URGENTE
Voltar para a página inicial

paciente em coma deixou UTI por risco de contaminação — Morte de 36 bebês

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 05:05
93.064 visualizações
paciente em coma deixou UTI por risco de contaminação — Morte de 36 bebês
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Getty Images São Paulo — Uma mãe, cujo filho de cinco meses estava internado em coma induzido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste de São Paulo, ouviu de um médico que a transferência do bebê para a enfermaria “seria mais segura em razão da concentração de bactérias existentes na UTI”, como mostra um boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles.

O bebê deu entrada no hospital em abril deste ano com febre, e faleceu em 30 de julho, aos sete meses. A certidão de óbito apontou choque séptico, encefalopatia hióxico-isquêmica, sepses e pneumonia.

Gael França da Silva tinha quatro meses de vida deu quando deu entrada no hospital Nossa Senhora do Rosário, também da rede HapVida NotreDame Intermédica, após apresentar um quadro de febre. A equipe médica apontou inflamação na garganta e receitou amoxicilina e dipirona em gotas sem submeter a criança a exames, como informou a mãe em depoimento à Polícia Civil, ao registrar um boletim de ocorrência.

No dia seguinte, Gael apresentou queda da temperatura corporal e palidez, e foi levado ao Hospital Salvalus. Um médico identificou sintomas de possível infecção pulmonar e solicitou exames, inclusive de sangue, que comprovaram a existência de processo infeccioso.

Em decorrência do quadro, ele foi transferido para a UTI. Gael precisou de medicação intravenosa, que foi administrada no pé devido à dificuldade que a equipe médica teve para acessar as veias da criança. Ele também foi entubado.

Dias depois, o pé do bebê usado para a aplicação da medicação necrosou. Um médico especialista vascular examinou o membro, mas não pôde reverter a condição.

A mãe de Gael também percebeu que os olhos do bebê ressecaram durante a internação, com posterior comprometimento da visão. Mais de um mês após ser encaminhado à UTI em coma induzido, já no fim de maio, o pequeno foi transferido para a enfermaria, ainda inconsciente. A justificativa da equipe médica era a alta concentração de bactérias na unidade intensiva.

Preocupada, a mãe de Gael adquiriu, por conta própria, um oxímetro para monitorar a situação de oxigênio da criança. Ela identificou queda na saturação do bebê e pediu o retorno dele à UTI. Dois meses depois, o menino morreu, aos 7 meses de idade.

#Polícia#Saúde
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas