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Ministra do TSE determina retorno de Silvia Cunha Lima à administração municipal de Areia

(Foto: Arquivo Pessoal / Instagram) A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou um recurso interposto pela prefeita de Areia, Silvia

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 13:35
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Ministra do TSE determina retorno de Silvia Cunha Lima à administração municipal de Areia
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Silvia Cunha Lima, prefeita de Areia. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou um recurso interposto pela prefeita de Areia, Silvia Cunha Lima, e suspendeu a cassação determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Com isso, ela retorna à Prefeitura e será mantida no cargo até que o caso seja julgado em todas as instâncias.

A perda dos mandatos se deu por por abuso de poder político relacionado à distribuição de cestas básicas durante a campanha eleitoral de 2024. O caso ficou conhecido como 'delivery de cestas básicas'.

Com isso, a presidente da Câmara Municipal de Areia, Vanilda Honório, foi empossada no cargo de prefeita de forma interina. Ela estava no cargo para gerir a cidade enquanto novas eleições e a posse de uma nova gestão seriam preparadas.

Na decisão de Estela Aranha, a ministra definiu que a realização de novas eleições tão somente com a decisão do TRE-PB pode gerar danos administrativos e políticos de difícil reversão.

"O perigo de dano igualmente se evidencia. Conforme narrado na inicial, após o julgamento dos embargos de declaração pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, encontra-se exaurida a instância ordinária, circunstância apta a ensejar a imediata execução do acórdão regional, com o afastamento da requerente do cargo de prefeita, a convocação de eleições suplementares e a produção de efeitos institucionais de difícil reversão. A eventual realização de novo pleito e a alteração da chefia do Poder Executivo municipal constituem consequências que extrapolam a esfera patrimonial das partes e podem comprometer a utilidade prática do provimento jurisdicional futuro caso o recurso especial venha a ser provido", diz a decisão.

O MPE, autor inicial da denúncia que resultou na cassação de Silvia Cunha Lima e do vice, ainda pode recorrer da decisão de Estela Aranha.

#João Pessoa#Governo#Justiça
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