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Panorama: Doença de Newcastle pode passar para humanos? Veja os riscos e os sintomas

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por CNN Brasil 19 de outubro de 2026 às 16:27
Via CNN Brasil
Panorama: Doença de Newcastle pode passar para humanos? Veja os riscos e os sintomas
Foto: Foto: CNN Brasil
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A doença de Newcastle pode infectar humanos, mas o risco para a população em geral é considerado muito baixo. A principal forma de exposição ocorre pelo contato direto com aves infectadas, secreções ou materiais contaminados. Em pessoas, a infecção costuma provocar conjuntivite leve e passageira, segundo a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal).

O alerta ocorre após o Ministério da Agricultura e Pecuária confirmar, nesta segunda-feira (19), um foco da doença em uma granja de perus de corte em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A propriedade tem aproximadamente 6 mil aves e foi isolada. Outras 133 granjas da região serão acompanhadas durante a investigação sanitária.

Apesar de ser altamente contagiosa entre aves, a doença de Newcastle é classificada pela OMSA como uma zoonose menor , ou seja, uma enfermidade que pode passar de animais para seres humanos, mas que raramente causa infecção em pessoas. Não há indicação de que a ocorrência represente uma ameaça relevante à saúde pública.

Ministério confirma caso de doença de Newcastle em granja comercial em SC Morte por Febre do Nilo Ocidental é confirmada em Santa Catarina Rio Grande do Sul registra caso de gripe aviária em criação de subsistência Quais são os sintomas da doença de Newcastle em humanos? A conjuntivite é a manifestação mais conhecida da infecção pelo vírus de Newcastle em seres humanos. Os sintomas podem incluir vermelhidão nos olhos, lacrimejamento e irritação ocular.

Os casos estão associados principalmente à exposição ocupacional, especialmente entre trabalhadores de granjas, veterinários e profissionais que manipulam aves infectadas. A contaminação pode ocorrer pelo contato com secreções respiratórias, fezes ou superfícies contaminadas.

De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, pessoas expostas diretamente a aves doentes podem desenvolver conjuntivite em casos muito raros. O uso de equipamentos de proteção individual ajuda a reduzir esse risco.

Não há indicação de risco à saúde humana pelo consumo de carne de frango e ovos devidamente cozidos . O USDA afirma que a doença de Newcastle não é considerada um problema de segurança alimentar e que produtos avícolas preparados adequadamente são seguros para consumo.

A ocorrência de um foco em uma granja não significa que os alimentos comercializados estejam contaminados. Os estabelecimentos e os produtos envolvidos ficam sujeitos aos procedimentos de investigação, controle e fiscalização das autoridades sanitárias.

A recomendação é comprar alimentos de procedência regular, seguir as orientações de conservação e cozinhar adequadamente carnes e ovos. Também é importante evitar o contato com aves doentes ou encontradas mortas.

Não. A doença de Newcastle e a influenza aviária, conhecida como gripe aviária, são enfermidades diferentes, causadas por vírus distintos. Ambas podem provocar quadros graves em aves e gerar impactos importantes para a produção avícola, mas não devem ser confundidas.

A Newcastle afeta principalmente aves domésticas e silvestres e pode provocar sinais respiratórios, alterações neurológicas, diarreia e mortalidade elevada nos plantéis, dependendo da variante viral.

A confirmação exige exames laboratoriais. No Brasil, a doença é de notificação obrigatória, e a vigilância veterinária busca identificar rapidamente os focos e impedir a disseminação entre as aves.

O principal impacto da doença está na saúde animal e na produção avícola. Como o vírus se espalha rapidamente entre aves suscetíveis, a confirmação de um foco exige isolamento da propriedade, investigação epidemiológica e medidas de contenção definidas pelas autoridades.

No caso de Santa Catarina, o acompanhamento de granjas próximas busca verificar possíveis vínculos epidemiológicos e evitar a propagação da doença. A ocorrência também exige atenção do setor produtivo devido aos possíveis efeitos sobre a circulação de animais e produtos e sobre o comércio internacional.

Para a população, a orientação é evitar o manuseio de aves doentes ou mortas. Pessoas que apresentarem irritação ocular ou conjuntivite após contato direto com aves suspeitas devem procurar atendimento médico e informar a exposição.

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