Panorama: Celeo, Neoenergia e Cymi são as grandes vencedoras de leilão de R$ 8,9 bi da Aneel
A previsão é de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão, obras em sete estados e a criação de 20,3 mil empregos

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Consulte formatos e valores disponíveisCeleo, Neoenergia e Cymi são as grandes vencedoras de leilão de R$ 8,9 bi da Aneel Leilão da Aneel terminou com todos os oito lotes arrematados e muita disputa. A previsão é de 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão, obras em sete estados e a criação de 20,3 mil empregos Leilão de transmissão: Os empreendimentos serão instalados na Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo (chuyu2014 / Envato)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O leilão de linhas de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado nesta sexta-feira, 30, terminou com os oito lotes arrematados e previsão de R$ 8,9 bilhões em investimentos. Celeo, Neoenergia e Cymi conquistaram dois lotes cada, enquanto EDP e Cox Brasil venceram um lote cada. Os projetos abrangem sete estados, preveem 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e têm potencial de gerar 20,3 mil empregos diretos e indiretos.
No último leilão do ano de linha de transmissão da Agência Nacional de Energia ( Aneel ), realizado nesta sexta-feira, 30, teve como grandes vencedoras a espanhola Celeo, que levou o maior lote, Neoenergia e Cymi.
O leilão terminou com todos os lotes arrematados, com muita disputa. Um dos lotes, o de número 1, foi extremamente disputado, com 150 lances em viva-voz.
Considerando os 8 lotes, os investimentos somam R$ 8,9 bilhões. A previsão da ANEEL é a criação de 20,3 mil empregos diretos e indiretos.
Foram negociados 1.866 quilômetros de novas linhas de transmissão e seccionamentos, com a continuidade de 483 km de linhas existentes, e 12.694 megavolt-amperes (MVA) em capacidade de transformação.
Os prazos para conclusão dos projetos variam entre 42 meses e 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos de concessão. As concessões têm duração de 30 anos.
A Neoenergia venceu o lote 1 com oferta de R$ 59 milhões, um deságio de 51,21% em relação à Receita Anual Permitida (RAP) máxima estimada pela ANEEL, de R$ 122,7 milhões.
O investimento estimado é de R$ 493,1 milhões.
O Lote 1 prevê a construção de 238 km de linhas de transmissão, a gestão de 483 km de linhas existentes e de três subestações existentes, além da instalação de um transformador de 100 mega-volt-ampères na Subestação Brumado II.
Os empreendimentos, localizados em diferentes pontos da Bahia, visam garantir a continuidade do serviço de transmissão e o atendimento às cargas existentes e a novas cargas nas regiões Sul e Centro-Sul do estado. É prevista a criação de 1.232 empregos. O prazo para conclusão do empreendimento é de 48 meses.
A EDP Transmissão Goiás venceu o lote 2 com um lance de R$ 26,5 milhões, um deságio médio de 53,29%.
A RAP é a receita a que o empreendedor terá direito pela prestação do serviço de transmissão a partir da entrada em operação comercial das instalações. O investimento estimado do lote é de R$ 317 milhões.
O Lote 2 prevê a construção da Subestação 230/138 kV Iaciara 2, totalizando 300 mega-volt-ampères, e a construção de 126 quilômetros de linhas de transmissão interligando os municípios de Iaciara e Guarani de Goiás, no estado de Goiás, e Correntina, na Bahia.
As instalações contribuirão para ampliar o atendimento à região Nordeste de Goiás. As obras devem ser concluídas em 48 meses, com estimativa de criação de 792 empregos.
A Cymi venceu o lote 3 com oferta de R$ 78 milhões, um deságio de 57,08% em relação a RAP prevista, com R$ 183,4 milhões.
O Lote 3, com investimento estimado de R$ 1,1 bilhão, prevê a construção da Subestação 500/345 kV Santana, na cidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo, com 3.600 mega-volt-ampères de potência, além de trechos de linhas de transmissão com total de 45 quilômetros.
Segundo a agência, as construções têm como objetivo reforçar o atendimento à região central da cidade de São Paulo. A construção está prevista para 48 meses e tem previsão de 2.676 empregos.
A espanhola Celeo Redes Brasil venceu o lote 4 com oferta de R$ 377 milhões, representando um deságio de 50,55% em relação à Receita Anual Permitida (RAP). O empreendimento prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões, o maior entre os disputados.
Foram derrotadas na disputa a Cymi Construções, com deságio de 47%, a Axia Energia (-24,31%), a Engie (-42,03%), o FIP Warehouse, do BTG Pactual (-42,63%), a Celeo Redes (-50,55%).
Ele terá estruturais para atendimento elétrico ao estado do Mato Grosso do Sul, visando aumentar capacidade remanescente de geração e a interligação internacional Brasil-Bolívia.
O lote engloba partes do Paraná e de Mato Grosso do Sul, prevê a construção da linha de transmissão de 500 kV Rio Brilhante - Sarandi, com total de 620 quilômetros (km), e da Subestação de 500/230/138 kV Rio Brilhante, com 2.400 mega-volt-ampères (MVA) de potência.
O lote também conta com obras em Mato Grosso do Sul e Goiás, estabelece a construção das linhas de transmissão 500 kV Rio Verde Norte - Chapadão C1 e Chapadão - Rio Brilhante C1, totalizando 547 km, além da Subestação 500/230 kV Chapadão, com 1.200 MVA.
A previsão de construção é de 60 meses e criação de 8.225 empregos.
A Cymi levou o seu segundo lote no leilão com um lance de R$ 96,4 milhões, um deságio de 46,3%. O empreendimento tem R$ 982,5 milhões em investimentos. É prevista a construção e a ampliação de três subestações no Paraná, totalizando potência de 2.094 mega-volt-ampères, além de uma linha de transmissão e trechos de linhas reunindo 173 quilômetros.
Os empreendimentos visam ampliar o atendimento à região metropolitana de Curitiba. A construção está prevista para 60 meses e tem previsão de criar 1.964 empregos.
O lote 6 do leilão foi vencido pela Cox Brasil com uma oferta de R$ 37,8 milhões, um deságio de 53,46%. O investimento estimado do lote é de R$ 480,3 milhões.
O Lote 6 prevê a construção da Subestação 525/230/138 kV Iguaçu, com 900 mega-volt-ampères de capacidade de transformação, além de 4 quilômetros em trechos de linhas de transmissão.
A subestação será instalada na cidade de Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná, próxima a Foz do Iguaçu. As instalações contribuirão para o atendimento às regiões oeste e sudoeste do estado do Paraná. As obras devem ser concluídas em 42 meses, com estimativa de criação de 1.372 empregos.
A Neoenergia venceu o lote 7 com uma oferta de R$ 68 milhões, um deságio de 38,5% em relação ao RAP.
O Lote 7, com investimento estimado de R$ 665,3 milhões na Paraíba, prevê a construção da Subestação 500/230 kV Coremas II e da Subestação 230/69 kV Cajazeiras II, com total de 2.100 mega-volt-ampères de capacidade de transformação.
A contratação exige ainda a construção da linha de transmissão de 230 kV Coremas II – Coremas e de trechos de linha, reunindo 113 quilômetros. Os empreendimentos contribuirão para o atendimento ao sertão da Paraíba. A construção está prevista para 42 meses e tem previsão de 1.900 empregos.
A espanhola Celeo venceu seu segundo lote com lance de R$ 66,6 milhões, deságio de 48,02%. O investimento estimado do lote é de R$ 753,2 milhões.
O Lote 8 demanda a instalação de três compensadores síncronos na Subestação Coletora Porto Velho, na capital de Rondônia.
O empreendimento tem como objetivo garantir o funcionamento confiável do sistema de transmissão do Acre e de Rondônia em resposta às mudanças climáticas. As obras devem ser concluídas em 42 meses, com estimativa de criação de 2.151 empregos.
As empresas Celeo, Neoenergia e Cymi venceram dois lotes cada. A EDP Transmissão Goiás e a Cox Brasil arremataram um lote cada. Todos os oito lotes oferecidos no leilão foram arrematados.
O leilão prevê investimentos de R$ 8,9 bilhões em obras de infraestrutura de transmissão de energia elétrica. O maior empreendimento é o lote 4, vencido pela Celeo, com investimento estimado de R$ 4,1 bilhões.
Os empreendimentos serão instalados em sete estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo. As obras incluem novas linhas de transmissão, construção e ampliação de subestações e instalação de equipamentos para reforçar o sistema elétrico.
Segundo estimativas da Aneel, os empreendimentos têm potencial de gerar aproximadamente 20,3 mil empregos diretos e indiretos durante a implantação das obras.
Os prazos variam de 42 a 60 meses, contados a partir da assinatura dos contratos de concessão. As concessões terão duração de 30 anos.
A Receita Anual Permitida (RAP) é o valor que a concessionária terá direito a receber anualmente pela prestação do serviço de transmissão de energia elétrica, a partir da entrada em operação comercial das instalações. No leilão, as empresas disputam os lotes oferecendo descontos sobre a RAP máxima estabelecida pela Aneel, chamados de deságios.
O lote 4 foi o maior em volume de investimentos, com previsão de R$ 4,1 bilhões. Arrematado pela espanhola Celeo Redes Brasil, o empreendimento contempla obras no Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, incluindo linhas de transmissão e subestações para ampliar a infraestrutura elétrica regional e apoiar a interligação internacional entre Brasil e Bolívia.
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