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o que cada um propõe para a saúde e o SUS? — Lula x Flávio Bolsonaro

Flávio aposta em gestão e tecnologia parar criar o padrão Einstein

Por Redatores da Empire Cidades 25 de outubro de 2026 às 04:00
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o que cada um propõe para a saúde e o SUS? — Lula x Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula x Flávio Bolsonaro: o que cada um propõe para a saúde e o SUS? Lula propõe dar continuidade e reforçar a rede pública, com programas como o Agora Tem Especialistas, o Mais Médicos e o Farmácia Popular. Flávio aposta em gestão e tecnologia parar criar o padrão Einstein Eleições 2026: Flávio aposta em tecnologia e Lula foca nos bons resultados até agora na área da saúde (Marcelo Casal/Agência Brasil)

Publicado em 25 de outubro de 2026 às 00h12 .

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam propostas para o SUS e a saúde pública no segundo turno das eleições de 2026. Lula defende ampliar programas como o Mais Médicos e o Agora Tem Especialistas e promete oferecer canetas emagrecedoras pelo SUS. Flávio propõe reduzir filas com inteligência artificial, ampliar o uso da rede privada e corrigir a tabela de remuneração do SUS. A disputa também envolve o financiamento da saúde e a continuidade do Farmácia Popular, que ambos afirmam que pretendem manter.

A preocupação com a saúde pública é um dos principais temas da disputa do segundo turno das eleições de 2026, abordado pelas campanhas dos dois presidenciáveis.

Na propaganda eleitoral, Lula (PT) alerta que o eleitor pode perder a Farmácia Popular, o atendimento com especialistas no SUS e o tratamento com canetas emagrecedoras caso Flávio Bolsonaro (PL) vença.

Flávio, por sua vez , promete levar o “padrão Einstein” ao sistema público e diz que vai manter programas como o Farmácia Popular.

O tema ganhou força depois que a equipe econômica do candidato do PL disse estudar um pacote de cortes de gastos em geral, conhecido como "tesouraço". A oposição que poderia acabar com os pisos de saúde e educação ligados à arrecadação. A campanha de Flávio afirma que a medida não é um compromisso do candidato.

O segundo turno será em 25 de outubro. Veja o que cada candidato propõe e como funciona hoje o financiamento do SUS.

O plano de governo de Lula, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dedica uma diretriz inteira à área: “Fortalecer a saúde com equidade, inovação e soberania”.

A ideia é dar continuidade ao que o governo fez no atual mandato. O texto prevê ampliar as equipes de Saúde da Família e manter o Programa Mais Médicos.

Para reduzir as filas, o plano aposta no Agora Tem Especialistas, programa lançado em maio de 2025. Também propõe uma fila única digital, organizada pelo risco clínico de cada paciente, com apoio de inteligência artificial.

O documento mantém a parceria com hospitais privados. Eles oferecem exames e cirurgias ao SUS em troca de créditos financeiros ou de dívidas.

Na saúde digital, a promessa é consolidar o prontuário único e a Rede Nacional de Dados em Saúde . Assim, o paciente poderia marcar consultas e ver resultados de exames pelo celular.

O plano ainda prevê expandir o atendimento domiciliar para idosos , ampliar os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e fortalecer a produção nacional de medicamentos.

O que Lula disse sobre a saúde na campanha? Na propaganda de segundo turno, Lula associa o “tesouraço” defendido por Flávio a cortes em programas sociais, como o Farmácia Popular, e no orçamento da educação.

O presidente também prometeu oferecer canetas emagrecedoras (semaglutida) pelo SUS a pessoas com obesidade e prescrição médica.

O Ministério da Saúde informou que o medicamento não foi incorporado ao sistema. A pasta conduz um estudo-piloto com 250 pacientes em Porto Alegre, que dura dois anos. Segundo o ministério, a oferta custaria cerca de R$ 1,5 bilhão por ano.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o SUS foi enfraquecido no governo de Jair Bolsonaro. Disse ainda que o Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI Brasil) já chega a 2.655 municípios.

O plano de Flávio, registrado no TSE, tem 76 páginas. Fila e digitalização estão no centro das propostas.

Para encurtar a espera, o texto prevê inteligência artificial no agendamento de consultas e exames. Também propõe contratar serviços e exames na rede privada nos horários em que os aparelhos estão parados.

O plano prevê um prontuário eletrônico único, ligado ao CPF e integrado entre as redes pública e privada. Cita ainda telessaúde, entrega de remédios em casa para idosos e doentes crônicos e mais unidades de Saúde da Família.

Outra promessa é garantir condições para a correção efetiva da tabela do SUS . O objetivo é reduzir a defasagem que pesa sobre hospitais, santas casas e clínicas.

O plano de governo de Flávio não cita o Farmácia Popular pelo nome. Na propaganda política, no entanto, o candidato disse que vai manter o programa, além do Bolsa Família e do Minha Casa, Minha Vida.

A Constituição determina que a União aplique em ações e serviços públicos de saúde, no mínimo, 15% da receita corrente líquida.

No projeto de orçamento de 2026 enviado ao Congresso, isso equivale a R$ 245,5 bilhões. Para a educação, o piso é de 18% da receita líquida de impostos, ou R$ 133,7 bilhões.

Estados devem aplicar ao menos 12% da receita de impostos em saúde. Os municípios, 15%.

O Orçamento aprovado para 2026 destinou R$ 271 bilhões ao Ministério da Saúde, alta de 10% sobre o ano anterior, segundo o Futuro da Saúde.

O Farmácia Popular foi criado em 2004. Hoje, fornece gratuitamente medicamentos para 12 indicações, além de fraldas geriátricas e absorventes.

Lula propõe dar continuidade e reforçar a rede pública, com programas como o Agora Tem Especialistas, o Mais Médicos e o Farmácia Popular. As parcerias com hospitais privados entram como complemento.

Flávio aposta em gestão e tecnologia. Quer aproveitar a capacidade ociosa da rede privada, corrigir a tabela do SUS e levar o “padrão Einstein” ao sistema.

Os dois planos coincidem em pontos como prontuário único, inteligência artificial e telessaúde. Especialistas apontam que faltam detalhes de financiamento e execução nas propostas dos candidatos.

Lula propõe ampliar o Mais Médicos, as equipes de Saúde da Família e o programa Agora Tem Especialistas. Seu plano também prevê uma fila única digital para consultas e exames, expansão do atendimento domiciliar a idosos, fortalecimento da saúde mental e ampliação da produção nacional de medicamentos.

Flávio Bolsonaro propõe reduzir filas com inteligência artificial, contratar exames e procedimentos na rede privada, ampliar a telessaúde e criar um prontuário eletrônico integrado ao CPF. O programa também prevê corrigir a tabela de remuneração do SUS, fortalecer a atenção primária e ampliar o atendimento a idosos e pacientes com doenças crônicas.

Flávio Bolsonaro afirmou durante a campanha que pretende manter o Farmácia Popular, assim como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Embora o programa de governo registrado no TSE não mencione o Farmácia Popular pelo nome, o candidato declarou publicamente que manterá a iniciativa. Não há, nas propostas apresentadas, um compromisso de encerramento do programa.

Lula prometeu disponibilizar medicamentos à base de semaglutida pelo SUS para pessoas com obesidade e prescrição médica. A medida ainda é uma promessa de campanha. Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento não foi incorporado ao sistema, mas há um estudo-piloto com 250 pacientes em Porto Alegre. A pasta estima um custo anual de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para a oferta do tratamento.

O termo “tesouraço” é utilizado para descrever propostas de redução de gastos públicos, impostos e burocracia. A discussão ganhou espaço na campanha após integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro mencionarem medidas de ajuste fiscal. A possibilidade de mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação foi alvo de críticas da campanha de Lula. A equipe de Flávio afirma que essa medida não constitui um compromisso do candidato.

A Constituição determina que a União destine pelo menos 15% da receita corrente líquida a ações e serviços públicos de saúde. Os estados devem aplicar no mínimo 12% de suas receitas de impostos, enquanto os municípios precisam destinar pelo menos 15%. Segundo os dados apresentados na matéria, o Orçamento de 2026 reservou R$ 271 bilhões ao Ministério da Saúde.

Os dois programas preveem medidas para ampliar o acesso à saúde, reduzir filas e utilizar ferramentas digitais no SUS. Entre os pontos presentes nos dois planos estão a ampliação da telessaúde, a criação ou consolidação de prontuários eletrônicos integrados e o uso de inteligência artificial na organização de atendimentos. Ambos também apresentam propostas para ampliar a participação de serviços privados no atendimento a pacientes do sistema público.

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