Panorama: ALÍVIO AO MICROEMPREENDEDOR
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveisA principal medida é o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei complementar que prevê o perdão de débitos acumulados por MEIs com o governo federal. A proposta poderá beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores e alcançar aproximadamente R$ 12,6 bilhões em dívidas.
Segundo Lula, a permanência dessas pendências dificulta o acesso ao crédito e limita o crescimento dos pequenos negócios.
“Nós vamos ajudar vocês a saírem do sufoco. Vamos dar oxigênio para vocês não morrerem asfixiados”, afirmou o presidente durante a cerimônia.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proposta também prevê a extinção de cobranças e ações judiciais relacionadas aos débitos, além da retirada de restrições decorrentes da inadimplência.
O pacote inclui a negociação de dívidas privadas de microempreendedores por meio dos instrumentos do Desenrola 3.0. A iniciativa pretende viabilizar a compra de débitos junto a bancos e instituições financeiras. Segundo Durigan, o volume dessas dívidas soma cerca de R$ 6 bilhões.
A operação será realizada por meio de edital e exigirá descontos mínimos de 90% por parte dos credores. A expectativa do governo é que a regularização das pendências públicas e privadas facilite o acesso a novas linhas de crédito.
Outra iniciativa é a criação do Pix MEI, programa que prevê a transferência de até R$ 5 mil para investimentos nos pequenos negócios.
Os recursos poderão ser utilizados na compra de equipamentos e em melhorias para ampliar a capacidade produtiva, a renda e o faturamento dos empreendedores.
Segundo o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, o dinheiro não terá caráter de empréstimo. O programa também deverá oferecer orientação e apoio aos beneficiários na elaboração de projetos.
O governo também anunciou uma proposta de ampliação do limite de faturamento anual dos MEIs, que não recebe reajuste há oito anos.
O projeto enviado ao Congresso prevê elevar o teto para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. A mudança busca permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem precisar deixar a categoria ao ultrapassar o limite atual.
Durante o anúncio, também foi mencionada a possibilidade de permitir que os MEIs contratem um segundo funcionário.
A quinta medida prevê um decreto para dar segurança jurídica à dispensa de emissão de nota fiscal em operações realizadas pelos MEIs com pessoas físicas.
A norma busca esclarecer dúvidas relacionadas às mudanças tributárias e também deverá alcançar os chamados nanoMEIs, grupo com faturamento de até metade do teto da categoria.
Ao encerrar a cerimônia, Lula afirmou que as iniciativas foram construídas a partir de demandas dos próprios empreendedores e que serão encaminhadas por meio de projetos de lei e decretos.
“Essas soluções a gente vai encaminhando, vai transformando em projeto de lei, vai transformando em decreto”, declarou.
O presidente defendeu que as medidas criem condições para que pequenos empreendedores ampliem seus negócios, gerem renda e melhorem suas condições de vida.
“A palavra prosperidade não é privilégio, é direito de todo mundo prosperar”, afirmou.
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