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Atualização: Inspirados no ‘Exército do Lula’ de Janones, ativistas criam canais na França, Espanha e Argentina

Um dos trunfos da virada histórica de Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais foi o grupo no WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 05:00
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Atualização: Inspirados no ‘Exército do Lula’ de Janones, ativistas criam canais na França, Espanha e Argentina
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Movimentos de esquerda adotam a estratégia de Janones ao redor do mundo. — Foto: Elaboração g1.

Um dos trunfos da virada histórica de Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais foi o grupo no WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) chamado de " Exército de Lula ", que neste momento conta com mais de 10 milhões de membros.

Inspirados na estratégia do petista, grupos políticos do mesmo espectro ao redor do mundo passaram a adotar a mesma estratégia.

Argentina, onde criaram o grupo ' Ejército del Peronismo' (Exército do Peronismo), que defende a ala jovem e mais à esquerda do peronismo, principal força de oposição ao governo Milei. França, com ' L’équipe de Mélenchon officielle ' (A equipe oficial de Mélenchon) que reúne os apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, um dos principais líderes da esquerda francesa e fundador do partido França Insubmissa (LFI), em meio a uma onda de protestos no país. Espanha, com o grupo ' La fuerza de la gente ' (A força das pessoas), criado em apoio ao atual primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em pré-campanha eleitoral.

A dissiminação da estratégia utilizada por apoiadores de Lula se dá num momento em que a direita e a extrema-direta avançam ao redor do mundo em diversos países. Na América do Sul, por exemplo, 7 chefes de estado são de direita, enquanto 5 são alinhados a esquerda.

Na França, o primeiro grupo a surgir foi o "Les Soldats Insoumi s" (Soldados Insubmissos), uma iniciativa não oficial criada por simpatizantes do partido de Mélenchon. A repercussão da estratégia brasileira levou o próprio LFI a criar um canal oficial, o " L’équipe de Mélenchon officielle " (A equipe oficial de Mélenchon).

Assim como no Exército do Lula, os integrantes recebem 'missões' para ampliar o alcance das publicações e atrair novos participantes. Entre as orientações estão convites para adicionar pessoas ao canal e pedidos para bloquear perfis de adversários políticos nas redes sociais, com o objetivo de reduzir o alcance de seus conteúdos - inspirados nas lições de Janones.

A influência da estratégia brasileira também aparece nas mensagens compartilhadas dentro do grupo. Algumas delas são divulgadas tanto em francês quanto em português, mostrando a presença de referências ao modelo adotado por Janones.

A movimentação acontece em meio à preparação para as eleições presidenciais francesas, previstas para abril e maio de 2027. Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, lidera as pesquisas.

Já na Espanha, apoiadores de Pedro Sánchez compartilham imagens e vídeos com discursos e declarações do atual primeiro-ministro espanhol, em uma tentativa de ampliar o alcance de suas mensagens nas redes sociais.

Em algumas das publicações compartilhadas, o presidente Lula (PT) também aparece.

Além disso, alguns ativistas compartilham imagens com as '6 regras da estratégia digital de Janones' para usarem na eleição de Sánchez.

Sánchez governa a Espanha desde junho de 2018 e disputará as eleições gerais de 29 de novembro de 2026, que ele mesmo convocou na tentativa de permanecer à frente do governo espanhol.

No grupo argentino, as referências ao presidente Lula (PT) são ainda mais frequentes. Vídeos, imagens e mensagens compartilhadas pelos integrantes destacam a estratégia adotada no Brasil e os resultados alcançados nas urnas.

A dinâmica também é semelhante à do Exército do Lula: os participantes recebem "missões" para divulgar o grupo, convidar novos integrantes e ampliar o alcance da comunidade nas redes sociais.

A Argentina é governada por Javier Milei, líder de direita e aliado político de Flávio Bolsonaro e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Milei é um dos principais adversários do kirchnerismo, corrente política ligada ao peronismo, que reúne os apoiadores do grupo argentino.

Por lá, as eleições presidencias acontecem no final de 2027.

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