‘Me considero uma diversidade dentro da diversidade’, diz executiva — De VP da IBM a conselheira
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisDe VP da IBM a conselheira: ‘Me considero uma diversidade dentro da diversidade’, diz executiva Ana Zamper fez o ABP-W ainda na multinacional e hoje ocupa cadeiras nos conselhos da Espaçolaser e da Rodonaves Ana Paula Zamper, conselheira da Espaçolaser e da Rodonaves e ex-VP da IBM para a América Latina
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 16h13 .
Priorizar nos meus resultados Google Nos últimos dois anos, Ana Zamper participou de processos seletivos para conselhos de administração . Em vários deles, chegou à mesa justamente pela experiência em tecnologia e inovação. Bastavam alguns minutos, porém, para a conversa voltar ao terreno conhecido: ROI, endividamento, indicadores financeiros e questões legais.
O relato, publicado por ela no LinkedIn, resume o ambiente que encontrou ao trocar a vida executiva pelos conselhos.
“Eu mesma me considero uma diversidade dentro da diversidade: sou mulher, com trajetória em tecnologia, entrando em um ambiente historicamente dominado por homens com formação em finanças e direito”, diz.
Ex-vice-presidente para a América Latina da IBM , Ana é hoje conselheira de administração da Espaçolaser e da Rodonaves e integra o conselho consultivo da GAM, além de dirigir o Programa de Inteligência Artificial para Executivos da Exame | Saint Paul. Segundo ela, o caminho até essas cadeiras começou anos antes, ainda dentro da multinacional, e não teve nada de automático.
Ana passou mais de 30 anos em multinacionais de tecnologia, em vendas, marketing, sistemas e operações. Tem MBAs pela Kellogg, nos Estados Unidos, e pela Fundação Dom Cabral.
“Depois de mais de 30 anos na IBM, senti que era hora de experimentar novos caminhos, com mais autonomia e liberdade de escolha. Não foi uma decisão contra a vida corporativa, mas a favor de um novo ciclo”, afirma.
Em 2023, ela fundou a by AZ para conectar experiências, ideias e pessoas por meio da inovação. Também criou o matchUP, serviço que aproxima empreendedores, profissionais e empresas de universos diferentes.
A lógica, segundo ela, é que quem está muito próximo de um setor tende a enxergar as mesmas soluções, e quem vem de fora traz outras perspectivas. “Nem toda conexão vira negócio, mas algumas abrem possibilidades que ninguém havia considerado”, diz.
Em 2017 e 2018, ainda executiva da IBM, Ana cursou o ABP-W, Advanced Boardroom Program for Women. O programa da Saint Paul é voltado a executivas C-level, diretoras e herdeiras que querem ocupar assentos em conselhos ou ter uma relação mais estratégica com o conselho de suas empresas.
“Mesmo estando em uma posição consolidada na IBM, queria ampliar meus horizontes, conhecer outras realidades e me preparar para novas possibilidades”, conta. Segundo ela, o programa trouxe uma formação sólida em governança, mas também trouxe, principalmente, a convivência com profissionais que ela leva até hoje para a vida pessoal e profissional.
Ela faz uma ressalva. “Não foi um passaporte automático para os conselhos, mas ampliou minha visão e contribuiu para as escolhas que fiz anos depois” , fala. A trajetória executiva abriu portas, diz, mas não garantiu uma cadeira —- foi preciso investir em formação, ampliar conexões e construir credibilidade num ambiente novo. Na avaliação dela, as mulheres ainda enfrentam barreiras adicionais nesse caminho.
A primeira experiência prática veio na formação e estruturação do conselho da SAS Brasil, organização social que leva atendimento de saúde a quem não tem acesso. “Costumo dizer que foi meu estágio como conselheira”, relembra.
Ana Paula Zamper, conselheira da Espaçolaser e da Rodonaves e ex-VP da IBM para a América Latina
Ali, ela aplicou os conceitos de governança vistos no ABP-W e percebeu que a dinâmica de um conselho vai além da teoria.
Ser a pessoa de fora em salas dominadas por outras formações moldou a principal defesa de Ana. “Conselhos não precisam de clones, mas de diversidade real de pensamento”, diz. Para ela, experiências e perspectivas diferentes enriquecem as decisões e ajudam as empresas a enfrentar desafios como transformação digital, inteligência artificial e governança.
Na avaliação dela, os conselhos brasileiros ainda estão nos primeiros estágios de uma diversidade efetiva, de gênero e cognitiva. O mercado avançou na formação de mulheres qualificadas, mas a abertura de espaço acontece num ritmo bem mais lento. “O desafio não é apenas ter mais mulheres à mesa, mas garantir que suas vozes influenciem as decisões.”
Hoje Ana está à frente de um programa na mesma escola em que estudou. Ela diz que conhecer os bastidores aumentou o valor que dá ao esforço da escola e dos professores para oferecer conteúdo relevante e atualizado. A passagem de aluna a diretora também reforçou uma convicção antiga. “Aprender não é uma etapa da carreira, é um compromisso permanente. Especialmente num mundo em que o conhecimento envelhece cada vez mais rápido”, diz.
Para as mulheres que chegam aos conselhos , ela vê uma responsabilidade a mais: estar muito bem preparadas, entregar valor e construir referências que abram caminho para outras. “Não basta conquistar uma cadeira. É preciso fazer diferença nela e ajudar a ampliar o espaço para quem vem depois”, finaliza.
A prática que Ana só encontrou depois, no conselho da SAS Brasil, é o que o ABP-W leva para a sala de aula, com role-plays e simulações de reuniões de conselho a partir de casos reais. Conheça o ABP-W
Levantamento global indica que a maioria dos egressos de programas de gestão percebe mais oportunidades profissionais, maior poder de ganhos e preparo para liderança
Estudo do IBGC expõe lacuna na governança brasileira, e análise da HBR calcula perda de US$ 1 trilhão ao ano nos EUA
Depois de mais de 25 anos na medicina, a entrada no empreendedorismo trouxe novos desafios e mostrou que a experiência também exige disposição para aprender e começar de novo
Pesquisa “O Perfil do CFO” no Brasil” aponta para a importância da experiência profissional e competências comportamentais para quem mira a liderança em Finanças
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Fique por dentro: Bradesco Vê Pressão em Inadimplência no Mercado, Mas Está Seguro com Portfólio de Crédito do Banco, Diz CEO
Na bolsa paulista, por volta de 11h05, as ações preferenciais do banco recuavam 2% O post Bradesco Vê Pressão em Inadimplência no Mercado, Mas Está Seguro com P
Região: Real ainda pode subir após eleição, mas riscos aumentam, diz Goldman Sachs
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
o que muda para o criptoativo? — Solana após atualização alpenglow
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



