a votação.

Sim. Na carta, o senador afirma que pretende liderar a oposição ao governo Lula dos Estados Unidos e apresentar uma estratégia de mobilização política por meios que classifica como pacíficos e legítimos.

Cartões de VR e VA poderão ser aceitos em qualquer maquininha habilitada, enquanto limites para taxas e prazos de repasse também mudam o funcionamento do setor

Alta ocorreu em todos os canais do varejo alimentar de todas as regiões do país, e foi observada especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café

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