Voltar para a página inicial

Panorama: Doença cerebral pode ter atingido 3 em cada 4 ex-jogadores da NFL, estima estudo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 21:00
70.176 visualizações
Panorama: Doença cerebral pode ter atingido 3 em cada 4 ex-jogadores da NFL, estima estudo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Doença cerebral pode ter atingido 3 em cada 4 ex-jogadores da NFL, estima estudo Encefalopatia traumática crônica está associada a impactos repetitivos na cabeça e pode provocar alterações cognitivas, comportamentais e demência NFL: estudo estimou a prevalência de encefalopatia traumática crônica entre ex-jogadores que morreram entre 2008 e 2023 (Freepik)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Saúde Saiba mais Um estudo estima que 74,5% dos ex-jogadores da NFL que morreram entre 2008 e 2023 apresentavam encefalopatia traumática crônica ( ETC ), uma doença neurodegenerativa associada a impactos repetitivos na cabeça. A estimativa foi obtida a partir de análises cerebrais e registros de óbitos.

Pesquisadores da Universidade de Boston, do Mass General Brigham e da Concussion & CTE Foundation reuniram informações de 2.362 ex-atletas da principal liga de futebol americano dos Estados Unidos. Os resultados foram publicados na última quarta-feira, 28, na revista científica JAMA Network Open.

Os pesquisadores investigaram ex-jogadores que atuaram na NFL por uma média de cinco anos e morreram ao longo de um período de 16 anos. Inicialmente, a equipe examinou os resultados das análises de 387 cérebros doados para pesquisas científicas.

Nesse grupo, 94% apresentavam alterações neuropatológicas associadas à ETC. Entretanto, os autores identificaram uma limitação importante: famílias de atletas com sintomas cognitivos tinham maior probabilidade de doar o cérebro para investigação.

Segundo o estudo, essa chance era aproximadamente cinco vezes maior entre os ex-jogadores que apresentavam essas manifestações. Por isso, considerar apenas os órgãos doados poderia superestimar a prevalência da doença.

Para reduzir esse viés, os cientistas analisaram registros de óbitos de todos os 2.362 participantes. Também consideraram fatores como idade ao morrer, posição em campo, tempo de carreira e histórico de alterações cognitivas.

O resultado representa uma estimativa para esse grupo, e não um diagnóstico confirmado em todos os participantes.

A encefalopatia traumática crônica é uma doença neurodegenerativa associada à exposição repetida a impactos na cabeça. A condição tem sido investigada sobretudo em pessoas que praticaram esportes de contato, como o futebol americano.

Atualmente, o diagnóstico definitivo da ETC depende da análise do tecido cerebral após a morte.

Essa limitação dificulta a identificação precisa da doença em pessoas vivas e a realização de estudos sobre sua frequência.

As alterações cerebrais associadas à ETC podem estar relacionadas a dificuldades cognitivas, mudanças comportamentais e demência.

Entretanto, nem todas as pessoas com sinais neuropatológicos da doença apresentam sintomas durante a vida. Isso pode ocorrer principalmente em estágios iniciais.

A presença dessas alterações no cérebro, portanto, não significa necessariamente que o indivíduo tenha desenvolvido manifestações clínicas.

Os pesquisadores destacam que a estimativa não pode ser aplicada diretamente aos atletas que estão em atividade. O estudo avaliou dados de ex-jogadores que morreram entre 2008 e 2023, e não uma amostra representativa de todos os profissionais da liga.

Além disso, apenas uma parcela dos participantes teve o cérebro examinado diretamente. A prevalência geral foi calculada por meio de um modelo estatístico desenvolvido para considerar as diferenças entre os atletas com e sem doação cerebral.

A autora principal, Julia Gallini, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, destacou a importância de ampliar as pesquisas sobre diagnóstico e tratamento da condição.

Segundo a pesquisadora, a ETC é identificada em menos de 1% dos doadores de bancos comunitários de cérebros, percentual muito inferior à estimativa encontrada entre os ex-atletas da NFL.

Dessa forma, os autores defendem a continuidade das investigações para compreender os efeitos dos impactos repetitivos na cabeça e desenvolver formas de identificar a doença durante a vida.

Descoberta levanta a hipótese de que antigas erupções vulcânicas tenham contribuído para transformar a atmosfera do planeta bilhões de anos atrás

Com cerca de 100 nanômetros, partículas são 500 vezes mais finas que um fio de cabelo e podem penetrar profundamente no organismo humano

Estudo aponta queda de 5,3% nos gastos com alimentos após início do uso de medicamentos para emagrecer e coloca a qualidade nutricional no centro das atenções

#Saúde
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas