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Fique por dentro: Rombo do governo central chega a R$ 90,2 bilhões em setembro

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 13:54
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Fique por dentro: Rombo do governo central chega a R$ 90,2 bilhões em setembro
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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> copiar link --> Deficit de R$ 90,2 bilhões de janeiro a setembro de 2026 é menor do que os R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025 Reprodução/Tesouro Nacional - 29.out.2026 Simone Kafruni de Brasília 29.out.2026 (quinta-feira) - 10h54 Priorize o Poder no Google O Governo Central –formado pelo Tesouro Nacional, pela Previdência Social e pelo Banco Central– acumulou deficit primário de R$ 90,2 bilhões de janeiro a setembro de 2026, ante saldo negativo de R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025. O rombo diminuiu R$ 10,1 bilhões, ou 10,1%, em valores nominais, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta 5ª feira (29.out.2026). Eis a íntegra (PDF – 402 kB).

A melhora foi impulsionada pelo crescimento da arrecadação, que superou o avanço das despesas. Em termos reais, descontada a inflação, a receita líquida aumentou 6,5%, o equivalente a R$ 115,6 bilhões, enquanto os gastos cresceram 5,4%, ou R$ 102,1 bilhões.

O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 213,1 bilhões. Já o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) apresentou deficit de R$ 303,2 bilhões, principal fator de pressão sobre as contas federais.

As despesas previdenciárias cresceram R$ 31,7 bilhões em termos reais, alta de 3,8%, impulsionadas pelo aumento do número de beneficiários e pela política de valorização do salário mínimo.

Também houve crescimento de R$ 27,7 bilhões nas despesas discricionárias, principalmente nas áreas de Saúde e Educação, e de R$ 20,6 bilhões nos créditos extraordinários, associados às medidas para reduzir os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio.

Do lado das receitas, os principais avanços vieram do Imposto de Renda, com aumento real de R$ 27 bilhões, das receitas de exploração de recursos naturais, com R$ 23,8 bilhões, e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com R$ 12,2 bilhões.

Apesar do deficit acumulado, o Governo Central registrou superavit de R$ 4,8 bilhões em setembro, revertendo o resultado negativo de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025.

O desempenho superou a mediana das expectativas do Prisma Fiscal, do Ministério da Fazenda, que indicava deficit de R$ 7,5 bilhões.

A receita líquida cresceu 13,6% em termos reais na comparação anual, enquanto as despesas aumentaram 2,4%.

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