Justiça derruba sigilo sobre morte de Tancredo Neves, 1º presidente após a ditadura que faleceu antes de tomar posse
Eleito primeiro presidente na redemocratização após a ditadura militar, ele foi internado na véspera da posse e morreu em 21 de abril de 1985.

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Consulte formatos e valores disponíveisA Justiça Federal aprovou que a família de Tancredo Neves tenha acesso a documentos sigilosos sobre a internação no Hospital de Base, em Brasília. Eleito primeiro presidente na redemocratização após a ditadura militar, ele foi internado na véspera da posse e morreu em 21 de abril de 1985.
A morte é cercada de mistérios. A decisão judicial pode começar a solucionar dúvidas a respeito do ocorrido, principalmente sobre a suspeita de erro médico.
Tancredo foi internado na véspera da posse presidencial com quadro de diverticulite, uma inflamação na região do intestino grosso. Ele morreu um mês depois. José Sarney, o vice-presidente, tomou posse em seu lugar.
Com a nova decisão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), devem liberar prontuários, relação de médicos e outros documentos, conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.
Primeiro presidente eleito por sufrágio direto em quase três décadas, Fernando Collor de Mello assumiu o Planalto com o confisco das contas de poupança no Plano Collor e renunciou ao cargo no fim de 1992 em meio ao processo de impeachment deflagrado por denúncias de corrupção Projetado pelo sucesso da estabilização da moeda no Plano Real como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro turno de 1994 e imprimiu em sua primeira gestão (1995-1998) uma agenda de quebra de monopólios estatais, privatizações estruturais e reformas econômicas Beneficiado pela aprovação da emenda da reeleição no ano anterior, Fernando Henrique Cardoso venceu o pleito de 1998 em primeiro turno; sua segunda gestão enfrentou a transição para o regime de câmbio flutuante, a sanção da Lei de Responsabilidade Fiscal e o racionamento de energia elétrica de 2001 Primeiro ex-operário a assumir a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva iniciou em 2003 um governo marcado pelo tripé macroeconômico com metas de superávit, pela valorização real do salário mínimo e pela unificação dos benefícios sociais com a criação do Bolsa Família Vitorioso no segundo turno contra Geraldo Alckmin, Luiz Inácio Lula da Silva conduziu o mandato de 2007 a 2011 impulsionado pela criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pela expansão do mercado consumidor interno e pela resposta anticíclica à quebra bancária global de 2008 Primeira mulher a chefiar o Poder Executivo brasileiro, Dilma Rousseff assumiu o governo em 2011 dando continuidade aos investimentos sociais e de infraestrutura do governo Lula, período em que administrou os reflexos da desaceleração econômica e as manifestações de massa de junho de 2013 Reeleita no segundo turno de 2014 por uma margem de apenas 3,28 pontos percentuais, Dilma Rousseff enfrentou no segundo mandato uma severa crise fiscal aliada à fragmentação de sua base no Congresso, cenário que culminou em seu impeachment em agosto de 2016 Eleito no segundo turno de 2018 na esteira da ascensão conservadora, Jair Bolsonaro cumpriu o mandato de 2019 a 2022 marcado pela aprovação da Reforma da Previdência, agenda liberal na desregulamentação econômica, enfrentamento da crise sanitária da Covid-19 e intensa polarização institucional Vencedor da disputa presidencial mais apertada desde a redemocratização, Luiz Inácio Lula da Silva assumiu em 2023 seu terceiro mandato no Palácio do Planalto com foco na reorganização orçamentária de programas sociais, recuperação das instituições e reposicionamento diplomático do Brasil no exterior Morte de Tancredo Neves: família levanta hipótese de erro médico Familiares de Tancredo sustentam a hipótese de erro médico. O entendimento é reforçado pelo livro “O paciente”, de Luís Mir. Com autorização da família, o escritor pesquisou a fundo o período e encontrou falhas nos procedimentos.
Entre os erros apontados estão a decisão de realizar uma cirurgia de emergência, o número elevado de pessoas na sala durante o procedimento, falhas no protocolo de recuperação e a advertência recebida pelos médicos. O motivo da notificação, no entanto, segue um mistério.
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