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o que cada um propõe para a relação com os EUA e o tarifaço — Lula x Flávio Bolsonaro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 03:05
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o que cada um propõe para a relação com os EUA e o tarifaço — Lula x Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula x Flávio Bolsonaro: o que cada um propõe para a relação com os EUA e o tarifaço Lula defende autonomia nas relações internacionais, enquanto Flávio aposta na aproximação com Trump Eleições 2026: Disputa entre Lula e Flávio coloca em debate a relação com Washington e os rumos das negociações sobre comércio, segurança e minerais críticos.

Publicado em 25 de outubro de 2026 às 00h01 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Eleições 2026 Saiba mais RESUMO + Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas diferentes para a relação entre Brasil e Estados Unidos nas eleições de 2026. Lula defende a soberania nacional, o multilateralismo e a diversificação das parcerias comerciais, enquanto Flávio prioriza a aproximação com Washington, a abertura de mercados e a atração de investimentos. O próximo presidente terá de negociar tarifas comerciais e o acesso a minerais críticos, além de administrar as relações com Estados Unidos e China.

A relação entre Brasil e Estados Unidos terá caminhos distintos a depender do vencedor do segundo turno da eleição presidencial. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta defesa da soberania, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem um discurso de aproximação com Washington.

Marcada para 25 de outubro, a disputa ocorre após Flávio obter 47% dos votos no primeiro turno, contra 45% de Lula. A relação dos candidatos com o governo de Donald Trump esteve entre os temas da campanha.

O próximo presidente terá de administrar as tensões entre China e Estados Unidos, os dois maiores parceiros comerciais do Brasil. Essa relação também deve influenciar decisões sobre exploração mineral, industrialização e cooperação regional.

Brasil e Estados Unidos discutem em um grupo de trabalho para negociar tarifas e discutir uma estrutura para o comércio bilateral. Um dos pontos de divergência é o acesso dos americanos aos minerais críticos e às terras raras brasileiros, em meio à tentativa de Washington de reduzir a dependência da China no fornecimento desses recursos.

O plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trata da defesa da soberania brasileira, diante das ameaças de tarifas aos produtos brasileiros por parte do governo dos Estados Unidos. Na proposta para as relações internacionais, o petista ressalta seu apoio a um conjunto de medidas, como o Plano Brasil Soberano.

"Isso vem dando fôlego às empresas brasileiras, preservando o emprego e a renda do povo brasileiro", diz a proposta apresentada por Lula ao TSE.

O posicionamento de Lula pela soberania também se intensificou desde que Trump passou a pressionar o Judiciário a retirar as acusações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, que cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

No programa de governo apresentado ao TSE, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe uma política externa baseada na soberania nacional, na solução pacífica de conflitos e na ampliação das parcerias comerciais. O documento defende que o Brasil mantenha autonomia para tomar decisões políticas e econômicas, sem subordinação a outros países.

Entre as propostas estão o fortalecimento do Mercosul e da integração sul-americana, com investimentos em conexões de transporte, cooperação na Amazônia e criação de um mercado comum de energia. Lula também prevê novos acordos comerciais, abertura de mercados e ampliação das relações com África, Ásia, Oriente Médio e Europa.

O plano defende reformas no Conselho de Segurança da ONU , na Organização Mundial do Comércio (OMC), no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial para ampliar a participação dos países em desenvolvimento. Também propõe aprofundar a atuação nos BRICS e a cooperação entre países do Sul Global.

O combate à fome, o enfrentamento da emergência climática e a construção de regras internacionais para tecnologias digitais e inteligência artificial aparecem entre as prioridades. O programa prevê ainda reforçar os compromissos com os direitos humanos e ampliar a assistência consular aos brasileiros no exterior.

O que Flávio propõe para a relação com os EUA e o tarifaço? Flávio Bolsonaro mantém interlocução com o governo americano com a ajuda do irmão Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal vive nos Estados Unidos desde o início de 2025 e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitar a intervenção americana nos processos judiciais contra o pai naquele ano.

Uma pessoa próxima à campanha disse à agência Reuters que os irmãos discutem possíveis funções internacionais para Eduardo caso Flávio seja eleito. Mas nenhum dos dois confirmou essas conversas.

Desde o lançamento da campanha, Flávio busca a aproximação com Trump e com lideranças de direita de outros países, como o argentino Javier Milei e o colombiano Abelardo de la Espriella.

O combate ao crime organizado é uma das frentes de convergência entre Flávio e Trump. Durante uma visita a Washington, em maio, o senador pediu que o governo americano classificasse as principais facções brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras.

Washington aceitou a proposta, rejeitada por Lula por considerá-la uma intervenção. O presidente defende uma política nacional de enfrentamento ao crime organizado, com cooperação internacional.

No programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro (PL) propõe uma política externa voltada à abertura de mercados, à atração de investimentos e à ampliação das relações comerciais. O documento defende uma diplomacia orientada por critérios técnicos e pelo interesse econômico do Brasil, sem escolher parceiros por afinidade ideológica.

O plano prevê reforçar as relações com Argentina, Estados Unidos e Israel e negociar com parceiros como China, União Europeia e mercados asiáticos. Uma das prioridades é retomar o processo de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com adequação das normas brasileiras aos padrões da entidade e redução gradual do IOF sobre operações de câmbio.

Flávio também propõe integrar o Brasil às cadeias globais de produção , com prioridade para agroindústria, minerais críticos, saúde e economia digital. O programa prevê apoio do BNDES e da Apex-Brasil à expansão de pequenas e médias empresas no exterior e medidas para facilitar o acesso do setor produtivo a máquinas, tecnologias e insumos importados.

Na área de energia, a meta é colocar o Brasil entre os principais destinos de investimentos em transição energética até 2030, com foco em biocombustíveis, energia solar, eólica e hidrogênio verde. O documento também associa a atuação internacional à segurança e à defesa nacional, com investimentos nas Forças Armadas e uso de drones e inteligência artificial no combate ao crime organizado.

Lula defende uma política externa baseada na soberania nacional, na autonomia das decisões brasileiras e na diversificação das relações comerciais. Seu programa de governo prevê o fortalecimento do Mercosul, dos BRICS e da cooperação com países da África, Ásia, Europa e Oriente Médio, além de medidas para enfrentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro propõe ampliar as relações comerciais e políticas com os Estados Unidos, atrair investimentos estrangeiros e facilitar a integração do Brasil às cadeias globais de produção. Seu programa também prevê fortalecer as relações com Argentina e Israel e retomar o processo de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Lula prioriza a autonomia diplomática, o multilateralismo e o fortalecimento das relações com diferentes blocos econômicos. Flávio defende uma diplomacia orientada por interesses econômicos, com maior aproximação com os Estados Unidos e estímulos à abertura comercial. Ambos apresentam propostas para ampliar mercados e investimentos internacionais.

Lula defende medidas de proteção às empresas brasileiras afetadas pelas tarifas americanas, como as previstas no Plano Brasil Soberano, além da manutenção da autonomia nas negociações. Flávio aposta na aproximação diplomática e comercial com Washington, mas seu programa não apresenta, nas informações disponíveis, uma estratégia específica para a retirada das tarifas.

Os Estados Unidos buscam ampliar o acesso a minerais críticos e terras raras para reduzir a dependência da China no fornecimento desses recursos. O tema integra as negociações comerciais com o Brasil e envolve decisões sobre exploração mineral, industrialização e investimentos.

Flávio Bolsonaro defende uma maior cooperação com Washington e pediu ao governo americano a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. Lula rejeita essa classificação por considerá-la uma forma de intervenção e defende uma política nacional de enfrentamento ao crime organizado, com cooperação internacional.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro de 2026. Segundo os números apresentados na matéria, Flávio Bolsonaro recebeu 47% dos votos no primeiro turno, enquanto Lula obteve 45%.

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