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Panorama: Baixa popularidade de Trump ameaça controle republicano do Congresso nas eleições dos EUA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 3 de novembro de 2026 às 09:50
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Panorama: Baixa popularidade de Trump ameaça controle republicano do Congresso nas eleições dos EUA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Com aprovação de 38%, presidente enfrenta insatisfação dos eleitores com inflação e custo de vida; democratas aparecem à frente em pesquisas

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, em um cenário de desgaste político do presidente Donald Trump e expectativa de avanço do Partido Democrata no Congresso. A inflação, o aumento do custo de vida e a insatisfação com o governo estão entre os principais fatores que podem influenciar o resultado.

Os americanos vão escolher os ocupantes das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e de 35 das 100 vagas do Senado. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas, mas pesquisas indicam a possibilidade de perda da maioria, principalmente na Câmara.

Segundo levantamento citado pelo banco alemão Commerzbank, Trump registra 38% de aprovação e 60% de desaprovação, uma diferença negativa de 22 pontos percentuais.

A avaliação é de que o presidente enfrenta dificuldades para cumprir a promessa de reduzir os preços. Medidas econômicas adotadas pelo governo, como tarifas comerciais, e os efeitos da guerra com o Irã sobre o mercado de energia contribuíram para aumentar a pressão inflacionária.

O preço da gasolina, os aluguéis e os alimentos ganharam destaque na campanha eleitoral. Os democratas procuram explorar a insatisfação dos consumidores para conquistar votos e ampliar sua representação no Congresso.

A situação mais delicada para os republicanos está na Câmara dos Representantes, onde o partido mantém uma vantagem estreita de quatro cadeiras.

Historicamente, o partido do presidente costuma perder espaço nas eleições de meio de mandato. Desde 1950, a perda média é de aproximadamente 20 assentos.

As projeções atuais apontam que os democratas podem conquistar pelo menos 20 cadeiras adicionais, resultado suficiente para assumir o controle da Câmara.

No Senado, a disputa também ficou mais acirrada nas últimas semanas. Até mesmo o Texas, tradicional reduto republicano, apresenta sinais de maior competitividade eleitoral.

Pesquisa do jornal The New York Times, realizada em parceria com o Siena Research Institute e divulgada no domingo (1º), mostra candidatos democratas à frente em cinco dos sete estados decisivos analisados na disputa pelo Senado.

Na reta final da campanha, Donald Trump minimizou os levantamentos que apontam dificuldades para seu partido.

O presidente afirmou que nunca conheceu alguém entrevistado por institutos de pesquisa e relatou que, durante um comício, apenas duas pessoas levantaram as mãos quando perguntou quem havia participado de sondagens eleitorais.

Trump também declarou que pretende vetar todas as propostas que considerar contrárias ao seu governo caso os democratas conquistem a maioria no Congresso.

Questionado sobre a segurança do processo eleitoral, afirmou não acreditar que as eleições serão seguras.

O ambiente de tensão aumentou após uma decisão judicial envolvendo o Alasca. A Justiça americana rejeitou uma ação apresentada pelo governo Trump para impedir a certificação de uma eventual derrota do senador republicano Dan Sullivan.

A contestação alegava que eleitores poderiam ter confundido o parlamentar com outro candidato de nome semelhante.

Além das consequências políticas, o resultado das eleições poderá provocar mudanças no cenário econômico dos Estados Unidos e influenciar os mercados internacionais.

Segundo o banco ING, plataformas de apostas atribuem aos democratas probabilidades entre 70% e 72% de conquistar o controle das duas Casas do Congresso.

A instituição avalia que uma vitória democrata poderia aumentar os impasses entre o Legislativo e a Casa Branca, especialmente nas negociações sobre o teto da dívida pública e o financiamento do governo.

Esse cenário poderia pressionar o dólar e elevar a instabilidade dos mercados financeiros.

O Commerzbank também alerta para o risco de uma paralisação parcial do governo federal, conhecida como shutdown, uma vez que o financiamento das atividades públicas está garantido somente até 11 de dezembro.

Caso os democratas conquistem também o Senado, Trump poderá enfrentar obstáculos adicionais para indicar integrantes do conselho do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, já que as nomeações dependem da aprovação dos senadores.

Outra preocupação mencionada por analistas é a possibilidade de contestação dos resultados eleitorais.

Embora considerado pouco provável, um cenário de disputas judiciais e manifestações poderia aumentar a instabilidade política e prejudicar a confiança nas instituições americanas.

Entre os eleitores, o clima é de preocupação com os rumos do país. Relatos colhidos durante a votação antecipada mostram insatisfação com o custo de vida, a influência de bilionários na política e a atuação dos representantes eleitos.

Com a votação marcada para terça-feira, o resultado poderá definir os limites da atuação de Donald Trump durante os próximos dois anos de mandato.

Uma eventual vitória democrata abriria caminho para maior fiscalização do Executivo e dificuldades na aprovação de propostas do governo, enquanto a manutenção da maioria republicana permitiria ao presidente preservar sua influência sobre o Congresso.

#Internacional#Política#Economia
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