URGENTE
Voltar para a página inicial

Lula mostra recuperação, e Flávio Bolsonaro modera o tom às vésperas do 2º turno — Debate da Globo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 03:40
0 visualizações
Lula mostra recuperação, e Flávio Bolsonaro modera o tom às vésperas do 2º turno — Debate da Globo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Análise do debate da Globo: Lula mostra recuperação, e Flávio modera o tom às vésperas do 2º turno Presidente mostra maior desenvoltura e aposta nas entregas de seus governos, enquanto senador modera o tom e apresenta propostas semelhantes às defendidas pelo adversário; confronto termina marcado por troca de acusações Debate da Globo: encontro mais civilizado mostrou a busca pelo indeciso dos dois candidatos ( Globo/ Manoella Mello/Divulgação)

Publicado em 24 de outubro de 2026 às 00h31 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O debate da TV Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro, nesta sexta-feira, 23, mostrou mudanças de postura dos dois candidatos em relação ao confronto da Band. O presidente concentrou suas intervenções nas políticas públicas de seus governos, enquanto o senador apresentou mais propostas, algumas semelhantes a medidas já adotadas ou defendidas pela gestão petista. Apesar do espaço dedicado aos programas de governo, o encontro também foi marcado por embates pessoais e acusações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegaram ao último debate das eleições de 2026, realizado pela TV Globo nesta sexta-feira, 23, com mudanças de postura em relação ao confronto da Band, mas sem cometer erros que alterassem significativamente a dinâmica da disputa.

Lula mostrou uma postura que reflete a continuidade da recuperação de sua campanha, impulsionada pela mobilização da militância petista, enquanto Flávio manteve a vantagem construída no primeiro turno, quando terminou à frente do presidente, com uma atitude diferente do debate anterior para mostrar sobriedade.

A mudança ficou evidente desde os primeiros minutos. Lula começou o encontro cumprimentando o público e apresentou respostas mais organizadas sobre políticas públicas, em contraste com o nervosismo demonstrado na abertura do debate anterior.

Flávio, por sua vez, apareceu de gravata, adotou uma postura mais formal e procurou reduzir o tom agressivo que havia marcado sua participação na Band.

A dois dias da votação, o confronto ocorreu em um cenário de disputa acirrada, com pesquisas mostrando empate técnico entre os candidatos e vantagem numérica do senador em parte dos levantamentos.

Apesar das diferenças na apresentação, nenhum dos dois protagonizou um episódio que parece ser capaz de se impor como o principal fato negativo da noite. O debate, assim, preservou as condições de uma eleição marcada pela pequena distância entre os adversários.

A preparação do senador contou com a participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou de treinamentos para o confronto. Em determinados momentos, a apresentação mais técnica, com referências a números e políticas públicas, lembrou o estilo adotado pelo aliado.

No debate da Band, um dos principais assessores do candidato do PL foi o influenciador Pablo Marçal, conhecido por uma postura mais combativa e energética.

A nova postura, porém, não eliminou os momentos de irritação. Flávio elevou o tom em algumas respostas a Lula e demonstrou incômodo com intervenções do mediador César Tralli sobre o controle do tempo.

Lula também não abandonou os ataques ao adversário, mas encontrou mais espaço para tratar de programas de governo. O presidente recorreu a obras, investimentos e políticas sociais implementadas em seus mandatos para responder às críticas e questionar as propostas do senador. Lula, porém, pareceu não entender a dinâmica do debate ao quase não utilizar, por mais de uma oportunidade, o tempo dedicado para falar.

Em um dos momentos mais tensos do encontro, Lula acusou Flávio de chamá-lo de 9 dedos. O senador pediu desculpas na sequência.

O caso da atuação de Flávio na defesa de um policial militar acusado de envolvimento na morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, também foi tema de embate. A mãe da criança esteve presente no encontro.

Flávio manteve o aumento do custo de vida como um dos principais argumentos contra o governo. Assim como no primeiro turno, o senador questionou os preços dos alimentos, os juros elevados e o endividamento das famílias, além de cobrar do presidente resultados de promessas feitas na campanha de 2022.

O discurso econômico foi acompanhado, porém, de propostas que se aproximam de medidas já adotadas ou defendidas pelo governo petista.

O senador prometeu preservar a política de valorização do salário mínimo e das aposentadorias, reajustar o Bolsa Família e permitir que beneficiários continuem recebendo o auxílio por um período após conseguirem emprego com carteira assinada. Essa última possibilidade já existe nas regras do programa social.

A semelhança ficou ainda mais clara na discussão sobre o endividamento. Flávio propôs utilizar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas dos brasileiros, enquanto Lula afirmou que o governo já encaminhou uma iniciativa semelhante ao Senado, associada ao Desenrola 3.

Nesse ponto, a diferença esteve principalmente no diagnóstico apresentado por cada candidato. Flávio atribuiu o endividamento e a perda do poder de compra à condução econômica do governo. Lula, por sua vez, argumentou que parte das soluções defendidas pelo adversário já está na agenda de sua administração.

A aproximação das propostas também expôs uma questão sobre a política fiscal que seria adotada pelo senador em um eventual governo.

Flávio se apresenta como uma alternativa à condução econômica de Lula, critica o aumento dos gastos públicos e defende maior responsabilidade fiscal. Ao mesmo tempo, promete preservar mecanismos de valorização da renda, ampliar benefícios e criar medidas de alívio financeiro para as famílias.

Isso não significa que os programas econômicos sejam iguais. O senador defendeu a autonomia do Banco Central, criticou a política de gastos do governo e apresentou uma visão diferente sobre as causas da inflação e dos juros elevados. Mas, nas medidas diretamente voltadas ao orçamento das famílias, a distância entre os discursos foi menor do que a confrontação política sugeria.

Do outro lado, Lula utilizou boa parte do debate para defender o histórico de seus governos e responder às críticas sobre a situação econômica.

O presidente mostrou maior desenvoltura ao falar de infraestrutura, salário mínimo, saúde e programas sociais. Em diferentes momentos, apresentou políticas já implementadas para sustentar suas respostas e confrontar o adversário sobre o conhecimento de medidas em vigor.

Na discussão sobre infraestrutura, destacou investimentos em rodovias, ferrovias e hidrovias. Também citou a instalação da montadora chinesa BYD em Camaçari, na Bahia, no antigo complexo industrial da Ford, para defender a política de atração de investimentos ao Nordeste.

Ao tratar da saúde, defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) e questionou Flávio sobre declarações de um nome indicado pelo senador para comandar o Ministério da Saúde. Na economia, voltou a destacar a política de reajuste real do salário mínimo e os programas de renegociação de dívidas.

A experiência administrativa deu ao presidente exemplos concretos para responder às perguntas. Ao mesmo tempo, a ênfase nas realizações deixou menos espaço para explicar o que pretende entregar em um novo mandato.

Lula repetiu em diferentes momentos que pretende ampliar os programas existentes e fazer mais do que já foi realizado. Mas, em parte das respostas, deu maior atenção à comparação entre seus governos e os de seus antecessores do que ao detalhamento de novas propostas.

A escolha também marcou uma diferença na forma como os candidatos apresentaram seus projetos. Lula recorreu ao que já fez para defender a continuidade de suas políticas. Flávio buscou se apresentar como alternativa ao governo, embora tenha defendido medidas semelhantes em temas importantes para o eleitorado.

A tentativa de concentrar o confronto em políticas públicas não impediu a troca de ataques pessoais.

No segundo bloco, Lula cobrou explicações de Flávio pelo uso da expressão "nove dedos" para se referir ao presidente. O senador pediu desculpas na sequência. Lula também chamou o adversário de "miliciano" e fez críticas à sua trajetória política.

Um dos momentos de maior tensão ocorreu durante a discussão sobre segurança pública. Flávio acusou o governo petista de não combater adequadamente as facções criminosas. Lula respondeu questionando a atuação do senador na defesa de um policial militar acusado de envolvimento na morte de Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, atingida por um tiro de fuzil durante uma operação policial em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021.

A mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, estava na plateia da Globo, entre os convidados da campanha de Lula. Ao responder ao presidente, Flávio manifestou solidariedade à família, mas confundiu o nome da mãe com o da filha.

O senador integrou a defesa do policial acusado e assinou, em 2024, um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir o julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido foi rejeitado. O policial nega responsabilidade pelo disparo, e o processo ainda não tinha decisão definitiva.

Apesar de colocar o adversário contra a parede, o petista se enrolou ao defender medidas para segurança pública e, em uma construção mal feita, disse em "acabar com a polícia", frase utilizada no bloco seguinte por Flávio para questionar Lula.

A mudança de postura perdeu força no quarto bloco, quando os candidatos tiveram oito minutos cada para discutir livremente.

Durante os 16 minutos, Lula e Flávio concentraram suas intervenções em acusações envolvendo o adversário e pessoas próximas, com pouco espaço para novas propostas.

O presidente trouxe à discussão o caso do atacante Richarlison, do Tottenham e da seleção brasileira, que disputa direitos sobre um imóvel em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A controvérsia envolve empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. O senador nega participação na negociação, enquanto Tomaz sustenta que a aquisição dos direitos sobre o imóvel ocorreu de forma legal.

O confronto também avançou para o caso do Banco Master. Flávio questionou Lula sobre um suposto uísque recebido de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira.

Lula, por sua vez, cobrou explicações sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que recebeu financiamento associado a Vorcaro. Flávio já havia confirmado participação na busca de recursos para o projeto, mas negou a negociação de contrapartidas.

A dois dias da votação, o debate da Globo mostrou dois candidatos que buscaram corrigir tropeços anteriores, mas preservaram as principais linhas de suas campanhas.

O último confronto mostrou diferenças de comunicação e aproximações de propsotas que nem sempre ficaram evidentes nos ataques. Resta saber qual peso essas diferenças terão na decisão dos eleitores no domingo, 25.

Episódio citado por Flávio Bolsonaro no debate da Globo envolve a rejeição ao texto final, que os constituintes petistas assinaram na promulgação

A perda aconteceu em 1964, num acidente com uma prensa mecânica, quando ele trabalhava como mecânico na Fábrica Independência

No último confronto antes do segundo turno, candidatos evitaram acusações de corrupção e divergiram sobre infraestrutura, salário mínimo, transporte público e investimentos regionais

O senador Flávio Bolsonaro segue na liderança na corrida presidencial. O candidato do PL aparece com vantagem em 4 das principais pesquisas divulgadas

#Política
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas