noroeste de SP se consolida como polo da produção de cacau — Turismo rural e foco em qualidade
Ele faz parte de um grupo de cerca de 70 agricultores responsáveis por transformar a região na principal produtora de cacau do estado de São Paulo.
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Consulte formatos e valores disponíveisAos 24 anos, o cientista social formado pela Universidade de São Paulo (USP) Diego Francisco Ferreira da Silva trocou a vida acadêmica pelo campo para assumir o sítio da família no noroeste paulista. Ele faz parte de um grupo de cerca de 70 agricultores responsáveis por transformar a região na principal produtora de cacau do estado de São Paulo.
Na propriedade de Diego, são mil pés de cacau divididos em seis variedades e distribuídos ao longo de sete hectares. Para proteger a lavoura das variações térmicas e garantir sombra adequada aos frutos, o produtor adotou uma estratégia agroflorestal: plantou uma bananeira junto de cada muda de cacau.
Todo o processo é artesanal, desde a colheita e a quebra do fruto até a produção do chocolate caseiro. A estimativa para este ano é colher cerca de 50 quilos de amêndoas, volume que deve crescer de forma gradativa nas próximas safras conforme os pés amadurecem.
O cultivo comercial de cacau chegou ao noroeste paulista há cerca de dez anos como alternativa econômica durante a crise da borracha. Hoje, a região abriga 300 dos 650 hectares cultivados em todo o estado de São Paulo, dividindo a liderança do setor com o Vale do Ribeira.
A expansão da lavoura contou com a assistência técnica da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati Regional de São José do Rio Preto), em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) e a Fundação Cargill, capacitando produtores locais desde o plantio até a gestão da colheita.
Além da venda de amêndoas, os produtores apostam no turismo rural para agregar valor à atividade. O modelo permite que os visitantes percorram as plantações, acompanhem as fases de fermentação e secagem e degustem chocolates feitos na própria fazenda.
Esse é o caminho trilhado por Simone e Francisca, mãe e filha que administram um café rural na região. Há dois anos, elas destinaram menos de meio hectare para cultivar 255 pés de cacau. À frente da lavoura, Simone mergulhou na atividade após enxergar o potencial de oferecer ao público uma experiência que vai direto do pé à xícara.
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