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Fique por dentro: Desenvolvimento Rio Grande do Sul | 23 de outubro, 20h14 Governo do Estado entrega Licença Prévia para o Projeto Natureza, da CMPC, em Barra do Ribeiro Rio Grande do Sul | 23 de outubro, 20h14

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 20:25
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Fique por dentro: Desenvolvimento Rio Grande do Sul | 23 de outubro, 20h14 Governo do Estado entrega Licença Prévia para o Projeto Natureza, da CMPC, em Barra do Ribeiro Rio Grande do Sul | 23 de outubro, 20h14
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O governo do Estado entregou, nesta sexta-feira (23), a Licença Prévia (LP) para o Projeto Natureza, da multinacional chilena CMPC, que prevê a instalação de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro . A emissão do documento foi conduzida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), após análise técnica dos estudos ambientais do empreendimento.

O empreendimento prevê investimento de R$ 27 bilhões, considerado o maior aporte privado da história do Rio Grande do Sul, e poderá impulsionar a economia gaúcha com a geração de milhares de empregos e o desenvolvimento de estruturas logísticas associadas à produção e à exportação de celulose.

O governador Eduardo Leite enfatizou a construção de um ambiente favorável a grandes investimentos no Rio Grande do Sul, com modernização dos processos, segurança jurídica e responsabilidade ambiental. “O Rio Grande do Sul fez a sua parte para transformar esse investimento em realidade. Desde 2019, trabalhamos para oferecer um ambiente de negócios mais moderno, previsível e seguro, capaz de atrair projetos que movimentam a economia e geram oportunidades. Estamos falando de R$ 27 bilhões em investimentos, com potencial para impulsionar a indústria gaúcha e gerar milhares de empregos. Tudo isso com respeito à legislação e ao meio ambiente. A Licença Prévia é um passo importante nessa trajetória, resultado de uma análise técnica rigorosa da Fepam, e o empreendimento seguirá cumprindo todas as etapas do licenciamento. Queremos um Estado que una desenvolvimento, sustentabilidade e segurança jurídica, criando condições para que investimentos dessa dimensão se convertam em benefícios concretos para a população” , afirmou Leite.

Para o presidente da Fepam, Renato Chagas, o trabalho do corpo técnico e a avaliação especializada são essenciais na análise de empreendimentos de grande porte. “A Licença Prévia resulta de um trabalho conduzido com rigor e transparência pela Fundação. O processo observou a legislação, considerou as contribuições da sociedade e reforça que é possível conciliar desenvolvimento econômico, segurança jurídica e responsabilidade ambiental” , declarou.

O Projeto Natureza prevê investimento estimado em R$ 27 bilhões no Rio Grande do Sul. Além da nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, a iniciativa contempla estruturas logísticas, incluindo um terminal próprio para exportação de celulose no Porto de Rio Grande, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão.

A nova unidade industrial será instalada em Barra do Ribeiro, enquanto a fábrica da CMPC já existente em Guaíba será mantida. O empreendimento integra a estratégia de expansão da companhia no Estado e poderá ampliar a participação gaúcha no setor de celulose.

Conforme as projeções apresentadas para o empreendimento, a fase de implantação poderá mobilizar até 12 mil trabalhadores no pico das obras. Para a operação, estão previstos cerca de 800 empregos diretos e 1,5 mil postos de trabalho permanentes de terceiros. Os números são estimativas e dependem da implantação e da entrada em operação do empreendimento.

A fábrica foi projetada para produzir 3 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano, utilizando a tecnologia Kraft. Nesse processo, o licor negro, subproduto da fabricação da celulose rico em lignina, é queimado em caldeiras de recuperação para gerar energia térmica e elétrica. A previsão é que a geração energética atenda integralmente às necessidades da unidade industrial, com excedente destinado à comercialização na rede elétrica nacional.

O processo de avaliação da licença foi conduzido pela equipe técnica da Fepam, com avaliação dos estudos ambientais e abertura à participação da sociedade, incluindo audiência pública e período para recebimento de contribuições.

Com a emissão da licença provisória, a empresa poderá avançar na elaboração dos projetos e documentos necessários para solicitar a licença de instalação (LI). O documento, contudo, não autoriza o início das obras nem o funcionamento da unidade industrial. A próxima etapa depende da análise e aprovação da Fepam, incluindo os projetos e as medidas de controle ambiental exigidos. Somente após a obtenção da LI poderão ser iniciadas as obras autorizadas.

#Rio Grande#Belém#Política#Governo#Meio Ambiente
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