mão de nove dedos para a anistia — Agricultor pede a Lula
Pediu à filha, que redigisse uma carta e enviasse ao Presidente Lula, falando na proposta desta coluna no artigo de ontem, 27, que seria “anistia para reconcili

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Consulte formatos e valores disponíveisElvira é uma professora rural, no município de Telmo Marinho, no RN, filha do agricultor João Simplício, que votou sempre com o autor da coluna para deputado federal. Pediu à filha, que redigisse uma carta e enviasse ao Presidente Lula, falando na proposta desta coluna no artigo de ontem, 27, que seria “anistia para reconciliação nacional”. A seguir, transcritas partes da mensagem (a íntegra está no “blogdoneylopes”).
Quem escreve esta carta é Elvira, professora de uma escolinha rural aqui de Telmo Marinho. Mas quem fala, de verdade, é meu pai, João de Simplício. Ele não teve a sorte de aprender as letras. Desde cedo foi mais enxada do que caderno. Então aqui estou eu, botando no papel, o que saiu do coração dele.
Primeiro, que Deus dê saúde, juízo e paciência, que pra governar esse Brasil. Precisa das três, e paciência em dobro. Lá em casa todo mundo votou no senhor, e meu pai não esconde de ninguém. O Bolsa Família dá uma ajuda danada. Tem mês que a feira fica cara que só, o dinheiro não dá pra nada, e a gente faz conta até pra comprar o de comer. Meu pai sempre diz: quem já viu o prato dos filhos ficar vazio sabe o tamanho de uma ajuda na hora do aperreio. Por isso ele é agradecido, e quis que eu escrevesse com todas as letras.
A carta é um pedido. Meu pai diz que não tem diploma, nem entende de lei como os doutores, “mas a vida também ensina, e ensina na marra”. O avô dele, meu bisavô, foi perseguido e acabou preso, sem nunca ter sido político. Era homem de roça, de acordar com o galo e voltar com o sol se pondo. A família sofreu que só. Os mais velhos contam que, no fim do governo de Getúlio, ele se beneficiou de uma lei, que o soltou da cadeia.
É por isso que ele lhe escreve. Ele ouviu um vídeo no Instagram do deputado Ney Lopes, nosso amigo, que está sugerindo uma anistia para o pessoal de Brasília, preso por causa da política e gostou dessa ideia. Sabe, que houve quebradeira, que invadiram prédio público e que a democracia tem de ser respeitada. Quem fez malfeito tem de responder, ele disse. Mas ficou com uma pulga atrás da orelha: será que todo mundo teve a mesma culpa? Ele explica do jeito dele: “Pra apartar briga, primeiro tem de saber quem fez o quê. Nem todo mundo que tava no terreiro tocou fogo na casa.”
Ele é grato a Getúlio, que trouxe meu avô para casa. Até hoje, ele repete um ditado de lá: “Quem recebe um copo d’água na hora da sede nunca esquece a mão que deu.”... Perdoar não significa que o errado foi acerto. É evitar que as queixas tomem conta da gente a vida toda. Por último, presidente, uma coisa que meu pai ficou arretado: o senhor ser chamado de “nove dedos”, como se faltar um dedo diminuísse alguém. Ele disse: “Dignidade não tá na mão inteira, tá no que a mão faz pelos outros.” Então o pedido dele é que seja justamente essa mão, a de nove dedos, que o senhor estenda para dá a chance de muita gente recomeçar.
Se o senhor der esse passo, dentro da lei, muitas famílias vão lembrar do seu gesto com a mesma gratidão com que a nossa lembra do que aconteceu com o meu bisavô. Que Deus abençoe sua vida. E que essa mão que tanta gente quis diminuir fique lembrada pela grandeza de um gesto de bondade. Com respeito, Elvira”.
Começam as articulações para a presidência da Assembleia Legislativa do RN. O nome em pauta é da deputada Cristiane Dantas, que teria sido um compromisso assumido pelo governador Cadu Xavier, no início do segundo turno. Será uma excelente indicação.
O deputado Ezequiel Ferreira, que saiu fortalecido da eleição, não aspiraria voltar à Presidência. Fala-se que poderá ser Secretário de Estado.
O TSE confirma 34,3 mil votos registrados após 17h de domingo; só 1,4% das seções eleitorais funcionaram até às 19h. Levantamento mostra que 95% das seções eleitorais de todo o País já haviam sido fechadas até às 17h10 do domingo.
Para quem vive cobrando explicações dos outros, Flávio Bolsonaro resolveu testar o contrário: pegou um voo para os EUA, não avisou ninguém e deixou o país brincando de “Onde Está Wally?”. Mais uma do clã!
Flávio atravessou o continente para encontrar Trump. Pelo visto, Brasília virou apenas uma escala entre o Brasil e a Flórida. Afinal, a política brasileira já ganhou uma filial nos Estados Unidos? Se fosse ainda na campanha, o ex-candidato proporia mudar o CEP da República.
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