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Flávio e Lula calibram propaganda na reta final da eleição — Análise

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 20:42
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Flávio e Lula calibram propaganda na reta final da eleição — Análise
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegam à reta final do segundo turno das eleições de 2026 ajustando suas estratégias de campanha.

Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360° , os dois candidatos estão calibrando com precisão a proporção entre propaganda negativa e positiva, em um cenário em que o eleitorado se encontra altamente polarizado.

As duas campanhas identificaram que a margem para converter votos do adversário é mínima, quase inexistente.

Flávio deve evitar subir tom de ataques a Lula, que amplia “núcleo duro” Pós-ONU, time de Lula quer subida de tom da campanha Campanha de Flávio Bolsonaro trava falas de aliados para evitar deslizes Diante desse cenário, o principal caminho disponível para ambos os lados é tentar empurrar eleitores do oponente para o voto nulo, branco ou para a abstenção.

No caso de Flávio, o objetivo é ampliar sua votação; no caso de Lula, aproximar-se do adversário e, quem sabe, virar o resultado.

Desde o final do primeiro turno, a campanha de Lula já destinava cerca de 50% de sua propaganda a ataques ao adversário, reservando a outra metade para propostas, apresentação de legado e mensagens propositivas.

A campanha de Flávio também reservava uma parcela considerável de seu tempo para ataques a Lula, sustentada, em grande medida, pelo antipetismo que embasa sua votação.

Com a chegada do segundo turno, a carga de propaganda negativa dos dois lados aumentou de forma significativa.

A campanha de Flávio tem apostado em temas como o caso envolvendo Roberta Luchsinger, o caso do Lulinha e uma frase dita por Lula no debate — "sou carioca, não sou malandro" —, que gerou reações negativas e foi reconhecida pela própria campanha de Lula como uma declaração infeliz.

Além disso, a campanha de Flávio explora a questão da redução da maioridade penal, assunto que coloca Lula na defensiva.

Já a campanha de Lula adotou a estratégia de constranger Flávio Bolsonaro a abrir suas contas, seu sigilo telefônico e bancário. Lula também passou a pedir uma comparação patrimonial, respondendo às acusações de corrupção que lhe são direcionadas.

Outra frente utilizada pela campanha de Lula é a chamada "estratégia do medo": a narrativa de que Flávio Bolsonaro, se eleito, poderia revogar ou modificar a aprovação da escala 6x1 no Senado, forçando a campanha adversária a gastar tempo respondendo a essa acusação.

A campanha de Lula também tem utilizado declarações da administradora Daniella Marques, coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro em temas econômicos, em entrevista à CBN de Salvador, nas quais ela trata da regra de transição do Bolsa Família.

Segundo Pedro Venceslau, essas declarações foram distorcidas para dar a impressão de que Flávio Bolsonaro seria contrário ao benefício e que ele poderia acabar com o programa caso fosse eleito.

Por fim, a campanha petista também tem explorado a relação entre Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, bem como a ligação de Willer Tomaz com Daniel Vorcaro e a consequente relação deste com Flávio Bolsonaro.

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