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Entenda: Qual parte mais ajuda no reconhecimento facial? Não são os olhos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 18:45
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Entenda: Qual parte mais ajuda no reconhecimento facial? Não são os olhos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Qual parte mais ajuda no reconhecimento facial? Não são os olhos Especialistas conseguiram distinguir rostos corretamente em cerca de 90% dos casos usando apenas uma ou duas características em experimento Reconhecimento facial: estudo com 27 especialistas aponta o papel das orelhas e da testa na identificação de rostos (Freepik)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Inteligência artificial Saiba mais Reconhecer uma pessoa pelo rosto parece uma tarefa simples, mas identificar alguém quando apenas uma pequena parte da face está visível exige habilidades específicas. Um estudo publicado na revista científica PLOS One na quarta-feira, 21, mostrou que especialistas forenses conseguem reconhecer rostos com apenas uma ou duas características faciais.

A pesquisa, conduzida pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos ( NIST ), também revelou um resultado inesperado: os olhos não foram a característica mais utilizada pelos profissionais.

As análises podem contribuir para o treinamento de profissionais e para o desenvolvimento de sistemas de reconhecimento facial por inteligência artificial.

As orelhas foram a característica mais escolhida pelos especialistas durante o experimento. Em diversos casos, observar apenas essa região foi suficiente para distinguir duas pessoas com traços faciais semelhantes.

A testa também se destacou, mas por outro motivo. Embora tenha sido selecionada com menos frequência, esteve associada a uma maior precisão nas respostas. Já o queixo e o pescoço apresentaram menor utilidade para o reconhecimento facial.

Os pesquisadores observaram, porém, que não existe uma característica ideal para todos os rostos. Os participantes modificavam suas escolhas conforme as diferenças entre as pessoas analisadas, em vez de seguir uma estratégia única.

A equipe, liderada pela pesquisadora Carina Hahn, reuniu 27 especialistas forenses em reconhecimento facial que atuam em órgãos de segurança do governo dos Estados Unidos.

Cada participante recebia duas fotografias de pessoas diferentes, mas com características semelhantes. Em seguida, precisava identificar a qual delas pertencia uma terceira imagem, inicialmente coberta por uma barreira preta.

O desafio era identificar corretamente a pessoa utilizando o menor número possível de características. Um sistema de pontos incentivava os participantes a selecionar apenas as regiões consideradas mais úteis.

Em média, foram necessárias duas regiões para chegar à resposta correta. Em grande parte das tentativas, porém, os profissionais conseguiram identificar a pessoa utilizando somente uma.

O resultado chamou a atenção dos pesquisadores pela quantidade de informações que os especialistas conseguiram extrair de pequenas áreas faciais.

Outro aspecto observado foi a capacidade de adaptação. Em vez de escolher sempre o mesmo elemento, os participantes identificavam quais regiões poderiam ajudar mais em cada comparação.

Segundo Hahn, essa combinação entre o conhecimento sobre características úteis, como as orelhas, e a capacidade de mudar a estratégia conforme o rosto ainda não havia sido documentada dessa maneira.

Atualmente, ferramentas de inteligência artificial são utilizadas em tarefas de reconhecimento facial, mas podem enfrentar dificuldades quando as imagens apresentam iluminação inadequada ou quando partes do rosto estão cobertas por acessórios, como óculos escuros e capuzes.

Dessa forma, os autores ressaltam que o experimento não reproduz situações reais de identificação. Os participantes precisavam escolher entre duas pessoas previamente apresentadas, e não reconhecer qualquer indivíduo a partir de uma imagem isolada.

Por isso, os resultados não significam que seja possível identificar qualquer pessoa apenas pelas orelhas ou pela testa. A expectativa dos pesquisadores é que as descobertas ajudem a aprimorar o treinamento de especialistas forenses e, futuramente, contribuam para o desenvolvimento de ferramentas de reconhecimento facial baseadas em IA.

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