Panorama: Estrangeiros trouxeram R$ 8,2 bi para a Bolsa em outubro
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Consulte formatos e valores disponíveisOs investidores estrangeiros encerraram outubro com entrada líquida de R$ 8,2 bilhões na B3, revertendo parte das saídas observadas nos meses anteriores e consolidando o melhor resultado mensal desde o início do segundo semestre. O movimento aconteceu em um mês marcado por forte volatilidade em torno das eleições.
O saldo positivo mostra uma recuperação relevante do fluxo internacional após agosto, quando os estrangeiros retiraram R$ 18,1 bilhões do mercado acionário brasileiro, no pior desempenho mensal de 2026. O mês de setembro já havia mostrado dados positivos, com entrada de R$ 9,1 bilhões.
Em outubro, porém, o comportamento dos investidores foi marcado por entradas e saídas expressivas conforme o cenário eleitoral evoluía. Um dos principais momentos do mês ocorreu logo após o primeiro turno das eleições.
Os investidores estrangeiros aportaram R$ 13 bilhões na Bolsa em apenas uma semana, em meio à reprecificação dos ativos brasileiros e ao aumento do apetite por risco. Desse valor, R$ 10 bilhões foram alocados apenas na sessão seguinte à primeira etapa do pleito, em 5 de outubro.
Contudo, o fluxo não foi linear. Em um dos pontos mais altos do mês, a entrada de capital estrangeiro chegou a quase R$ 21 bilhões, na semana anterior ao segundo turno. A partir daí, o mercado registrou uma forte retirada de recursos por parte dos investidores estrangeiros. Dados da B3 mostraram saída líquida de R$ 2,8 bilhões no pregão após o segundo turno das eleições. Estrangeiros já haviam retirado cerca de R$ 4 bilhões nas sessões imediatamente anteriores ao pleito.
A movimentação levou analistas a questionarem se a realização de lucros estaria prevalecendo entre os investidores estrangeiros depois da forte valorização dos ativos brasileiros observada entre os dois turnos. Naquele momento, enquanto os recursos internacionais deixavam a Bolsa, os investidores individuais locais atuaram na ponta compradora.
Apesar desse período de aversão ao risco, o saldo do mês permaneceu positivo. O fluxo mostra que as entradas observadas ao longo de outubro conseguiram mais do que compensar as saídas registradas nos momentos de maior incerteza política.
Entre o primeiro e o segundo turno, ações sensíveis ao cenário doméstico, especialmente bancos, varejo e empresas estatais, registraram forte valorização diante da perspectiva de mudanças no ambiente econômico e fiscal.
Historicamente, o investidor estrangeiro é um dos principais determinantes do desempenho do mercado acionário brasileiro. Por responder pela maior fatia do volume negociado na B3, em cerca de 60% atualmente, mudanças em seu posicionamento costumam provocar movimentos expressivos nos preços das ações e nos índices de referência.
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