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Oruam buscou “caixinha” do pai com traficantes no Alemão, diz forças de segurança

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 07:00
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Oruam buscou “caixinha” do pai com traficantes no Alemão, diz forças de segurança
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Instagram/Reprodução O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, relatou à mãe que foi a um ponto controlado por traficantes no Complexo do Alemão para buscar dinheiro da chamada “caixinha” de seu pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV).

A informação consta de uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), baseada em mensagens e outros dados extraídos do celular de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mãe do rapper e companheira de Marcinho VP.

Tanto Márcia quanto Oruam são investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa e participar de um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Em uma das conversas identificadas pelos investigadores, Oruam contou à mãe que havia ido a um ponto de controle de traficantes no Complexo do Alemão para receber uma quantia da chamada “caixinha” atribuída a Marcinho VP.

O relatório policial não especifica o valor que seria recebido pelo rapper nem identifica os traficantes responsáveis pela entrega do dinheiro. Oruam também não informa à mãe a quantia que foi buscar naquela ocasião. Segundo fontes ouvidas pela coluna, o rapper foi ao Alemão outras vezes.

Segundo a investigação, a “caixinha” seria alimentada por recursos arrecadados pelas lideranças do CV que atuam em comunidades dominadas pela facção.

Parte desse dinheiro seria destinada a Marcinho VP e a integrantes da família, por meio de repasses diretos ou com a participação de intermediários.

Os investigadores apontam que Marcinho VP, apesar de estar preso há décadas, continuaria exercendo influência sobre a administração financeira da organização criminosa, com participação em decisões sobre a destinação de recursos, despesas familiares e investimentos.

A arrecadação e a distribuição do dinheiro ficariam sob responsabilidade de lideranças do Comando Vermelho, entre elas Edgar Alves de Andrade, o Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; e Eduardo Fernandes de Oliveira, conhecido como 2D.

Doca segue foragido há mais de um ano, desde a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha.

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