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o que líderes precisam aprender a preservar — Gestão de pessoas na era da IA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 18:40
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o que líderes precisam aprender a preservar — Gestão de pessoas na era da IA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Um conteúdo Bússola Gestão de pessoas na era da IA: o que líderes precisam aprender a preservar Pesquisa TIC Empresas 2025 mostra que 17% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas já adotam inteligência artificial Com o avanço da inteligência artificial nas empresas, escuta, confiança e desenvolvimento humano tornam-se centrais para a liderança (Valerii Apetroaiei/Getty Images)

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br, 17% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas utilizam inteligência artificial. Luciana Lopardo, vice-presidente de RH da empresa MDS Brasil, avalia que a automação amplia a importância da liderança, da escuta e da confiança. Entre as grandes empresas, o uso de IA chega a 50%.

Por Luciana Lopardo, vice-presidente de RH da MDS Brasil.

A inteligência artificial já está mudando a rotina das empresas. Ela ajuda a processar informações, acelerar tarefas, encontrar padrões e apoiar decisões.

Esses ganhos são concretos e podem liberar tempo para atividades que exigem análise, criatividade e interação.

Para quem trabalha com pessoas, porém, essa transformação traz uma reflexão que vai além da tecnologia: quando tanta coisa muda, o que precisamos preservar?

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo a TIC Empresas 2025, do Cetic.br, 17% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas já utilizam inteligência artificial.

Entre as grandes, com 250 ou mais pessoas ocupadas, são 50%. E, entre as empresas que já utilizam a tecnologia, 24% a aplicam em gestão de recursos humanos ou recrutamento. No Sul, esse percentual chega a 31%.

Esse avanço não diminui a importância de quem lidera pessoas. Em muitos casos, pode torná-la ainda maior.

Quando uma parte maior do trabalho pode ser acelerada ou automatizada, ganham espaço atividades que dependem de confiança, escuta, capacidade de negociação e compreensão do contexto.

É o que acontece quando um gestor percebe que uma equipe está perdendo conexão, precisa conduzir uma conversa difícil ou acompanha alguém durante uma mudança. Nessas situações, informação e tecnologia ajudam, mas não resolvem tudo.

É preciso ouvir, interpretar circunstâncias, considerar diferentes perspectivas e assumir a responsabilidade por uma decisão.

Acredito que, quanto mais inteligência artificial tivermos, mais precisaremos desenvolver a inteligência humana. O diferencial não estará apenas em dominar novas ferramentas, mas em saber usá-las para potencializar as capacidades das pessoas.

Uma IA pode nos ajudar a analisar dados de uma pesquisa de clima, mas não substitui a sensibilidade de um líder para perceber aquilo que não foi dito em uma conversa.

Pode apoiar a construção de um plano de desenvolvimento, mas não substitui a relação, a escuta e a confiança que fazem alguém crescer.

A própria Organização Internacional do Trabalho ajuda a colocar essa transformação em perspectiva.

Em suas análises sobre o trabalho na era da IA, a entidade destaca a importância das capacidades cognitivas e socioemocionais, da adaptação, da resiliência e da autonomia.

Esse cenário reforça que a preparação para o futuro não depende apenas de competências técnicas, mas também da capacidade de aprender, colaborar e lidar com situações complexas.

Para o RH, há uma mensagem importante nisso. Desenvolver pessoas não será apenas ensiná-las a trabalhar com novas tecnologias. Será também ajudá-las a interpretar mudanças, colaborar melhor, lidar com incertezas e continuar aprendendo.

E, sobretudo, caberá às lideranças criar ambientes em que as pessoas consigam fazer isso, com espaço para experimentar, questionar e desenvolver novas capacidades.

Essa foi uma das reflexões do encontro “ Gestão de Pessoas na Era da IA”, realizado em 7 de outubro, em Caxias do Sul.

Em meio a tantas discussões sobre tecnologia, uma ideia me pareceu especialmente importante: por mais que ferramentas e processos mudem, ainda será preciso saber ouvir, construir confiança, lidar com conflitos e fazer escolhas diante de situações que não cabem em uma fórmula.

É nesse espaço, entre o que a tecnologia consegue fazer e aquilo que só as pessoas conseguem construir juntas, que a gestão continua sendo essencial.

A tecnologia pode ampliar nosso potencial, mas são as pessoas que dão sentido ao que fazemos.

Talvez seja essa a reflexão mais importante diante de tantas transformações: não precisamos competir com a tecnologia, mas aprender a usá-la para ampliar o que temos de melhor como seres humanos.

Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br, 17% das empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas já utilizam inteligência artificial. Entre as grandes empresas, com 250 ou mais pessoas ocupadas, esse percentual chega a 50%.

Segundo a TIC Empresas 2025, do Cetic.br, entre as empresas brasileiras que já utilizam inteligência artificial, 24% aplicam a tecnologia em gestão de recursos humanos ou recrutamento. Na região Sul, esse percentual chega a 31%.

Na avaliação de Luciana Lopardo, vice-presidente de RH da MDS Brasil, a inteligência artificial pode apoiar análises de dados e planos de desenvolvimento, mas não substitui a sensibilidade, a escuta e a confiança necessárias à liderança. Decisões que envolvem pessoas também exigem interpretação de circunstâncias e compreensão de diferentes perspectivas.

Segundo as análises da Organização Internacional do Trabalho citadas no texto, capacidades cognitivas e socioemocionais, adaptação, resiliência e autonomia são importantes para o trabalho na era da inteligência artificial. A capacidade de aprender, colaborar e lidar com situações complexas também ganha relevância.

Para Luciana Lopardo, vice-presidente de RH da MDS Brasil, o desenvolvimento profissional precisa ir além do aprendizado de novas ferramentas tecnológicas. O RH deve ajudar as pessoas a interpretar mudanças, colaborar, lidar com incertezas e continuar aprendendo, enquanto as lideranças criam ambientes que favoreçam a experimentação e o desenvolvimento de novas capacidades.

O encontro Gestão de Pessoas na Era da IA foi realizado em 7 de outubro, em Caxias do Sul. Entre as reflexões destacadas por Luciana Lopardo estão a importância da escuta, da construção de confiança, da resolução de conflitos e da capacidade de tomar decisões diante das transformações tecnológicas.

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