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mão de nove dedos para a anistia — Agricultor pede a Lula

Pediu à filha, que redigisse uma carta e enviasse ao Presidente Lula, falando na proposta desta coluna no artigo de ontem, 27, que seria “anistia para reconcili

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 03:00
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mão de nove dedos para a anistia — Agricultor pede a Lula
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Elvira é uma professora rural, no município de Telmo Marinho, no RN, filha do agricultor João Simplício, que votou sempre com o autor da coluna para deputado federal. Pediu à filha, que redigisse uma carta e enviasse ao Presidente Lula, falando na proposta desta coluna no artigo de ontem, 27, que seria “anistia para reconciliação nacional”. A seguir, transcritas partes da mensagem (a íntegra está no “blogdoneylopes”).

Quem escreve esta carta é Elvira, professora de uma escolinha rural aqui de Telmo Marinho. Mas quem fala, de verdade, é meu pai, João de Simplício. Ele não teve a sorte de aprender as letras. Desde cedo foi mais enxada do que caderno. Então aqui estou eu, botando no papel, o que saiu do coração dele.

Primeiro, que Deus dê saúde, juízo e paciência, que pra governar esse Brasil. Precisa das três, e paciência em dobro. Lá em casa todo mundo votou no senhor, e meu pai não esconde de ninguém. O Bolsa Família dá uma ajuda danada. Tem mês que a feira fica cara que só, o dinheiro não dá pra nada, e a gente faz conta até pra comprar o de comer. Meu pai sempre diz: quem já viu o prato dos filhos ficar vazio sabe o tamanho de uma ajuda na hora do aperreio. Por isso ele é agradecido, e quis que eu escrevesse com todas as letras.

A carta é um pedido. Meu pai diz que não tem diploma, nem entende de lei como os doutores, “mas a vida também ensina, e ensina na marra”. O avô dele, meu bisavô, foi perseguido e acabou preso, sem nunca ter sido político. Era homem de roça, de acordar com o galo e voltar com o sol se pondo. A família sofreu que só. Os mais velhos contam que, no fim do governo de Getúlio, ele se beneficiou de uma lei, que o soltou da cadeia.

É por isso que ele lhe escreve. Ele ouviu um vídeo no Instagram do deputado Ney Lopes, nosso amigo, que está sugerindo uma anistia para o pessoal de Brasília, preso por causa da política e gostou dessa ideia. Sabe, que houve quebradeira, que invadiram prédio público e que a democracia tem de ser respeitada. Quem fez malfeito tem de responder, ele disse. Mas ficou com uma pulga atrás da orelha: será que todo mundo teve a mesma culpa? Ele explica do jeito dele: “Pra apartar briga, primeiro tem de saber quem fez o quê. Nem todo mundo que tava no terreiro tocou fogo na casa.”

Ele é grato a Getúlio, que trouxe meu avô para casa. Até hoje, ele repete um ditado de lá: “Quem recebe um copo d’água na hora da sede nunca esquece a mão que deu.”... Perdoar não significa que o errado foi acerto. É evitar que as queixas tomem conta da gente a vida toda. Por último, presidente, uma coisa que meu pai ficou arretado: o senhor ser chamado de “nove dedos”, como se faltar um dedo diminuísse alguém. Ele disse: “Dignidade não tá na mão inteira, tá no que a mão faz pelos outros.” Então o pedido dele é que seja justamente essa mão, a de nove dedos, que o senhor estenda para dá a chance de muita gente recomeçar.

Se o senhor der esse passo, dentro da lei, muitas famílias vão lembrar do seu gesto com a mesma gratidão com que a nossa lembra do que aconteceu com o meu bisavô. Que Deus abençoe sua vida. E que essa mão que tanta gente quis diminuir fique lembrada pela grandeza de um gesto de bondade. Com respeito, Elvira”.

Começam as articulações para a presidência da Assembleia Legislativa do RN. O nome em pauta é da deputada Cristiane Dantas, que teria sido um compromisso assumido pelo governador Cadu Xavier, no início do segundo turno. Será uma excelente indicação.

O deputado Ezequiel Ferreira, que saiu fortalecido da eleição, não aspiraria voltar à Presidência. Fala-se que poderá ser Secretário de Estado.

O TSE confirma 34,3 mil votos registrados após 17h de domingo; só 1,4% das seções eleitorais funcionaram até às 19h. Levantamento mostra que 95% das seções eleitorais de todo o País já haviam sido fechadas até às 17h10 do domingo.

Para quem vive cobrando explicações dos outros, Flávio Bolsonaro resolveu testar o contrário: pegou um voo para os EUA, não avisou ninguém e deixou o país brincando de “Onde Está Wally?”. Mais uma do clã!

Flávio atravessou o continente para encontrar Trump. Pelo visto, Brasília virou apenas uma escala entre o Brasil e a Flórida. Afinal, a política brasileira já ganhou uma filial nos Estados Unidos? Se fosse ainda na campanha, o ex-candidato proporia mudar o CEP da República.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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